Mês: Janeiro 2014

AGENDA LIBERTÁRIA PARA ESTE SÁBADO, DIA 1 DE FEVEREIRO (Porto, Lisboa, Setúbal, Cacilhas…)


(Porto) Oficina Activa na Casa Viva, 10H

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aqui: http://oficinaactivadiy.wordpress.com/

(Lisboa) Solidariedade com as mulheres espanholas, 15H

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Dia 1 de fevereiro 2014, pelas 15h, encontramo-nos no Cais do Sodré, em Lisboa, para desfilarmos até ao consulado de Espanha, num protesto simbólico contra a Lei Gallardón e em solidariedade com as mulheres do Estado espanhol.

Vestimos lilás (roxo) e gritamos bem alto que não aceitamos retrocessos nos direitos sexuais e reprodutivos (DSR), nem o regresso ao passado do aborto em Espanha. O corpo das mulheres não é propriedade de ninguém. Exigimos respeito pelos direitos das mulheres porque são direitos humanos.

Mobilizamo-nos contra a frente conservadora que avança na Europa, e que se apoia em políticas neoliberais para dar forma a um retrocesso civilizacional inadmissível. Não aceitamos a cruzada contra os direitos das mulheres, nem o regresso do aborto clandestino e ilegal. “Solidariedade com as mulheres de Espanha – Não à lei Gallardón”!

(vários colectivos assinam esta convocatória)

aqui: https://www.facebook.com/events/651681458225445/

(Setúbal) Documentário sobre a Síria, 17H

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“É A ERVA QUE SOFRE” – Casa da Cultura / Sala José Afonso

The Suffering Grasses: when elephants fight, it is the grass that suffers

Iara Lee, Turquia/Síria, 2012, 52’,

 Quando os elefantes vão para a guerra, é a erva que sofre.

Mais de um ano depois, e contando milhares de mortos, o conflito em curso na Síria tornou-se um microcosmo para as políticas complicadas da região, e um reflexo desagradável do mundo em geral. Este filme explora o conflito da Síria através da humanidade dos civis que foram mortos, abusados e deslocados para a miséria dos campos de refugiados. Procura-se desvendar o conflito, explorando as motivações dos seus actores – o regime do Partido Baath de Bashar al-Assad, o Exército sírio e outros jogadores geopolíticos, como os Estados Unidos, Israel, Rússia, China, Irão, Líbano e Turquia.

 Reconhecida activista, Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira radicada em Nova Iorque. Colaboradora em diversas iniciativas humanitárias, participou na Campanha Internacional pela Eliminação de Bombas de Fragmentação. Em 2006, enquanto residia no Líbano, acompanhou os 34 dias de bombardeamento de Israel ao país, uma experiência que a motivou a criar a campanha Make Films Not War.

(Cacilhas) Filme “Persépolis” + Jantar vegetariano. 17,30H

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17.30 – Filme “Persépolis”
Animação, 2007, 95 min.

“Persépolis” é a história de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução islâmica, a história autobiográfica de Marjane Satrapi, que já dera origem a quatro livros de banda desenhada.

20.00 – Jantar vegetariano
Contribuição: 3 euros ou donativo (a reverter para as despesas mensais do CCL)

(Porto) Debate Democracia e Dívida,  21,30H

debate gato vadio

Na Livraria Gato Vadio

Todos os dias se fala na “Dívida”. Mas afinal, o que é isto da “Dívida”? que “Dívida” é esta que não sabemos como contraímos mas que justifica tantos cortes e retrocessos sociais? De onde vem? Fomos nós que a contraímos? Temos mesmo de a pagar? Toda ou só parte? Se parte dela foi contraída para salvar os bancos porque não pagam eles a dívida? Se parte dela resulta de corrupção, falcatruas várias ou negligências na admnistração do Estado será que temos de a pagar? Haverá só um caminho para resolver o problema da dívida? se há outros porque não nos falam neles? Onde entra a Democracia no meio disto tudo? Qual a responsabilidade dos partidos? e a dos cidadãos? Qual o papel e contribuição que podemos dar à resolução deste problema?

