Day: Março 5, 2014

É um novo espaço que começa bem. Conversas em torno de Francisco Ferrer hoje ao fim da tarde em Barcarena


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Todas as 4ªs, no novo espaço social “A laranjinha” (nome do antigo jardim de infância que funcionava na casa), realizam-se conversas sobre educação alternativa: ideias, pedagogia, projectos educacionais, perspectivas históricas, etc. (mais…)

(Porto) “Conversas para a acção” esta noite sobre Victor Serge, na Gato Vadio, às 22H


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Sessão-debate sobre Victor Serge esta noite na livraria-bar Gato Vadio (R. do Rosário, 281,Porto), às 22h.

«Victor Serge é um dos heróis éticos e literários mais imponentes do séc. XX» (Susan Sontag)

aqui: https://www.facebook.com/events/715730348467306

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Victor Serge: uma voz forte contra o totalitarismo

Victor Serge foi um revolucionário controverso, mas que sempre ao longo da sua vida soube ter um compromisso com a verdade e com a liberdade. Nascido em Bruxelas, em 1890, de uma família russo-polaca, aderiu ao anarquismo desde muito cedo. Acusado de estar envolvido nas acções do Grupo de Bonnot esteve preso em Paris durante cinco anos.

Viveu depois em Barcelona e só conseguiu chegar a Moscovo pós-revolução em 1919, altura em que adere ao Partido Bolchevique. Trabalha com Maximo Gorki, na editora da Literatura Universal e depois na edição de publicações do Comintern.

Mas durante este período não cala as críticas ao novo regime soviético. Juntamente com os anarquistas Emma Goldman e Alexandre Berkman, que estão também nesta altura na União Soviética, critica a forma como os marinheiros de Kronstadt foram barbaramente reprimidos.

Em 1923, Victor Serge junta-se à Oposição de Esquerda liderada por Leon Trotsky e é considerado o primeiro a descrever, por escrito, o governo soviético posterior a Lenine como totalitário.

Em 1928 é expulso do Partido Comunista, impedido de trabalhar, tendo sido  preso em 1933, no auge da repressão stalinista. A maior parte da Oposição de Esquerda é executada, mas Victor Serge consegue sair do país graças a uma forte campanha internacional a favor da sua libertação.

Exilado em França e no México, escreveu diversos livros sobre a sua experiência. Até ao fim da vida manteve as suas convicções revolucionárias e socialistas, reconhecendo os erros cometidos pelo Partido Bolchevique na deriva totalitária e estalinista, mas desculpando sempre o papel repressor e ditatorial de Lenin.

Na miséria, morreu a 17 de Novembro de 1947 , na cidade do México, vítima de um ataque cardíaco.

Textos de Victor Serge (inglês): http://www.marxists.org/archive/serge/index.htm

11 milhões de casas vazias para 4,1 milhões de sem-abrigo na Europa: um campo fértil para todas as demagogias


2006.05.30.pt.sx.Torredamarinha

Noticiou hoje o jornal Público (ver aqui) que, neste momento, “existem 11 milhões de casas vazias para 4,1 milhões de sem-abrigo na Europa”. E, mais adiante, transcreve a opinião de Freek Spinnewijn, director da Federação Europeia das Organizações Nacionais que Trabalham com os Sem Abrigo (FEANT­SA, ver aqui), uma organização que trabalha com estas pessoas nos países da União Europeia. Diz este jovem socialista: «”Os governos devem fazer o máximo possível para colocar as casas vazias no mercado”. Acreditamos nas boas intenções desta declaração, vinda numa altura em que a pobreza nesta Europa (com gente) «rica» não tem parado de aumentar nas últimas décadas. A sua intervenção traz à luz do dia, na imprensa europeia respeitável, essa constatação, que foi traduzida neste mote por jovens libertários há alguns anos a esta parte: «Tanta gente sem casa, tanta casa sem gente». E isso acontece também quando se começam a organizar grupos de cidadãos em torno do «direito a um rendimento incondicional mínimo», quando também na Alemanha se fala na redução do horário de trabalho como forma de diminuir o elevado desemprego gerado pelas políticas liberais combinadas com os enormes ganhos de produtividade.

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