Mês: Janeiro 2013

Esta sexta-feira, dia 1, documentário “A TROCA” + DEBATE na associação “é neste país”


cartaz 20130201 tamanho internet

“A TROCA” documenta um sistema de troca de produtos e serviços na Argentina durante a grande crise de início do século XX, quando a moeda deixou de valer coisa que se visse. Também na Grécia têm surgido sistemas deste género e, em Portugal, há experiências de troca em diversas localidades, nomeadamente em Évora.

Nesta sessão, marcada para esta sexta-feira, dia 1 de Fevereiro, na associação cultural “é neste país”, às 21,30, iremos passar o documentário (legendado em português por elementos do colectivo), seguindo-se um debate a várias vozes (relato da experiência na Argentina, partilha da experiência eborense da “Quinta da Troca” (Garraia) e outros projectos).

Entrada livre!

Colectivo Libertário de Évora

(A não perder!) Hoje na “Casa da Zorra” em Évora: “Viridiana” de Luis Buñuel


Viridiana-329248510-large

Esta quinta-feira na Casa da Zorra, em Évora, vai ser exibido o filme: “Viridiana”, de Luis Buñuel. Às 22 horas. Um filme cru de um grande realizador que, na sua obra, não deixou de pé nenhum dos grandes pilares do conservadorismo tradicional: deus, pátria, família.

Genial, acutilante, revolucionário foram atributos que sempre se adaptaram bem a Luis Buñuel.  Nascido no início do século XX, Buñuel foi criado numa família religiosa que o teria preparado para viver uma vida de fé.  Mas a liberdade falou mais alto e logo aos 15 anos tornou-se “ateu, graças a deus”, como depois haveria de dizer. Antes de realizar filmes praticou boxe, foi músico e poeta.

Ateu, rebelde, anarquista, encontrou no cinema o seu veículo de expressão artística. Para ele os filmes eram pretexto para expressar as suas verdadeiras convicções. A Igreja, a autoridade, o conservadorismo estiveram sempre debaixo da sua objectiva, umas vezes cheia de sensualidade, outras de uma grande crueza.

Logo em 1933 filma o documentário “Las Hurdes”, sobre uma zona da Extremadura espanhola pobre, medieval e faminta, em que muitos habitantes ainda viviam em casas (?) escavadas na rocha.

Dele disse Henry Miller: “Chamam todos os nomes a Luis Buñuel: traidor, anarquista,  perverso, difamador e iconoclasta. Mas não ousam chamar-lhe louco. É verdade, é a loucura que ele descreve, mas não a sua própria loucura. Este caos fétido que, durante uma breve hora em que tudo como se amalgama sob o seu controlo, é a  loucura da civilização, o que resta das realizações do homem depois de dez mil anos de refinamento.”

Em “Viridiana”, são várias as histórias que se cruzam mas as sinopses oficiais rezam assim:  “Às vésperas de ser ordenada freira, Viridiana passa uns dias na mansão do seu pervertido tio, que, obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Com a morte repentina do tio, desiste da vida religiosa, indo morar na mansão. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região. Porém, os miseráveis não se comportam do jeito que ela esperava…”

A não perder!

a.

2º Encontro de Assembleias Populares realiza-se este fim de semana em Coimbra


Imagem

A Europa e o mundo explodem em manifestações em resposta às políticas neo-liberais que são impostas pela Troika, pelos governos nacionais e pelas instituições internacionais que controlam a economia. Estas políticas arrastam uma parte cada vez maior da população para a miséria e a pobreza extrema. Os movimentos sociais e a população em geral mobilizam-se em Portugal e no Mundo, mantendo-se em estado de alerta, com o objectivo de substituir as políticas que impõem desemprego, cortes salariais, sobrecarga fiscal, asfixia económica, diminuição das pensões e prestações sociais, destruição da saúde, da educação, da cultura, etc.

Neste momento, mais do que nunca, é fundamental apostar na organização permanente das pessoas, não apenas para resistir, mas também para mudar a situação do país e da Europa, para construir alternativas e colocá-las em prática. Caso não haja organização na base, a energia das manifestações de rua perde-se no desencanto e na apatia. Só as populações organizadas podem decidir o seu destino. As assembleias populares podem ser uma dessas formas da população se organizar.

