Dia: Abril 17, 2013

Sabeis que as ideias não podem ser aprisionadas?


A FERNANDA SOMOS TODOS NÓS!
Prenderam a amiga Fernanda Policarpo, actriz, que compareceu à manifestação-relâmpago contra a troika, à porta do Hotel Ritz, como compareceu à nossa “catáSTrOPhe”*, de vestes andrajosas mas lindas na cor, sendo um misto de estátua da República descalça, apenas com um vestido, quiçá renascentista, feito em farrapos pelo tempo… Intervenção pensada e agida de corpo inteiro, novamente, ostentando apenas a bandeira de Portugal – agitada com tanta alma que tal pode e deve ser entendido como um chorrilho de insultos mais-que-legítimos a todos quantos vêm insultando a nossa soberania.Quando este polícia ajoelhou sobre o pescoço da Fernanda, fê-lo a todos nós, cidadãos.A indignação deve voltar à rua o quanto antes.Não sair de casa passou a ser… INDIGNIDADE.Cito a querida amiga Luísa Potlatch, no comentário que fez hoje a esta sua fotografia:«A Fernanda ontem foi detida perto do Ritz quando se manifestava. Com este perigo, de 1,60m e cerca de 50kg, fora de cena a polícia, o governo, a troika e o mundo já podem respirar de alivio… (senhores do poder: – Sabeis que as ideias não podem ser aprisionadas?)»

Madalena Homem Cardosopublicou no (no facebook)

É hora de agir!

“vocês na venezuela e esta mulher a ser presa por estes porcos.  É hora de agir caralho, se voces conhecem gente em lisboa falem com eles e organizem uma acção contra estes cabrões !! façam isso, por favor !!”

Artaud (aqui)

Vídeo sobre Emídio Santana


Colocado ontem na Internet, este vídeo sobre Emídio Santana foi feito pelo sítio Esquerda.net. do Bloco de Esquerda. Baseado nas memórias de Emídio Santana, um anarcosindicalista de sempre, um dos autores do atentado a Salazar e um dos principais impulsionadores da publicação do jornal “A Batalha”, no pós 25 de Abril, é um trabalho que respeita o percurso e o perfil deste militante libertário falecido em 1988.

E, sendo um vídeo editado pelo Bloco de Esquerda, apetece dizer que para quem não tem história passada mais vale vir bebê-la ao movimento anarquista do que aos grupos autoritários a que o Bloco de Esquerda inegavelmente pertence – uma vez que não põe em causa grande parte dos aparelhos autoritários da sociedade em que vivemos – o estado, a componente militar, o parlamentarismo, entre outros.

Venezuela: Vitória pírrica de Maduro nas presidenciais inaugura declive do chavismo


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Às 11 da noite de 14 de Abril o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) divulgou os resultados das eleições presidenciais de 2013, dando a vitória a Nicolás Maduro com 7.505.338 votos, 50,66% do total, sobre  o seu principal concorrente Henrique Capriles, que obteve 7.270.403 votos, 49,07% dos sufrágios. Ainda que Nicolás Maduro tenha sido eleito para um período presidencial de 6 anos, o número de votos a seu favor deterioram a sua autoridade dentro do movimento bolivariano e inauguram o período de declive da hegemonia política do movimento bolivariano no poder.

Maduro tinha prometido na campanha que teria 10 milhões de votos. Não só alcançou um resultado abaixo deste número, mas apenas com muito esforço, utilizando todos os recursos do Estados em seu favor e manipulando para si a dor da base bolivariana face à morte de Hugo Chávez, conseguiu manter a estreita diferença de 235 mil votos, delapidando a diferença de mais de milhão e meio de votos que a opção oficialista tinha alcançado sobre o mesmo candidato há 5 meses atrás.

Desta maneira 685 mil pessoas que tinham votado em Chávez em outubro passado recusaram-se a votar por Maduro desta vez. Pelo contrário, o candidato opositor cresceu quase na mesma proporção que foi perdida pelo seu adversário, somando 679 mil novos eleitores e eleitoras a seu favor. Matematicamente, o oficialismo perdeu deste 7 de Outubro 3.628 votos diariamente, enquanto Capriles ganhou 3.590 sufrágios por dia. Numa óptica mecanicista isto colocaria a coligação não bolivariana pela primeira vez com a possibilidade de ganhar numas próximas eleições de carácter nacional.

Os resultados significam uma terrível derrota política para Nicolás Maduro que, reincidindo nas desonestidades e na arrogância que caracterizaram a sua campanha eleitoral, assegurou no discurso depois da divulgação dos resultados que tinha vencido por uma “maioria esmagadora” (?) e assegurou que Capriles o tinha contactado telefonicamente para lhe propor um pacto, o que foi desmentido imediatamente pelo responsável do Comando Simón Bolivar (organização que agrupa os apoiantes de Capriles, NdT), que não reconheceu a derrota e exigiu a recontagem da totalidade dos sufrágios.

O desmoronamento eleitoral vai catalizar os conflitos no interior do movimento bolivariano e enfraquecer a liderança circunstancial de Nicolás Maduro, que foi escolhido como candidato por ordem expressa de Hugo Chávez. Ante esta debilidade é previsível que as rédeas do governo sejam assumidas pelo sector empresarial e militar representado por Diosdado Cabello.

Aqui:http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2013/04/vzla-victoria-pirrica-de-maduro-en.html

libertario