Mês: Fevereiro 2014

AGENDA LIBERTÁRIA PARA ESTA SEXTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO (Algés, Lisboa, Barreiro, Porto…)


(Algés) Jantar Vegetariano seguido de debate na Fábrica de Alternativas sobre UTOPIAS REALIZÁVEIS, 20H

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Frequentemente fala-se de algo «utópico», geralmente com a conotação depreciativa, quando se quer referir algo como não realizável. No entanto, através de vários exemplos, iremos ver como aquilo que normalmente é associado ao domínio da utopia, foi realizado, no passado e no presente. Iremos falar da democracia direta, da auto-organização de produtores, das comunidades de partilha, entre outros. Por contraste, são completas utopias muitas «das realidades inultrapassáveis» nesta sociedade , as chamadas «leis» da concorrência, do «mercado», da «competitividade», etc.
(15 minutos de exposição inicial, seguidos de debate em assembleia.)
A conversa (21,30H) será precedida por um Jantar vegetariano pelas 20H00.

aqui: https://www.facebook.com/events/719374524761132/

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(Venezuela) Da miséria de argumentos ou o “comunismo” no seu nível mais baixo de análise


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Como sempre fizeram os torcionários de todo o mundo quando entram em desespero

Autoridades venezuelanas tentam responsabilizar “anarquistas” , “mercenários” e “ultradireita” pelos protestos populares

Caracas, 26 fev (PL) – A onda de violência que se manifesta na Venezuela é uma experiência de laboratório que a ultradireita venezuelana já está a fazer há algum tempo, assinalou hoje o deputado socialista (do partido de Nicólas Maduro, NdT) Adel El Zabayar.

Esse exercício conta com o apoio dos mesmos elementos que financiaram e financiam as acções contra a Síria, contando com o apoio dos Estados Unidos, disse no programa Mesa Informativa, do canal estatal Venezuelano de Televisão.

Estamos a viver uma etapa perigosa – assinalou o parlamentar – e é importante que a consciência de todos os venezuelanos se ponha de acordo antes que seja demasiado tarde.

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(Venezuela) Revolta nas ruas dura há 16 dias


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Na Venezuela, enquanto continuam as manifestações nas ruas, juntando milhares de estudantes e opositores à ditadura, prossegue a violência governamental com a prisão e morte de manifestantes, quer pelas forças bolivarianas quer por paramilitares que usam todos os meios para tentar calar a revolta popular.

Para seguir a situação na Venezuela, a partir duma perspectiva libertária e revolucionária, aqui: periodicoellibertario.blogspot.com.

Relacionado: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/tag/venezuela/

(Barreiro, 21H) Contra a exploração de gás de xisto: todos à Assembleia Municipal esta 6ª feira à noite


Para esta sexta-feira, dia 28 de Fevereiro, o MOVIMENTO ANTI-EXPLORAÇÃO DE GÁS DE XISTO, BARREIRO lançou um apelo para que todos os barreirenses estejam presentes na Assembleia Municipal do concelho – que se realiza esta noite -, para questionarem  o executivo municipal sobre quais os planos para a Exploração de Gás de Xisto no Barreiro. Segundo o movimento “numa notícia de 19 de Fevereiro de 2013, o executivo, pela voz do presidente Carlos Humberto, assume o início da prospecção. Até hoje não se conhecem resultados dessa prospecção”.

A exploração de gás de xisto, pelo processo de fracking – que consiste em partir a rocha através da injecção de jactos de água a altas pressões, misturada com areia e químicos. A pressão é tão grande que torna a contaminação química dos lençóis freáticos e da água potável um risco constante – começa a ser abertamente contestada. O jornal MAPA publicou há dois meses um artigo bastante elucidativo sobre este tema e tem desenvolvido várias sessões de informação e de alerta (ver vídeo no topo da página).

