Day: Março 4, 2014

(Solidariedade) Acção contra o Banco Santander esta quarta-feira em Lisboa


santander

Solidariedade Internacional contra o Banco Santander!

Local: Banco Santander no Campo Pequeno, Lisboa

Data: 5 de Março, 11h

Concentração de solidariedade contra o despedimento pelo Isban-Santander de Madrid, do delegado da secção sindical da AIT em Espanha, a CNT.

O despedimento foi feito depois de ser fundada uma secção sindical no Isban-Santander, e é evidente que o verdadeiro propósito deste despedimento foi a destruição de qualquer tipo de actividade sindical independente no Isban e em especial de qualquer tipo de resistência contra as práticas antisociais de “outsourcing”.

Sejamos solidários com esta luta pois apenas a solidariedade e o apoio mútuo entre os trabalhadores de todo o mundo poderão fazer frente à exploração de que todos somos alvo.

Readmissão imediata do companheiro despedido!

Mais informação em: http://informaticamadrid.cnt.es/seccion/isban

AIT-SP – Núcleo de Lisboa

http://ait-sp.blogspot.pt/2014/03/solidariedade-internacional-contra-o.html

https://www.facebook.com/events/527693560676681/

(Os vampiros) Os mais ricos de Portugal engordam com a “austeridade”


Capturar

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“Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados” (Proudhon)

Nem todos os portugueses têm sentido os cortes da mesma maneira, nem a austeridade tem significado mais pobreza e menos dinheiro para todos. Antes pelo contrário. A classe trabalhadora, os assalariados por conta de outrém, seja por conta do Estado ou dos privados, têm sido o alvo preferencial dos cortes e da austeridade, enquanto que os mais poderosos e mais ricos não cessam de ver os seus lucros aumentarem. Os três personagens da foto, todos eles patrões de empresas que usam o trabalho precário, sem direitos e mal pago, quer no sector da distribuição quer no sector da cortiça, têm aproveitado a “crise” para aumentarem as suas fortunas. Pertencem ao 1 por cento que explora, oprime e suga o trabalho e o suor dos outros 99 por cento.Verdadeiros vampiros, chupam desde sempre o sangue dos que se deixam ir em “manada”. Como dizia PJ Proudhon: “os grandes [os ricos] só parecem grandes porque estamos ajoelhados”.

Vampiros

José Afonso

No céu cinzento Sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés de veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]

Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]