Day: Junho 26, 2013

Dia 27 de Junho: à greve, companheiros (laboral, de consumo, de lazer, etc.)


As centrais sindicais do sistema, CGTP e UGT, convocaram para o próximo dia 27 de Junho uma greve geral em protesto contra as medidas que o governo tem vindo a pôr em prática contra os trabalhadores. Razões para esta greve geral não faltam e só é pena que o reformismo das duas centrais sindicais maioritárias não lhes permita irem mais além e convocarem uma greve geral, de duração indeterminada, que só terminasse quando o governo revogasse as medidas mais gravosas que atingem quem trabalha  (nomeadamente o corte de salários e as reestruturações que apenas visam o despedimento de trabalhadores) ou aceitasse a redução do horário de trabalho para as 30 horas semanais de forma a permitir combater o desemprego e não o aumento para as 40 horas que anuncia.

Apesar das limitações da greve e de todos sabermos que ela pouco irá mudar na situação em que vivem os trabalhadores portugueses é nas ruas que os anarquistas e os anarco-sindicalistas devem estar, explicando as limitações deste tipo de luta proposto pelas centrais sindicais reformistas e incentivando os trabalhadores a outras formas organizativas e de combate.

Os últimos grandes movimentos de jovens, trabalhadores, desempregados na ruas das principais cidades brasileiras, turcas e gregas indicam o caminho:  só através da mobilização generalizada e da criação de estruturas antiautoritárias, assembleárias e de base,  horizontais, é possível combater o Estado e o capital . Não através de desfiles do “faz de conta” ou de greves em que, no dia seguinte, se conclua que nada mudou. Sabemos que é assim, mas até chegarmos a esse momento e a esse patamar de organização é preciso aproveitarmos todas as oportunidades para fazer com que a influência das ideias libertárias cresça e se afirme.

Por isso, é tão importante estarmos presentes em todas as lutas que vão acontecendo, marcando presença e influenciando-as no sentido de uma maior radicalidade e de uma mais rigorosa definição de objectivos: para nós, anarquistas e anarco-sindicalistas, é irrelevante que este governo caia ou não. Lutamos para que todos os governo desapareçam e sejam substituídos pela auto-organização dos explorados e oprimidos.

 em

A Batalha Está Proclamada a Greve Geral