Esta sexta-feira esperam-se mais esclarecimentos sobre esta questão na zona do Barreiro, mas é preciso que noutras regiões as associações locais e ambientais levantem e debatam também este assunto que cada vez está mais na ordem do dia. Em Portugal e em todo o mundo.

ver: http://movimentoantigasdexistobarreiro.wordpress.com/

http://www.jornalmapa.pt/2013/12/26/a-elevada-factura-da-fractura-hidraulica/

(Lisboa) Leituras anarquistas/feministas esta noite na RDA69


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Na RDA 69 (Lisboa), esta noite, às 21,30H

O Book Bloc do RDA69 é um grupo de leitura informal que reúne algumas vezes por mês e se debruça sobre vários textos pertinentes para a análise dos tempos que correm.
Este ano, a última quinta-feira de cada mês, será dedicada a leituras feministas e/ou queers.
Em Fevereiro vamos ter duas sessões, ambas dedicadas ao colectivo feminista Mujeres Libres.
Na primeira sessão foi exibido o filme “Libertárias”, de Vicente Aranda.
Para concluir, vamos debater os seguintes textos:
O Anarcofeminismo em Espanha
http://www.scribd.com/doc/205434941/Laura-Sanchez-Blanco-O-Anarcofeminis
Cinco artigos da revista Mujeres Libres
http://www.scribd.com/doc/207750497/Cinco-Artigos-da-Revista-Mujeres-Libres

RDA69 – Rua do Regueirão dos Anjos, 69 – Lisboa

aqui: http://bookbloc-feminista.tumblr.com/

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(Jornal MAPA) Escravatura Nos Campos Do Sul


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Filipe Nunes 

O novo Alentejo irrigado pelo Alqueva parece cada vez mais um regresso ao velho Alentejo: o latifundiário, senhor dos olivais intensivos, e o trabalhador rural, imigrante precário e nas malhas da escravatura moderna.

Nas campanhas do trigo do século passado desciam das Beiras ao Alentejo os trabalhadores sazonais: os ratinhos. Uma “população aventureira e miserável, que invade a planície, em contraste com os seus naturais em geral de temperamento sedentário, à míngua de recursos nas suas terras, e que se sujeitam às mais baixas missões nas lavouras”. Assim era a memória desta gente de “descanso fugidio, porque a ceifa de ratinhos não é trabalho para entreter. Desde que chegam até ao dia da abalada, sentem cair sobre eles o peso despótico do mundo que os rodeia.” 1

Neste século, na apanha da azeitona da planície interior ou nas estufas do litoral alentejano, esse peso despótico recai sobre novos ratinhos vindo do leste cigano da Europa, romenos e búlgaros, do norte de África ou das longínquas paragens asiáticas do Vietname ao Nepal. É nestes homens e mulheres que hoje ecoa uma funesta memória dos outrora campos do sul em frequentes episódios de exploração desumana do trabalhador rural. E de escravatura.

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(Brasil) O enredo de Carnaval da Fanfarra do M.A.L.


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A Fanfarra do MAL (Movimento Autónomo Libertário) é uma fanfarra libertária composta por vários elementos em São Paulo que, desde o início, participa nas movimentações sociais, primeiro contra o aumento dos transportes, depois contra a repressão nas ruas do Brasil.

Este ano decidiram construir um enredo de Carnaval e saíram à rua no domingo passado. O seu enredo carnavalesco é de combate, como não podia deixar de ser, seguindo, aliás, a linha das musicas que, em geral, tocam nas acções de rua.

vem ver a copa acabar
antes de começar
vem lutar nesse carnaval
vem curtir o samba e dançar e cantar com a Fanfarra do M.A.L!

não vai ter remoção (não vai ter copa não!)
não vai ter estado de exceção (é permanente!)
não vai ter gentrificação
vai ter o povo ensaiando pra revolução!

agora a rua é nossa
com a revolta não há quem possa
bonito é o povo entrando em campo
é ver a fifa caindo em pranto

o dia raiou mais bonito, o continente inteiro acordou tranquilo
a tarifa foi pro precipício, o mundo inteiro entendeu o feminismo
os governantes pediram penico, os empresários foram demitidos
o trabalho não é mais permitido, polícia perdeu já não faz mais sentido!

contra a tarifa:

outras músicas de Carnaval adaptadas:

O mundo promete, Portugal não será excepção


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Um pouco por todo o mundo veem-se os velhos modelos do capitalismo entrar em colapso. De crise em crise, até à derrota final.

Da Ucrânia, o segundo maior país europeu, à Bósnia, do Brasil à Venezuela, dos Estados Unidos à Turquia, da França à Grécia, de Espanha às capitais do Norte de África os tempos são de indignação e de revolta. Por todo o lado milhares de jovens, estudantes e trabalhadores, ocupam as ruas e tacteiam novos modelos. Nada está seguro: por todo o lado, apenas, um breve conjunto de palavras de ordem: – todo o poder às Assembleias, autogestão económica, democracia directa e reconstrução do sistema representativo a partir do zero.

