Day: Julho 3, 2013

Deixemos os políticos brincarem à política. Temos coisas mais sérias a fazer do que “equilibrar” o sistema.


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Sem organizações de base, horizontais, que apresentem uma proposta de ruptura com o sistema capitalista, sem sindicatos autónomos, de acção directa, e com uma estratégia própria (e não correias de transmissão partidárias), sem plataformas alternativas, de base popular, construídas em rede, que congreguem já em esboço uma nova sociedade, todas estas jiga-jogas de sai governo, entra governo, vota aqui, demite ali, não passa de um jogo para entreter, especialmente do agrado dos grupos da esquerda política, cuja falta de estratégia e de qualquer horizonte ideológico (a não ser sobreviver na sociedade actual) cada vez são mais patentes.

E não se deve fazer nada? Claro que sim: pôr de pé grupos anti-hierárquicos, trabalhar nos sindicatos para os libertar da influência partidária, criar grupos de acção nos bairros e por todo o lado, promover organizações assembleárias e plataformas de base popular. Esse é o caminho: não a histeria precoce de um voluntarismo que apenas vai redundar em mais do mesmo. Deixemos os políticos brincarem à política. Temos coisas mais sérias a fazer do que “equilibrar” o sistema.

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