Com a presença dos facilitadores/complicadores
– António Dores
– Maria João Costa
– Vítor Lima
– E (pelo menos) um elemento da Plataforma Auditoria Ciudadana a la Deuda (Espanha)

aqui: https://www.facebook.com/events/400333900111806/

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(memória libertária) LEMBRANÇAS AVULSAS DE GONÇALVES CORREIA (1886–1967) E DO SEU FILHO FERRER


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Gonçalves Correia  com a família mais próxima: em cima, Etelvina (filha), Ana de Jesus (esposa) e Liberdade Celeste (filha); em baixo, Luz Natércia (filha), Gonçalves Correia com o filho Victor Hugo e Emílio (filho).

LUÍS AMARO (*)

[António] Gonçalves Correia… Evoco este homem generoso, sonhador impenitente, romântico, retórico talvez (no melhor dos sentidos), e de apostólicas barbas, verbo fácil — e ressuscito uma fase do tempo que vivi em Beja, para onde sonhos infantis me levaram no fim de Abril de 36, poucos dias antes de completar treze anos…, vai já para incríveis oitenta.

Conheci primeiro o filho, Ferrer Fernandes Correia, de nome nitidamente inspirado no do célebre anarquista espanhol Francisco Ferrer (1859-1904). Poucos anos mais velho do que eu, e ao tempo o estudante liceal que não fui, Ferrer estreara-se nas letras, à volta de 37-38, no Diário do Alentejo bejense, com um artigo condenando o linguajar calão. Por sinal que ao longo da vida decerto me influenciaria tal artigo, tolhendo-me de utilizar, quantas vezes, essa poderosa arma defensiva da humana e camoniana «estranha condição pesada e dura».

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(esta sexta-feira) Na BOESG debate-se “A Abolição do Trabalho”


Cartaz Abolição do Trabalho Final 2

A boesg tem o prazer de apresentar um livro/publicação do mês, que vai proporcionar um debate sobre o mesmo. Uma proposta da secção do estrago do trabalho e os meios para o ultrapassar, que escolheu a ” A Abolição do Trabalho ” de Bob Black. Divulga e Aparece.

Alguns excertos da “Abolição do Trabalho” (aqui na íntegra)

Nunca ninguém deveria trabalhar.

O trabalho é a génese de grande parte da miséria do mundo, é causa de muito do mal que acontece. Somos obrigados a viver sob o seu desígnio. Para acabar com o sofrimento, temos que parar de trabalhar.

Isto não significa que tenhamos que desistir de fazer coisas. Mas sim, provocar uma revolução jocosa, uma nova onda de vida baseada no divertimento. Por divertimento entenda-se festividade, criação facultativa, convívio. O divertimento não é passivo, é muito mais do que o jogo das crianças.

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José Luís Félix: um outro testemunho


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Ele era assim

O José Luís era um homem bom que trazia no coração um mundo novo. Um sonhador da utopia que criava pontes entre as pessoas. Era incrível a sua capacidade de sonhar um projecto, de lhe dar força e de o pôr a voar como incrível era também a sua capacidade em juntar pessoas, em promover contactos e pô-las a fraternizar. Tolerante, sem abdicar dos seus princípios, procurava sempre a melhor forma de ultrapassar os conflitos. Sem ostracizar, sem marginalizar, sem excomungar mas antes amenizando com a sua sabedoria as divergências quando surgiam, os males entendidos. Fui testemunha disso.
Ouvi muitas histórias ao José Luís. A história da sua prisão no Governo Civil quando do assalto à sede do CDS no Verão quente de 1975. E como ao contrário de outros dirigentes do extinto MES se recusou a ser levado em ombros quando da sua libertação. A participação que teve no projecto SAAL e o trabalho que desenvolveu junto dos moradores das barracas em 1975 marcaram-no para sempre. Julgo não me enganar se disser, que a sua profunda crença na auto-organização como mecanismo libertador nasceu dessa experiência.