Nesse sentido, Coimbra vai acolher nos dias 2 e 3 de Fevereiro um Encontro Nacional de Assembleias. Este encontro vai contar com elementos de assembleias e colectivos assembleários de vários pontos do país. Presentes estarão também vários companheiros do estado espanhol que relatarão as suas experiências. Durante este Encontro irá gerar-se um debate abrangente sobre os problemas e desafios que as assembleias populares enfrentaram neste último ano de trabalho, sobre a sua importância na auto-organização das populações, sobre as suas iniciativas e projectos futuros, bem como sobre as possibilidades de articulação entre si.

PROGRAMA:
Sábado, 2.Fev
> 12h00 – recepção junto à Sé Velha
> 13h00 – almoço
> 14h00-20H00 – ENCONTRO (ateneu de coimbra)
> 20H30 – jantar
> 22h00 – conversa/debate “ocupações e espaços comunitários” (ateneu de coimbra)
Domingo, 3.Fev
> 10h00-13h00 – ENCONTRO (salão brazil)
> 13h30 – almoço
> 15h00-18h00 – oficina “media activism” (salão brazil)

inscrições e pedidos de informação: acampadacoimbrablog@gmail.com

Assembleia Popular de Coimbra
http://assembleiapopularcoimbra.blogspot.pt/

http://www.facebook.com/assembleia.popular.coimbra

Memória Libertária: a CGT e a luta pela conquista e manutenção das 8 horas de trabalho


Imagem

Imagem

Nos últimos anos o PCP tem feito grande alarido acerca do papel da sua organização na conquista das 8 horas de trabalho para os trabalhadores rurais, na década de 60, fazendo quase ressaltar a ideia de que os trabalhadores portugueses têm hoje as 8 horas de trabalho devido à sua acção e luta.

Embora alguns militantes e organizações do PCP tenham tido especial influência nas greves pelas 8 horas de trabalho, no Alentejo e no Ribatejo, esta era desde há muito uma reivindicação do movimento operário e das associações de classe dos trabalhadores agrícolas, que queriam igualdade relativamente aos trabalhadores dos outros sectores de actividade a quem o decreto n.º 5516 de 7 de Maio de 1919 garantia o horário diário das 8 horas, mas apenas para os empregados do Estado, das corporações administrativas, do comércio e da indústria (aqui).

A luta e a manutenção das 8 horas foi sempre um dos “cavalos de batalha” da CGT e do movimento anarcosindicalista. Disso são testemunha os dois comunicados da CGT acima publicados (estes documentos foram apreendidos pela polícia a presos sociais e integram hoje o Arquivo da PIDE). Um, de 1925, dirigido aos condutores de carroça (muito numerosos na altura e com uma grande importância social e económica) em defesa das 8 horas; outro dirigido aos corticeiros, em 1923, em greve pela defesa das 8 horas e pelo pagamento das horas extra a um preço superior ao das horas normais.

e.m.

Porto: este domingo o SOV/AIT assinala os 86 anos do levantamento de 3 de Fevereiro de 1927


Imagem

Foi a primeira revolta armada contra o governo militar saído do 28 de Maio de 1926 e juntou aos militares civis de várias tendências, mas sobretudo militantes da CGT anarcosindicalista. O governo ameaçou bombardear a cidade o que fez com que os militares sublevados depusessem as armas, traindo as aspirações populares. A batalha durou cinco dias e deixou 90 mortos e mais de 500 feridos, entre militares e civis. Segundo algumas fontes esse número terá sido mesmo superior.

Para não deixar apagar a memória revolucionária deste dia, os anarcosindicalistas do SOV/AIT do Porto propõem para este domingo, dia 3 de Fevereiro, um conjunto de iniciativas.

10.30 hPercurso pedestre: “Trilha Histórica do 3 de Fevereiro 1927”- com distribuição de folheto-guia e mapa do percurso. Encontro na entrada central da Estação de São Bento;

14.30 hAlmoço solidário/ Convívio , sede da TERRA VIVA!A.E.S., Rua Caldeireiros, 213 ( marcação prévia até sábado 2 Fev. ,22.00 h., telem. 967694816, mail: sovaitporto@gmail.com );

16.00 h. Palestra e debate “O 3 de Fevereiro 1927 e o papel das forças civis”- com distribuição de documentação histórica e pequena exposição documental- na TERRA VIVA!A.E.S., Rua Caldeireiros,213  (à Cordoaria) 

Iniciativa:

AIT-SP/sov-Porto (anarco-sindicalistas)    +    TERRA VIVA! Assoc.Ecologia Social

aqui: http://sovaitporto.blogspot.pt/2013/01/memoria-revolucionaria-e-libertaria-do.html

Campanha de solidariedade para com os espaços libertados e os/as companheiros/as anarquistas em todo o mundo


actionweek1portuguese

Apelamos para uma campanha mundial de acções directas de solidariedade com os espaços libertados de 2 a 12 de Fevereiro de 2013.

