Dia: Julho 29, 2013

(Eles comem tudo) PSD/CDS aprovam aumento de horário de trabalho na Função Pública


Publicação1

Os deputados do PSD/CDS acabam de levar a efeito mais uma afronta aos direitos dos trabalhadores. Depois dos cortes nos mais variados sectores, dos salários até aos feriados, o governo prepara-se agora para aumentar aquilo que é uma das conquistas centrais dos trabalhadores: o horário de trabalho.

Até agora os trabalhadores da Função Pública, como muitos outros trabalhadores do sector privado, trabalhavam 35 horas semanais. A contraciclo com as inovações tecnológicas, que permitem a redução do tempo de trabalho e diminuir o desemprego, o governo aumentou o horário de trabalho dos funcionários do Estado para as 40 horas semanais.

Quando o movimento sindical em vários países da Europa reivindica as trinta horas de trabalho semanal para todos, sem baixa de salário, o governo português, num braço de ferro com os trabalhadores, tentando vergá-los à sua ideologia ultramontana e de classe, aumenta os horários, lançando milhares de trabalhadores para o desemprego – uma realidade que em Portugal atinge já mais de um milhão de portugueses, mais de metade sem direito a subsídio de desemprego.

É necessária uma resposta mais forte do que aquela que os sindicatos oficias têm preconizado e que pouco mais tem sido do que protestos avulsos nas galerias ou frente ao Parlamento. Será que o aumento do tempo de trabalho desta forma tão drástica, não mereceria também uma resposta drástica – uma greve geral na Função Pública até que as 35 horas fossem repostas (uma vez que a reivindicação das 30 horas semanais nem faz parte da agenda da CGTP ou da UGT)?

r.

Um Povo em Armas (1937) : um documentário da CNT


Documentário  sobre o início da Revolução Espanhola realizado pela CNT. Imagens e canções marcantes da época, numa altura em que já é visível o confronto entre Revolução Social e Guerra Civil. Neste documentário são também já bastante nítidas as divergências com os comunistas que seguiam, no terreno, a estratégia de Staline e para quem a vitória da Revolução Espanhola, de cariz acentuadamente libertário, era algo a combater. É também criticada a participação da CNT no Governo da República, pelos compromissos e tibiezas que gerou.

(cinema) Luís Buñuel morreu há 30 anos deixando uma obra subversiva e revolucionária de cariz libertário


Capturar

Retrato de Luis Buñuel por Salvador Dali

Assinalam-se hoje 30 anos sobre a morte de Luis Buñuel, o grande cineasta e realizador espanhol.

Revolucionário, Buñuel bebeu nas raízes surrealistas e libertárias do imaginário castelhano, produzindo obras de clara ruptura e confronto com o mundo burguês, clerical e autoritário que vingou em grande parte do sul da Europa e de que “O Cão Andaluz” ou “Viridiana” são apenas dois exemplos.

Um artigo publicado por ocasião do centenário do seu nascimento, a pretexto duma  mostra da sua cinematografia realizada no Brasil, dá conta da “alma anarquista” de Luis Buñuel. (aqui)

A ler também: um artigo do realizador Carlos Saura hoje no El Pais.

Escreve Carlos Saura, citando Luís Buñuel:  “Os católicos inventaram a confissão para poderem controlar o último reduto da nossa liberdade: a imaginação; tive maus pensamentos, confessava, quando era criança, atormentado pelas chamas do inferno”. “Que pensamentos eram esses, filho”, perguntava-me o padre. “Mulheres nuas, o sexo, masturbava-me”…

Capturar

“Viridiana” – A “Ceia dos Pobres”

ver o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=3lLsZATANAQ