Dia: Março 20, 2013

Concentração de protesto contra a violência policial e de solidariedade com Rúben Marques – Praça do Bocage, Setúbal, 11:00 – Sábado, 23/3


guetto

Foto: aqui

E porque pior do que ter sangue nas mãos é a cobardia de justificar estas mortes, ACUSAMOS a Presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores de ter sangue na boca, e estômago de vampiro ao afirmar que o problema da violência policial resolve-se com mais dinheiro e mais polícia.

Já ouvimos estas estórias vezes sem conta… Ele não parou na operação stop, a polícia teve que disparar. Era um bairro qualquer, a polícia teve que disparar. Tinha um aspecto estranho, a polícia teve de disparar. Ele não se calou quando o insultavam… a polícia teve que disparar.

Ouvimos as versões políciais, o ruído da confusão de opiniões, o “jornalismo” de secretária com nomes e factos trocados, cópias exactas de um guião pré-estabelecido a bem da ordem nacional. E só se quisermos acreditar na mentira é que não percebemos que os passos e as palavras são sempre as mesmas.

A PSP dispara, o porta-voz conta a estória que convém, o INEM confirma, a LUSA reproduz o comunicado oficial e acrescenta uns erros, os jornais repetem a notícia da LUSA, a falta de cadastro é substituída por “suspeitas”, o OSCOT diz que são todos criminosos e terroristas, e os Tribunais confirmam a pena de morte a-posteriori. Com balas, sem balas, perseguições de carro, espancamentos, e, para os mais requintados, decapitações como a de Sacavém, a polícia tem sempre luz verde para executar a sangue frio e sair impune. É o biscoito que o cão de guarda recebe em troca da obediência cega.

Os nossos filhos, mortos, são sempre culpados até conseguirem provar a sua inocência. Os polícias, vivos, são sempre inocentes mesmo quando disparam tiros a 1 metro de distância do coração, como o Toni na Bela Vista, ou a 10 centimetros da cabeça como o Kuku na Amadora. Mesmo quando existem imagens que mostram que os tiros para o ar furam pneus, ou quando passam estranhamente perto das cabeças…

Eles “têm” que disparar, eles “têm” que bater, eles são “forçados a intervir”. Como se algum dia bestas inchadas de esteróides que são largadas armadas no meio da rua e com uma trela no pescoço pudessem, decidir por eles próprios. Como se não fosse já determinado por outros acima deles que estes filhos do povo a quem lhes pagaram para ser filhos da puta, têm de proteger os ladrões dos políticos e dos banqueiros dessa gentalha que anda de mota sem capacete, que protesta pela sua fome, que quer falar, e ainda pior, que pensa.

E porque pensamos, porque não somos cães de guarda de ninguém, porque nos insurgimos contra a violência dos poderosos sobre os sem-poder, não aceitamos, não perdoamos nem esqueceremos mais uma morte: com ou sem balas Ruben Marques foi morto pela PSP.

E porque pior do que ter sangue nas mãos é a cobardia de justificar estas mortes, ACUSAMOS a Presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores de ter sangue na boca, e estômago de vampiro ao afirmar que o problema da violência policial resolve-se com mais dinheiro e mais policia.

As cidades são muitas, os bairros são diferentes, as pessoas são distintas. O denominador comum nesta equação de morte é a Polícia. Esse é o nosso problema imediato e directo. E quanto mais nos roubam a nós, mais lhes pagam a eles, para fazer o trabalho sujo que os senhores das secretárias dos decretos das leis e dos bancos não querem faze . Porque esses cobardes são os nossos problemas de facto, os nosso inimigos reais. Mas escondem-se por detrás de uma barreira de terroristas armados, vestidos e pagos com o nosso dinheiro.

Por isso não procuremos a solução para os nossos problemas no estado. O Estado é parte do nosso problema. As ruas, as praças os bairros e as cidades são nossas. Vamos tomá-las de volta, falar, expressar a nossa raiva, planear e agir.

Concentração de protesto contra a violência policial e de solidariedade com Rúben Marques; com microfone aberto para que todos possamos falar por nós.

TOLERÂNCIA ZERO COM A VIOLẼNCIA POLICIAL.

TERRA LIVRE Setúbal

fonte: http://pt.indymedia.org/conteudo/agenda/24903

Concentração de protesto contra a violência policial e de solidariedade com Rúben Marques – Praça do Bocage, Setúbal, 11:00 – Sábado, 23/3/2013

terra livre

(colaboração) De Crise em Crise


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A crise em Portugal existe desde sempre, umas vezes mais branda outras vezes mais profunda. A verdade é que o sistema capitalista consegue sempre regenerar-se, e de crise em crise, a exploração exercida sobre as pessoas agudiza-se, num agoniar sem fim.
De crise em crise até à crise final, como diria Marx, custa a chegar. E esta crise final só não chega porque as pessoas ainda acham que é com passeatas e com fotografias para colocar no facebook que se derruba um Governo. Aqueles que se dizem de esquerda já aí andam a arreganharem os dentes, prontos para o assalto ao poder. E então vamos assistir a mais do mesmo, e as pessoas vão voltar a dizer que se enganaram no partido que votaram. A questão não está em votar em determinado partido. A questão está em erradicar de uma vez por todas os partidos, e é neste aspecto que todo o pensamento actual se deve concentrar.
É fácil fazer cair um Governo no actual estado do país, basta tão simplesmente que se paralise o país, para tal basta que todos os trabalhadores entrem em Greve Geral por tempo indeterminado, sem medos de perder o emprego, sem medos de passar fome, sem medos de dormir na rua. Se todas as pessoas deixarem de trabalhar este Governo caí em poucos dias. Contudo as pessoas ainda não estão preparadas para tal, e é aqui que entra a educação cívica e politica das pessoas. É preciso educar as mentes para que se apercebam que não é o Governo que está errado. O que está errado é todo o Sistema capitalista, e só erradicando este sistema brutal e anti-humano se pode alcançar a liberdade.

Nuno Silva
19.03.2013

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