Mas não queremos ficar por aí ao fim de um par de acções, trata-se de muito mais do que apenas uma reacção à repressão. Esta é uma chamada a todos/as os/as anarquistas e anti-autoritários/as para LUTAR AGORA em todo o mundo.

Embora tivesse sido a investida recente do Estado grego contra o espectro anarquista /anti-autoritário a faísca inicial que nos levou a escrever este apelo, múltiplos exemplos por todo o mundo nos mostram que a polícia e as autoridades municipais, juntamente com as mega corporações, estão a cooperar de forma excelente umas com as outras, atacando as estruturas solidárias e pacificando as sociedades a nível transnacional.

Durante as últimas semanas e nos meses mais recentes, nalgumas partes do mundo,onde as pessoas sofrem os efeitos de um empobrecimento sistemático e de um plano alargado de gentrificação, o Estado /Capital incrementaram os seus ataques aos movimentos radicais, incluindo a repressão contra determinadas formas de resistência, como sejam as ocupações de terras, projectos autónomos, ocupações de sedes corporativas ou greves. Portanto,é importante que também se conectem as nossas lutas a nível mundial e contra-ataquemos aqui e agora. Para ti, a faísca poderia ser agir em resposta aos ataques contra os espaços ocupados da tua zona. Actua nas ruas e deixa voar a imaginação de forma a difundir a mensagem da resistência activa.

Os nossos/as compas continuam a ser presos/as em todo o mundo. Muitos dos nossos espaços auto-geridos estão a ser assaltados ou desalojados, a nossa infraestrutura está sob assédio e os nossos meios de contra-informação ou são censurados ou lhes criam constantemente dificuldades. Sempre que expressamos as nossas ideias em público, lá estão os robocops uniformizados à espreita em cada esquina. Os aparelhos de vigilância seguem todos e cada um dos nossos passos enquanto o Estado conta com o apoio de hordas fascistas armadas… Mas a nossa luta existencial vai além da defesa de espaços sólidos.

Dessa forma, já está na hora de se dizer basta ao derrotismo permanente. A guerra social irrompe, independentemente de desocupações ou detenções. Não há fronteiras nos nossos corações. Por cada projecto destruído, outros dois deveriam surgir em qualquer parte do mundo. Por cada compa encarcerado/a, as nossas acções que tomem a palavra.

Desperta, participa, torna-te selvagem!

Guerra à guerra dos poderosos!

POR UM FEVEREIRO NEGRO

(recebido por mail com pedido de publicação)

fonte: http://fightnow.noblogs.org/pt/

Este sábado actividades alternativas na Quinta da Troca (Garraia)


Capturar

Workshop sobre:
 Compostagem doméstica;
 “Novidade” – Sacos de Cultivo para plantas aromáticas, morangos e outros;
 Decoração e construção de lagos em jardim;
 Troca de Produtos hortícolas e produtos caseiros, (ex. ovos, compotas, doces etc…..)

Local: Quinta da Troca – Garraia (Évora)
Data Limite de inscrições: 31 de Janeiro de 2013
INSCRIÇÕES E MAIS INFORMAÇÕES:
assmoradoresgarraia@hotmail.com
Telemóvel: 963812523
WORKSHOP
DATA : 02-02-2013
HORA: 15H15
ENTRADA GRÁTIS

(enviado por mail)

Outras vozes: Carlos Taibo – pelo decrescimento, pela acção directa e pela autogestão


OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Carlos Taibo Arias, nasceu em Madrid em 1956 e é um escritor, editor e professor titular de Ciência Política e de Administração na Universidade Autónoma de Madrid. Tem tido uma forte ligação ao movimento 15M (onde destaca a influente presença libertária) e, antes, ao movimento antiglobalização, defendendo o decrescimento e a democracia directa. É sua a frase “A globalização avança para um caos que escapa a qualquer controlo“. Tem também criticado a lógica do crescimento económico, desligando-o dos conceitos de progresso e de bem estar.  Nos últimos anos tem-se aproximado do movimento anarquista e libertário, participando em diversas sessões promovidas por organizações, por exemplo, ligadas à CNT .

