Dia: Janeiro 30, 2014

(esta sexta-feira) Na BOESG debate-se “A Abolição do Trabalho”


Cartaz Abolição do Trabalho Final 2

A boesg tem o prazer de apresentar um livro/publicação do mês, que vai proporcionar um debate sobre o mesmo. Uma proposta da secção do estrago do trabalho e os meios para o ultrapassar, que escolheu a ” A Abolição do Trabalho ” de Bob Black. Divulga e Aparece.

Alguns excertos da “Abolição do Trabalho” (aqui na íntegra)

Nunca ninguém deveria trabalhar.

O trabalho é a génese de grande parte da miséria do mundo, é causa de muito do mal que acontece. Somos obrigados a viver sob o seu desígnio. Para acabar com o sofrimento, temos que parar de trabalhar.

Isto não significa que tenhamos que desistir de fazer coisas. Mas sim, provocar uma revolução jocosa, uma nova onda de vida baseada no divertimento. Por divertimento entenda-se festividade, criação facultativa, convívio. O divertimento não é passivo, é muito mais do que o jogo das crianças.

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José Luís Félix: um outro testemunho


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Ele era assim

O José Luís era um homem bom que trazia no coração um mundo novo. Um sonhador da utopia que criava pontes entre as pessoas. Era incrível a sua capacidade de sonhar um projecto, de lhe dar força e de o pôr a voar como incrível era também a sua capacidade em juntar pessoas, em promover contactos e pô-las a fraternizar. Tolerante, sem abdicar dos seus princípios, procurava sempre a melhor forma de ultrapassar os conflitos. Sem ostracizar, sem marginalizar, sem excomungar mas antes amenizando com a sua sabedoria as divergências quando surgiam, os males entendidos. Fui testemunha disso.
Ouvi muitas histórias ao José Luís. A história da sua prisão no Governo Civil quando do assalto à sede do CDS no Verão quente de 1975. E como ao contrário de outros dirigentes do extinto MES se recusou a ser levado em ombros quando da sua libertação. A participação que teve no projecto SAAL e o trabalho que desenvolveu junto dos moradores das barracas em 1975 marcaram-no para sempre. Julgo não me enganar se disser, que a sua profunda crença na auto-organização como mecanismo libertador nasceu dessa experiência.

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(Solidariedade) Anarquistas brasileiros apoiam greve dos rodoviários de Porto Alegre


rodoviários

Apesar de declarada ilegal pelo Tribunal de Trabalho, a greve dos trabalhadores rodoviários de Porto Alegre, no Brasil,  entrou hoje no seu quarto dia, afectando mais de um milhão de pessoas. É um protesto que se junta a outros do movimento passe livre, por transportes de qualidade e sem custos para quem trabalha. A Federação Anarquista Gaúcha solidariza-se com esta greve, que é mais um sinal de que o protesto popular se vai manter durante este novo ano.

NOTA CONJUNTA DO BLOCO DE LUTA E DO COMANDO DE GREVE DOS RODOVIÁRIOS

O BLOCO DE LUTA PELO TRANSPORTE PÚBLICO e o COMANDO DE GREVE DOS RODOVIÁRIOS estão juntos na luta por um novo modelo de transporte na cidade. Desde o início de 2013, o Bloco vem construindo uma aliança com os rodoviários, e agora, na primeira grande greve de 2014, reforçamos nossa unidade.

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AFem2014: uma conferência anarco-feminista em Londres…


livre

… No domingo, 19 de Outubro de 2014

 Quem somos?

Somos um grupo de anarco-feministas de diferentes géneros, origens e histórias, que se juntaram para organizar um encontro anarco-feminista. Queremos que este encontro sirva para transformar as nossas próprias experiências e para nos ajudar a derrubar as instituições e as ideias que nos oprimem.

O que é a AFem2014 ?

Esperamos que a AFem2014 seja a primeira duma série de conferências anarco-feministas internacionais. Há muito tempo que a necessidade de tais encontros é patente no seio das organizações anarquistas. As tentativas de nos impedirem de agir, de ridicularizar as nossas ideias, de nos atacarem fisicamente ou insultarem fizeram com que aumentasse a nossa indignação contra a masculinização do nosso movimento. Nós não estamos representada/o/s em igual número e muitas vezes não somos levada/o/s a sério. Embora no papel sejamos toda/o/s iguais, às vezes sentimos formas de opressão mesmo dentro dos nossos grupos ou organizações. Existem barreiras para a nossa participação política plena que permanecem intactas. Isto significa que o nosso movimento anarquista não é verdadeiramente “anarquista”. Não vamos tolerar esta situação por mais tempo. Queremos transformar o nosso movimento.

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