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(Solidariedade) Anarquistas brasileiros apoiam greve dos rodoviários de Porto Alegre


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Apesar de declarada ilegal pelo Tribunal de Trabalho, a greve dos trabalhadores rodoviários de Porto Alegre, no Brasil,  entrou hoje no seu quarto dia, afectando mais de um milhão de pessoas. É um protesto que se junta a outros do movimento passe livre, por transportes de qualidade e sem custos para quem trabalha. A Federação Anarquista Gaúcha solidariza-se com esta greve, que é mais um sinal de que o protesto popular se vai manter durante este novo ano.

NOTA CONJUNTA DO BLOCO DE LUTA E DO COMANDO DE GREVE DOS RODOVIÁRIOS

O BLOCO DE LUTA PELO TRANSPORTE PÚBLICO e o COMANDO DE GREVE DOS RODOVIÁRIOS estão juntos na luta por um novo modelo de transporte na cidade. Desde o início de 2013, o Bloco vem construindo uma aliança com os rodoviários, e agora, na primeira grande greve de 2014, reforçamos nossa unidade.

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AFem2014: uma conferência anarco-feminista em Londres…


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… No domingo, 19 de Outubro de 2014

 Quem somos?

Somos um grupo de anarco-feministas de diferentes géneros, origens e histórias, que se juntaram para organizar um encontro anarco-feminista. Queremos que este encontro sirva para transformar as nossas próprias experiências e para nos ajudar a derrubar as instituições e as ideias que nos oprimem.

O que é a AFem2014 ?

Esperamos que a AFem2014 seja a primeira duma série de conferências anarco-feministas internacionais. Há muito tempo que a necessidade de tais encontros é patente no seio das organizações anarquistas. As tentativas de nos impedirem de agir, de ridicularizar as nossas ideias, de nos atacarem fisicamente ou insultarem fizeram com que aumentasse a nossa indignação contra a masculinização do nosso movimento. Nós não estamos representada/o/s em igual número e muitas vezes não somos levada/o/s a sério. Embora no papel sejamos toda/o/s iguais, às vezes sentimos formas de opressão mesmo dentro dos nossos grupos ou organizações. Existem barreiras para a nossa participação política plena que permanecem intactas. Isto significa que o nosso movimento anarquista não é verdadeiramente “anarquista”. Não vamos tolerar esta situação por mais tempo. Queremos transformar o nosso movimento.

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Ser governado é…


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Pierre-Joseph Proudhon (1809 -1865)

«Oh, personalidade humana! Como é possível que durante sessenta séculos tenhas vivido miseravelmente nesta abjecção! Dizes-te santa e sagrada, e não passas da prostituta, infatigável, gratuita, dos teus lacaios, dos teus monges e dos teus soldados de velha guarda. Sabe-lo e sofres com isso!

Ser governado é ser guardado à vista, inspeccionado, espiado, dirigido, legislado, regulamentado, arrumado, doutrinado, pregado, controlado, estimado, apreciado, censurado, mandado, por seres que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude. 

Ser governado é ser, a cada operação, a cada transacção, a cada movimento, notado, registado, recenseado, tarifado, selado, medido, avaliado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, admoestado, impedido, reformado, reeducado, corrigido. É, com o pretexto de utilidade pública, e em nome do interesse geral, ser pedido em empréstimo, exercitado, espoliado, explorado, monopolizado, abalado, pressionado, mistificado, roubado; depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, multado, injuriado, vexado, encurralado, maltratado, batido, desarmado, garrotado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, ainda por cima, jogado, escarnecido, ultrajado, desonrado.

Eis o governo, eis a sua justiça, eis a sua moral! E dizer que há entre nós democratas que pretendem que o governo tem coisas boas; socialistas que apoiam, em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade, esta ignomínia; proletários que se candidatam à presidência da República! Hipocrisia!…»

Pierre-Joseph Proudhon (tradução de Júlio Carrapato)