Carlos Taibo está também muito ligado à cultura lusófona e deu uma entrevista (em galego)  há cerca de dois anos ao diárioliberdade.org, em que colabora como colunista, e onde revela o essencial do seu pensamento. Entrevista esta que republicamos dado o seu interesse.


Carlos Taibo é umha dessas pessoas que quando as conheces achas que as conheces de toda a vida.

Grande conferencista, pussui umha voz penetrante, poderosa, que logo te mergulha num desses westerns que costumávamos ver na televisom pública galega. “Às vezes a tua voz lembra-me a da dobragem de Clint Eastwood”, brinco. Carlos ri-se, e conta-me que um primo dele foi durante muitos anos voz quotidiana de rádio.

Para além de em palestras, apresentaçons de livros ou corredores universitários, é fácil topar Taibo na noite madrilena, a beber cerveja polos lugares onde se mexe a esquerda. Numha mesa do Patio Maravillas, na rua Pez; na antiga fábrica de tabacos da glorieta de Embajadores, majestoso centro social, ocupado e autogerido; ou debruçado ao balcom do pub Marx Madera, enquanto conversa devagar com algum ex-aluno.

O Carlos gosta de cerveja e gosta de conversa. E, com certeza, os seus alunos também gostam dele, pois nom há noite em que nom seja cumprimentado com alegria por heterogéneos jovens.

A conversa do Carlos é engenhosa, brincalhona; inteligente, diria.

Apesar de ter nascido em Madrid, rápido percebes que seu coraçom é de emigrante. É singelo comprová-lo. Fere-lo falando do povo galego e aginha começa a deitar saudade polas veias. Sempre mostra grande entusiasmo ao falar da Galiza, da sua cultura, da língua galego-portuguesa.

Fala um galego apurado, salgado, elegante. E é raro que na sua esperta palavra nom surja umha das suas apaixonantes teimas, Fernando Pessoa.

Diário Liberdade – Que conclusons tiras da greve geral do passado 29 de setembro contra as políticas anti-operárias do Governo espanhol?

Carlos Taibo – As cousas começam a despertar entre umha parte dos trabalhadores. Nom falo agora, claro, das cúpulas dirigentes dos sindicatos maioritários, alicerce fundamental da maioria das políticas que os governos estám a desenvolver e incapazes de enxergar outro horizonte que nom o relativo à reconstruçom de fitícios estados do bem-estar.

DL – Frente às medidas do PSOE-FMI para sair da crise, que medidas propós?

A defesa de direitos elementares, primeiro. Depois, a construçom de movimentos de base que pratiquem a autogestom e, como ela, ponham en questom a ordem vigente do trabalho assalariado e da mercadoria. Para além do anterior, e no Norte desenvolvido, um decrescimento que reconstrua os equilíbrios com a Natureza.

 DL – Qual a tua visom do Brasil pós-Lula?
Sou muito cético no que diz respeito ao sentido geral das políticas de Lula, que o mais que demonstrou foi capacidade para gerir de maneira mais civilizada a herança que recebeu dos seus antecessores. Mas o facto de Lula nom romper nenhum dos elementos da lógica do capitalismo imperante obriga a concluir que o seu projeto tem terminado com muitas esperanças de transformaçons reais no conjunto da América Latina: a locomotiva nom moveu o trem. Lula é, aliás, um elemento decisivo para a tranquilidade dos Estados Unidos na regiom.

DL – Há uns meses Alfonso Sastre fazia umha proposta de igualdade para os diferentes povos ibéricos. Sendo eu galega de naçom e tu galego de coraçom, que futuro enxergas para este cárcere de povos chamado Espanha?

Nom há motivos para otimismos. O Estado espanhol parece estritamente fechado ante qualquer demanda de autodeterminaçom, e nessa tarefa recebe os apoios internacionais correspondentes. Cumpre esperar, mesmo assim, que uma mudança do movimento soberanista em Euskal Herria, em proveito duma desobediência civil radical modifique algumha das regras de jogo e deixe as cousas claras no que respeita à negativa das autoridades espanholas a reconhecer qualquer horizonte de autodeterminaçom.

