Day: Julho 27, 2013

(AIT/SP) Resumo das acções de solidariedade com os trabalhadores do Minipreço


porto

Acção junto ao Minipreço do Porto (foto jornal Público)

Na quinta-feira, dia 25, a partir das 19h, realizaram-se acções no Porto, Lisboa, Setúbal e Faro, em solidariedade com os 4 trabalhadores do supermercado Minipreço da Rua Miguel Bombarda (Porto) transferidos por terem aderido à Greve Geral de 27 de Junho. As acções foram convocadas na Internet e realizadas por iniciativa de pessoas solidárias.

– No Porto, entre as 19h e as 21h, as caixas de pagamento do Minipreço da Rua Miguel Bombarda estiveram bloqueadas, o livro de reclamações foi preenchido massivamente por mais de 100 pessoas e os clientes foram sensibilizados para o caso. Nos dias anteriores, já tinham sido colados cartazes de solidariedade nas imediações desta loja do Minipreço.

– Em Lisboa, cerca de duas dezenas de pessoas concentraram-se em frente ao Minipreço da Rua Carlos Mardel, por baixo dos escritórios desta empresa. Foram distribuídas centenas de comunicados às pessoas que entravam na loja, que iam sendo informadas sobre a situação dos 4 trabalhadores do Minipreço do Porto. Foram vários os clientes que manifestaram a sua indignação e desistiram de fazer compras no supermercado.

– Em Setúbal, foram distribuídos cerca de 400 panfletos de solidariedade com os trabalhadores do Minipreço e com os estivadores do porto de Lisboa a clientes de duas lojas do Minipreço (5 de Outubro e Av. Guiné-Bissau) bem como a muitas outras pessoas nas ruas circundantes e em automóveis estacionados.

– Em Faro, foram distribuídos 80 comunicados aos clientes e trabalhadores do Minipreço da Praça Ferreira de Almeida. Os trabalhadores de um restaurante próximo solidarizaram-se, preenchendo o livro de reclamações do Minipreço.

A AIT-SP participou nas concentrações no Porto, em Lisboa e em Faro onde distribuiu comunicados de solidariedade apelando ao boicote aos supermercados Minipreço até à readmissão na loja de origem dos trabalhadores transferidos.

Surpreendentemente, no mesmo dia 25 de Julho, a Comissão Sindical CESP/CGTP-IN, na empresa Dia Portugal Supermercados, divulgou um comunicado em que repudia “o boicote que algumas organizações, que nada têm a ver com os trabalhadores do grupo ou seus representantes, estão a desenvolver contra as lojas desta empresa”.

Por uma simples questão de solidariedade de classe, sem a qual a luta dos trabalhadores estará invariavelmente condenada ao isolamento e à derrota, somos perfeitamente indiferentes a esta acusação. A AIT-SP/Núcleo de Lisboa considera que é importante que situações como a do Minipreço comecem a ser alvo de uma resposta contundente por parte dos trabalhadores, não apenas dos directamente implicados, mas de todos. Só dessa forma se poderá pôr cobro à impunidade de que gozam actualmente os patrões em tantas empresas e que fazem com que, para tantos trabalhadores, todos os direitos que as leis prevêem e os sindicatos defendem não passem de uma miragem.

Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa (Núcleo de Lisboa)

27/Julho/2013

Mais um morto em acidente de trabalho no Alentejo


acidentes

A morte de um trabalhador tem sempre a ver com infracções às regras de segurança. Muitas vezes isso acontece, não por culpa dos trabalhadores – que é quem arrisca a vida -, mas das deficientes condições de trabalho, do diminuto número de braços para um determinado serviço, no desenrasca-que-assim-o-patrão-tem-mais-consideração-por-ti, na avidez patronal pelo lucro. É necessário pôr termo a este flagelo e temos que ser nós, trabalhadores, a exigirmos melhores condições de trabalho e segurança.

Um homem de 52 anos morreu hoje num acidente de trabalho ocorrido em Santiago do Cacém, quando procedia ao descarregamento de uma máquina de rasto de um reboque, informaram fontes dos bombeiros e da GNR.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal indicou que o acidente, cujo alerta foi dado às 09:48, ocorreu na Herdado de Pasmo, perto de Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém.
A vítima terá sido atingida por uma máquina de rasto, que capotou quando estava a ser descarregada do reboque de um veículo pesado.
Em 2012 os acidentes de trabalho na agricultura e florestas causaram 23 mortos, um número que tem vindo a aumentar nos últimos três anos, segundo dados divulgados pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).
Segundo esta entidade, estima-se que, em Portugal, morra diariamente uma pessoa devido a acidente de trabalho ou doença profissional.

e.m.