Dia: Janeiro 25, 2014

A acção directa é…


imagem14Manuel Joaquim de Sousa (1883-1944)

Antigo secretário-geral da CGT anarco-sindicalista

“A acção directa é não confiarmos no parlamentarismo nem nos homens que o defendem; é não esperar do Estado senão reformas ilusórias e deprimentes para os que produzem e sofrem; é não entregarmos as resoluções das nossas questões com o patronato a políticos que sempre nos ludibriam; é lutarmos aberta e directamente com aqueles que directamente nos escravizam; é confiarmos na força saída do nosso esforço; é lutar no campo económico-social cada vez com mais energia, de modo a que abreviemos a queda do patronato e do salariato que nos tem presos ao carro da escravidão capitalista; é, em suma, o meio de apressarmos, sem receio de cairmos em ciladas burguesas, o aniquilamento de toda a opressão e escravidão; e é, sobretudo, o revigoramento da energia perdida, que, colocando o trabalhador na plena posse das suas faculdades físicas, intelectuais e morais, o eleva e o integra no sentimento da sua personalidade.”