081010_taibo1DL – Sob a legenda ‘A queda do império’, publicas os teus artigos em exclusiva para o mundo lusófono no Diário Liberdade. Consideras próxima a queda do império dos EUA?

Na realidade trabalho pola queda dos impérios, em plural. É um bocado ingénuo afirmar que o império norte-americano vai vir abaixo rapidamente. Mas nom faltam problemas graves no seu caminho: entre eles a crise social interna dos EUA, as imprevistas conseqüências do caos gerado pela globalizaçom capitalista, os efeitos de prepotência dos governantes estadunidenses, as possibilidades que se abrem da mao de concorrentes externos e, enfim, a apariçom de movimentos de contestaçom cada vez mais fortes.

DL – O Diário Liberdade representa um exemplo prático das facilidades que tem a Galiza para se reintegrar no seu ámbito cultural natural, o espaço internacional lusófono. Que opiniom tés ao respeito

Nom é apenas que nom exista outro horizonte: e que é o caminho natural de reintegraçom da nossa língua num espaço que nunca deveu deixar. Se na Catalunha e em Euskal Herria há burguesias nacionais que defendem as línguas correspondentes, nós temos, no ámbito lingüístico, o mundo lusófono. Nom é pouco.

DL – Acabaste de publicar um magnífico ensaio sobre Pessoa e sabemos do teu grande amor pola literatura. Que obra nos recomendas?

Com certeza, O livro do desassossego.

DL – Quais som os teus livros favoritos da literatura galega, portuguesa e brasileira? E da literatura mundial?

Vai a lista: A esmorga de Eduardo Blanco Amor, a poesia inteira de Luís Pimentel, Os Maias de Eça de Queiroz, A queda de um anjo de Camilo Castelo Branco, os Contos da montanha de Miguel Torga, o inevitável Grande Sertão-Veredas de João Guimarães Rosa e A casa dos Budas ditosos de João Ubaldo Ribeiro. Mais Pessoa tudo.

DL – Que livro estás a ler agora?

Leio Eliseu Reclus, um geógrafo anarquista francês do XIX. E estou a rever a obra de Tolstoi.

DL – E já para concluirmos esta entrevista, podes recomendar-nos uns filmes?

Gostei muito sempre dos filmes de Ken Loach. Terra e liberdade, sem ir mais longe.

Fotos: Diário Liberdade.

(atenção alteração de data!) Filme “A TROCA” é na próxima sexta-feira, dia 1 de Fevereiro


cartaz 20130201 tamanho internet

Por dificuldades de agenda, vamos passar o documentário “A TROCA”  na próxima sexta-feira, dia 1 de Fevereiro, às 21,30 H. na associação cultural “é neste país”, em Évora, e não no dia 2 como inicialmente tinha sido anunciado. Esperamos por todos na sexta-feira à noite para uma projecção interessante e um debate animado, para o qual convidamos todos os que se sintam motivados para esta temática que tem vindo a ganhar muitos adeptos quer em Évora, quer na região.

colectivo libertário de évora

Crónica do Protesto anti-autoritário, solidário com as Ocupas de Atenas, NO TAV e ZAD, realizado ontem em Lisboa (26/01)


Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem

No sábado,26 de Janeiro,entre as 14h 30 e as 18h, foi levado a cabo em Lisboa, um protesto anti-autoritário contra o capitalismo, fascismo e repressão, de solidariedade com os compas na Grécia e em todo o mundo e pela defesa dos espaços libertados. Em particular, no seu comunicado, abordavam-se o ataque frontal do Estado grego contra o movimento anti-autoritário, a repressão política dos activistas contra o TAV (Itália) e da ZAD (Zona A Defender, contra o novo aeroporto dos arredores de Nantes), a repressão dos movimentos indígenas, as repressões violentas de manifestações massivas por toda a Europa (caso da greve geral 14N) e o ataque policial a estudantes do ensino básico com gás lacrimogéneo, dentro de uma escola em Braga (Portugal). Uma chamada à luta, sem fronteiras.

aqui: https://www.facebook.com/emilia.cerqueira/photos_stream