Bakunin

Brasil: está a terminar o prazo para envio de comunicações ao “Colóquio Internacional Mikhail Bakunin e a AIT”


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Termina já no próximo dia 4 de Agosto o prazo para a apresentação de trabalhos ao “Colóquio Internacional Mikhail Bakunin e a AIT”, organizado pela Biblioteca Terra Livre, e que irá ter lugar em SÃO PAULO (Brasil), de 10 A 13 DE NOVEMBRO DE 2014

A intenção do Colóquio é incentivar a pesquisa e a produção sobre o pensamento e a prática militante de Mikhail Bakunin, assim como a relevância da experiência da Associação Internacional dos Trabalhadores e promover um espaço de reflexão e debate entre pesquisadores (com vínculos acadêmicos ou não), profissionais, militantes e demais interessados no tema.

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200 anos do nascimento de M. Bakunin assinalados em Évora


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Conforme anunciado realizou-se ao fim da tarde desta sexta-feira na Livraria Fonte de Letras, em Évora, um animado debate sobre o pensamento de Mikhail Bakunin, para assinalar os 200 anos do nascimento do revolucionário russo, cujas ideias tanto marcaram o movimento libertário mundial. Com uma dezena e meia de assistentes, o debate foi introduzido por António Baião, investigador da FCSH da Universidade Nova de Lisboa (na foto, à direita, ao lado de António Cândido Franco), que falou de ““Mikhail Bakunin: Liberdade, Natureza e Revolução”. Seguiu-se um debate sobre a natureza do Estado e o conceito de liberdade bakuninista, tendo esta primeira Conferência Libertária de Évora terminado por volta das 20,30h. Para Julho já está anunciada uma segunda Conferência Libertária, em local e dia a designar, sobre a figura do anarquista alentejano Gonçalves Correia. A sessão de hoje foi gravada e contamos disponibilizar alguns excertos aqui no Portal Anarquista dentro de alguns dias.

(Lisboa, Porto, Évora) Algumas iniciativas para assinalar os 200 anos do nascimento de Bakunin


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Hoje em Lisboa, na BOESG, às 23H

BARkunine Night

Considerado um dos pais fundadores do anarquismo, Mikhail Bakunine (1814– 1876) foi um revolucionário que conjugou sempre a faculdade de pensar à necessidade de acção.
Envolvido em praticamente todas as revoltas populares do seu tempo, o“perfume da pólvora e das barricadas” acompanhou-o ao longo da vida.
Como teórico, os seus escritos tornaram-se uma referência na luta contra o Estado, o Capital e a Religião.
A BOESG junta-se às inúmeras celebrações que irão ocorrer ao longo de 2014 – ano do bicentenário – com um evento no dia do seu nascimento. Conversa à volta da sua vida, leituras de algumas passagens dos seus textos, petiscos e licores vários, envolvidos em música.
Aparece e divulga!

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Hoje no Porto, na Casa Viva, às 23H

Bakunine was a Punk Rocker

Uma vez, um moço disse que “a liberdade é indivisível: não se lhe pode cortar uma parte sem a matar inteiramente. Essa pequena parte, que cortais, é a própria essência da minha liberdade, é o todo. Por um movimento natural, necessário e irresistível, toda a minha liberdade se concentra precisamente na parte, por muito pequena que seja, que dela cortais”.

Ora, esse moço faria 200 anos no dia 30 de Maio e, como calha a uma sexta-feira, aproveitamos para o lembrar noite dentro, numa emissão especial da Rádio CasaBiba. A emissão começa às 23h00, com muita música anti-autoritária e umas informações e textos de Bakunine, o tal moço que, ainda antes da experiência soviética, já sabia que uma ditadura, mesmo do proletariado, é, antes de tudo, uma ditadura. Se o microfone nos permitir, ainda haverá conversas à volta de. Mais tarde, sabe-se lá bem quando, esta espécie de comemoração descambará num resto de noite mais Baco que Nine, com músicas e palavreado a condizer. Assim, lá está, nos ajude o micro.

http://radiocv.punked.us/

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Sexta-feira, dia 6 de Junho, em Évora, na Livraria Fonte de Letras, às 18,30H

Conferência/Debate sobre os 200 anos do nascimento de Mikhail Bakunin

Realiza-se na próxima sexta-feira, dia 6 de Junho, na Livraria Fonte de Letras, em Évora, pelas 18,30H, uma conferência/debate sobre o pensamento libertário de Mikhail Bakunin, por ocasião do aniversário dos 200 anos do seu nascimento, que se assinalou no passado dia 30 de Maio.

O tema será introduzido pelo investigador do SHLI, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, António Baião (natural de Montemor-o-Novo) que abordará o tema “Mikhail Bakunin: Liberdade, Natureza e Revolução”.

