Day: Junho 7, 2013

Este sábado no CCL (Cacilhas): em defesa da Serra da Arrábida, Boletim Contra a Destruição da Serra


8junCCL
17h– Apresentação do Boletim “Pés de Gato”
Em defesa da Serra da Arrábida, Boletim Contra a Destruição da Serra.
“Um boletim de ideias sobre e contra os monstros do cimento e construção que destroem o que dificilmente é recuperado: a Terra. Pretende-se que continue a sair e a compilar criticas e dados sobre as cimenteiras e pedreiras, reflexões sobre a destruição dos locais que habitamos e das nossas relações.
Para que se (re)comece a pensar e agir para a destruição da cimenteira e não da serra.
Uns podem achar que somos loucos por colocar em causa uma indústria que emprega tanta gente, pela importância que tem o trabalho especialmente hoje em dia. Outros podem achar que somos inocentes por colocar em causa uma indústria com esta dimensão e poder, pela aparente impossibilidade de lhe tocar.
Sentimos as coisas de outra maneira; preferimos pôr à prova a suposta impossibilidade de algo do que sucumbir à resignação e falta de energia. Pelo simples facto de que face a uma atrocidade não conseguimos ficar quietos e calados, a frustração seria maior do que a coisa poder correr mal.”
20h Jantar vegano

Porta de celeiro arrombado pelos trabalhadores rurais esfomeados, em 1918, exposta no Vale de Santiago (Odemira)


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A porta de um celeiro arrombado à machadada em 1918 pelos trabalhadores agrícolas de Vale de Santiago (Odemira), para conseguirem algum alimento para si e para as suas famílias, acompanha uma exposição, recentemente inaugurada nesta localidade, intitulada “Portas que abrem portas”.

“A porta faz parte da colecção etnográfica da Câmara de Odemira desde 1999, tendo sido doada por Joaquim Maurício da Conceição Rosa, que a recebeu de António José Maria Rosa”, escreve o Diário do Alentejo, de hoje (nº 1624, de 7 de Junho, pág.5).

Segundo este semanário baixo-alentejano “trata-se da porta que foi arrombada à machadada por um grupo organizado de trabalhadores rurais em Vale de Santiago, durante as greves e fomes de 1918, para distribuir pela população o trigo guardado no celeiro de um lavrador local, António Eduardo Júlio”, pode ler-se no texto que acompanha a porta.

Os trabalhadores rurais de Vale de Santiago “foram então severamente perseguidos, mas um lavrador da região, também activista, José Júlio da Costa, terá tentado interpor-se e negociar com o governador civil uma solução que poupasse os trabalhadores a atos de retaliação ou a punições excessivas”.

O lavrador “foi, contudo, traído no acordo que julgara ter obtido. Houve violências e abusos nas perseguições e dezenas de trabalhadores rurais foram presos e deportados para África. Numa decisão pessoal, José Júlio da Costa parte para Lisboa e assassina a tiro, na estação do Rossio, o então Presidente da República Sidónio Pais”.

aqui também:

 http://revistaalambique.wordpress.com/2013/04/09/a-porta-do-celeiro-arrombado/