A velha sociedade, desde sempre apoiada pelos grupúsculos autoritários do faz de conta marxista, agita-se e contorce-se sabendo iminente o colapso. Tenta resistir e passar a ideia de que o tempo corre a seu favor. É mentira. Na enxurrada, que tudo leva à sua frente, a força da torrente levará consigo toda esta sociedade autoritária e todos os seus porta-vozes.

É um outro mundo que está a nascer das cinzas do capitalismo (seja qual a forma que tenha adoptado – de comércio “livre” ou de capitalismo de estado) e que, por certo, vai levar ainda anos a estar consolidado e que terá muitos combates pela frente, mas que parece já irreversível.

Em Portugal, entretanto, parece que o tempo parou. O movimento sindical, controlado e gerador de fundos para a velha esquerda monopolizada pelo PCP, tenta a todo o custo que essa fonte de rendimento e de apoio lhe não falte. Sem o movimento sindical, que tomou de assalto em conjunto com o regime fascista ao anarco-sindicalismo, o PCP hoje seria mais um pequeno Bloco de Esquerda, inútil e onanista. Assim, ainda resiste e aprisiona o movimento sindical.

Construir outras possibilidades de intervenção – que estão aí, já na rua e que a periferia de Portugal relativamente ao continente europeu apenas atrasa, mas não impede – colocando o PCP e o seu movimento sindical, lado a lado com as outras estruturas do capital, como o CDS, PSD ou PS no caixote de lixo da história, é uma prioridade.

Sem partidos, com todo o poder às Assembleias, sem dirigentes nem dirigidos, todos a uma só voz, múltipla e abrangente, saberemos estar de acordo com os tempos que correm: os da construção de outro mundo, horizontal, autogestionário, sem amos nem lacaios de qualquer espécie. Um mundo verdadeiramente novo, sem exploração nem opressão. Um mundo igualitário, de homens e mulheres livres.

António (via email)

Ucrânia: estudantes anarquistas ocupam Ministério da Educação e não admitem ministra do partido Svoboda (fascista)


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Ucrânia  – Os estudantes da organização “Acção Directa” que, desde os protestos na Maidan, controlam o edifício do Ministério da Educação em Kiev dizem que não estão de acordo com a possibilidade de Irina Fahrion, do partido nacionalista Svoboda, ser ministra da Educação e que não a vão deixar entrar no edifício. (Tahrir-ICN)

fahri“De acordo com informações recebidas pelos estudantes que controlam o Ministério da Educação desde 21/2/2014, soube-se que o novo ministro da Educação será provavelmente a deputada do partido “Svoboda” Irina Fahrion. Declaramos que Irina Fahrion é inaceitável para nós como candidata ao lugar. A senhora Fahrion não possui quaisquer conhecimentos nem experiência profissional na gestão da educação. Durante o tempo em que esteve na Comissão de Ciência e Educação do Conselho Supremo da Ucrânia, não teve qualquer actividade legislativa no campo da educação. O Conselho Coordenador dos Estudantes de Kiev, o Conselho Coordenador dos Estudantes de Lviv, a União dos Estudantes, o Grupo de Autodefesa estudantil “Acção Directa”, o Movimento Civil “Repulsa” e outras organizações estudantis declaram oficialmente que nunca permitirão que Irina Fahrion vá para o Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia.” (aqui)

http://direct-action.org.ua/

A Bósnia é o nosso futuro


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A intensificação da revolta social nos Balcãs é uma das fracturas que se estão a verificar no sistema global capitalista.

Há alguns anos atrás, começou na Grécia uma nova fase de conflito entre os trabalhadores e a classe dominante – revoltas em massa, protestos e greves gerais. A classe operária da Eslovénia foi a seguinte a sair às ruas. Seguiu-se o povo da Turquia , com protestos de mais de um milhão de manifestantes. Depois, os protestos dos trabalhadores da Bulgária e da Roménia ameaçaram os sistemas desses países. Mais recentemente, uma revolta explodiu na Bósnia Herzegovina , a área dos Balcãs em que as fracturas no sistema e a sua podridão são mais visíveis.

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