Seguir-se-á um debate aberto a todos os que pretendam expressar a sua opinião ou os seus comentários.

A entrada é livre.

Esta conferência, organizada pela Revista de cultura libertária “A Ideia” e pelo “Portal Anarquista”, com o apoio da Livraria Fonte de Letras, será a primeira de um ciclo de Conferências Libertárias a realizar em Évora durante os próximos meses, com uma periodicidade mensal. A próxima conferência – em data e local a divulgar posteriormente – realizar-se-á nos princípios do mês de Julho e deverá abordar a figura e o pensamento do anarquista alentejano Gonçalves Correia.

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Nos 200 anos do nascimento de Mikhail Bakunin, desenho de Carlos Latuff

Mikhail Alexandrovich Bakunin, duzentos anos de anarquia


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Assinalam-se hoje os 200 anos do nascimento de Mikhail Bakunin. Um revolucionário, um pensador e um activista que tinha a emancipação do proletariado como o seu principal objectivo.

Julián Vadillo (*)

A 18 de Maio de 1814 (30 de Maio segundo o calendário ocidental) nasceu em Premukhino, Mikhail Alexandrovich Bakunin. Filho de um diplomata muito próximo da corte do czar, Bakunin  teve formação militar e académica. Mas, apesar disso, muito cedo começou a formar uma personalidade a que não agradava o sistema estabelecido. Bakunin começou a tomar contacto com personagens como Herzen e Ogarev, bebeu da tradição revolucionária russa representada pelas rebeliões cossacas de Stenka Razin no século XVII e Y/emelian Pugachov no século XVIII, aproximou-se do significado da luta dos dezembristas russos em 1825 como reflexo das revoluções de 1820 na Europa ocidental.

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(AIT) A destruição do poder político é o primeiro dever do proletariado


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“Resolução sobre a Natureza da Acção Política do Proletariado

     Considerando:
Que querer impor ao proletariado uma linha de conduta ou um programa político uniforme, como única via que o possa conduzir à sua emancipação social, é uma pretensão tão absurda como reaccionária;
Que ninguém tem o direito de privar as federações e as secções autónomas do direito incontestável de determinarem elas mesmas a linha de conduta política que julgarem a melhor, e que qualquer tentativa nesse sentido nos conduziria fatalmente ao mais revoltante dogmatismo;
Que as aspirações do proletariado não podem ter outro objectivo senão o estabelecimento de uma organização e de uma federação económicas absolutamente livres, baseadas no trabalho e na igualdade de todos e absolutamente independentes de qualquer governo político, e que esta organização e esta federação não podem ser senão o resultado da acção espontânea do próprio proletariado, das corporações e das comunas autónomas.

     Considerando:
Que qualquer organização política não pode ser mais do que a organização da dominação ao serviço de uma classe e em detrimento das massas, e que o proletariado, mesmo se quisesse apoderar-se do poder, tornar-se-ia ele próprio uma classe dominante e exploradora:

     O congresso reunido em Saint-Imier declara:
1°– Que a destruição de qualquer poder político é o primeiro dever do proletariado;
2°– Que qualquer organização dum poder político – ainda que, supostamente, provisório e revolucionário – para levar a cabo essa destruição, não pode ser mais do que um novo engano e seria tão perigosa para o proletariado como todos os governos existentes hoje em dia;
3°– Que, repudiando qualquer compromisso em relação à realização da Revolução Social, os proletários de todos os países devem estabelecer, fora de toda a política burguesa, a solidariedade da acção revolucionária.

Associação Internacional dos Trabalhadores, Congresso de Saint-Imier. Setembro de 1872″

http://www.freewebs.com/ait-sp/manobras3.htm

(São Paulo) Colóquio Internacional Mikhail Bakunin e a AIT, em Novembro de 2014


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Biblioteca Terra Livre anuncia o Colóquio Internacional Mikhail Bakunin e a AIT, que ocorrerá nos dias 10 a 13 de novembro de 2014 na cidade de São Paulo. Neste ano, completam-se 200 anos do nascimento de Mikhail Bakunin e 150 anos da fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT).

Em breve, anunciaremos mais informações como inscrições para submissão de trabalho, programação e estrutura do evento. Já está disponível os eixos temáticos do evento.

Aguarde as novidades!

Para saber mais acesse o site: http://coloquiobakuninait.wordpress.com/
Visite a página: https://www.facebook.com/coloquiobakuninait

(Porto, 21,30H) Hoje na “Gato Vadio” conversas em torno de Bakunin


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Bakunine é o tema de nova conversa para a acção, hoje, quarta-feira, 19 de Fevereiro, às 21.30h, na Rua do Rosário, 281, Porto.

“Quem quer, não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar à Revolução.”

Passam, este ano, 200 anos que Mikahil Bakunine nasceu. Anarquista, internacionalista, libertário, federalista, agitador, a vida de Bakunine é uma referência para todas e todos que, nos dias de hoje, lutam por um Mundo livre, sem amos, sem Estados, sem fronteiras! Vale a pena conversarmos sobre Bakunine. Vale a pena inspirarmo-nos em Bakunine para darmos mais revolução às lutas que travamos hoje. A conversa é aberta a todos os contraditórios …

“Eles [os marxistas] defendem que nada além de uma ditadura – a ditadura deles, é claro – pode criar o desejo das pessoas, enquanto nossa resposta para isso é: Nenhuma ditadura pode ter qualquer outro objetivo para além de sua auto-perpetuação, ela pode apenas levar à escravidão o povo que tolerá-la; a liberdade só pode ser criada através da liberdade, isto é, por uma rebelião universal de parte das pessoas e organização livre das multidões de trabalhadores de baixo para cima.”

“Liberdade sem socialismo é privilégio, injustiça; socialismo sem liberdade é brutalidade e escravidão.”

aqui: https://www.facebook.com/events/715730348467306/

Bakunin e as limitações “científicas” de Marx


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“O Estado político de cada país, diz ele [Marx], é sempre o produto e a expressão fiel da sua situação económica; para mudar o primeiro, é preciso apenas transformar esta última. Todo o segredo das evoluções históricas, segundo o sr. Marx, está aí. Ele não toma em consideração os outros elementos da história, tais como a reacção, no entanto evidente, das instituições políticas, jurídicas e religiosas sobre a situação económica. Ele diz: «A miséria produz a escravatura política, o Estado», mas não permite que se vire essa frase às avessas e se diga: «A escravatura política, o Estado, reproduz por sua vez e mantém a miséria, como uma condição da sua existência: de tal modo que, para destruir a miséria, é preciso destruir o Estado»

Marx ordena aos seus discípulos que considerem a conquista do poder e das liberdades políticas como condição prévia, absolutamente necessária, da emancipação económica, não tomando em consideração senão a questão económica; ele diz de si para consigo que os países mais capazes de fazerem uma revolução social são aqueles nos quais a produção capitalista moderna atingiu o mais alto grau do seu desenvolvimento. A dita revolução consistirá na expropriação dos proprietários e dos capitalistas actuais e na apropriação de todas as terras e de todo o capital pelo Estado que, para poder preencher a sua grande missão tanto económica como política, deverá necessariamente ser muito poderoso e muito fortemente concentrado: no interior, será a escravatura e, no exterior, a guerra sem tréguas.”

Mikhail Bakunin

(Bakunin) O Estado e a Liberdade


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“Examinemo-lo de mais perto. Que representa ele? A soma das negações das liberdades individuais de todos os seus membros; ou então a dos sacríficios que todos os seus membros fazem ao renunciarem a uma porção da sua liberdade em proveito do bem comum.  Já vimos que, segundo a teoria individualista, a liberdade de cada um é o limite ou então a negação natural da liberdade de todos os outros: pois bem!, esta limitação absoluta, esta negação da liberdade de cada um em nome da liberdade de todos ou do direito comum é o Estado. Portanto, onde começa o Estado, a liberdade individual cessa e vice-versa.

Responder-se-á que o Estado, representante da salvação pública ou do interesse comum, só corta uma parte da liberdade de cada um para lhe garantir todo o resto. Mas esse resto é a segurança, se quiserem, nunca é a liberdade. A liberdade é indivisível: não se lhe pode cortar uma parte sem a matar inteiramente. Essa pequena parte, que cortais, é a própria essência da minha liberdade, é o todo. Por um movimento natural, necessário e irresistível, toda a minha liberdade se concentra precisamente na parte, por muito pequena que seja, que dela cortais. É a história da mulher do Barba Azul, que teve todo um palácio à sua disposição com a liberdade plena e inteira de penetrar por todo o lado, de ver e de mexer em tudo, excepto um infeliz quartinho, que a vontade soberana do seu terrível marido lhe tinha proibido de abrir, sob pena de morte. Pois bem, desviando-se de todas as magnificiências do palácio, a sua alma concentrou-se inteira nesse infeliz quartinho: abriu-o, e teve razão em abri-lo, porque foi um acto necessário da sua liberdade, enquanto que a proibição de nele entrar era uma violação flagrante dessa mesma liberdade. É ainda a história do pecado de Adão e Eva: a proibição de saborear o fruto da árvore da ciência, sem mais razões para além do facto de que tal era a vontade do Senhor, era da parte do bom Deus um acto de horroroso despotismo; e se os nossos primeiros pais tivessem obedecido, toda a raça humana ficaria mergulhada na mais humilhante escravidão. A sua desobediência, pelo contrário, emancipou-nos e salvou-nos. Foi, miticamente falando, o primeiro acto da humana liberdade.

Mikhail Bakunin