Day: Março 31, 2014

(Évora) Apresentação do nº 2 da revista libertária “Flauta de Luz” na livraria Fonte de Letras


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Livraria Fonte de Letras (junto à Praça do Giraldo), quinta-feira, dia 3 de Abril, às 18 horas

Apresentação precedida de «Cozuido à pretuguesa»,
intróito performativo por Joëlle Ghazarian
e Júlio Henriques

Flauta de Luz é editada em Portalegre por Júlio Henriques.

Toda a nossa situação moral foi modificada pela tecnificação da existência, que é o facto de todos nós (sem o sabermos e de forma indireta, quais peças de uma máquina) nos vermos implicados em ações cujos efeitos somos incapazes de prever e que não poderíamos aprovar. A técnica trouxe com ela a possibilidade de sermos inocentemente culpados de uma forma que não existia no tempo dos nossos pais, quando ela ainda não tinha avançado tanto. (Günther Anders)

Alguns temas deste número:
Miguel Teotónio Pereira sobre a crónica da crise, Jorge Valadas sobre Pacheco Pereira e a história dos vencedores, Jacques Ellul sobre a autonomização da técnica, Christian Ferrer sobre a memória dos ludditas, Los Amigos de Ludd sobre George Orwell, crítico da máquina, Quim Sirera e Georges Lapierre sobre indigenismo e comunalidade, Paulo Barreiros sobre o espírito da terra, Joëlle Ghazarian sobre o cinema de Peter Watkins, Vítor Silva Tavares e Óscar Faria sobre Manuel João Gomes. E 20 páginas para uma antologia da poesia ameríndia contemporânea

Ilustrações dos pintores José Miguel Gervásio, Miguel Carneiro, Teresa S. Cabral, Tiago Mourato, fotos de Jordina Anguera, Luís Vintém, Sebastião Resende

aqui: http://fontedeletras.blogspot.pt/2014/03/apresentacao-do-n-2-da-revista-flauta.html

relacionado: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2014/03/23/flauta-de-luz-no-2-mais-uma-revista-libertaria-com-origem-no-alentejo/

Artigo de David Graeber no The Guardian: “Importar-se demais. Essa é a maldição das classes trabalhadoras.”


Matt Kenyon illustration on the working class

Ilustração de Matt Kenyon

Porque é que a lógica básica da austeridade foi aceite por todos? Porque a solidariedade começou a ser vista como um flagelo.

“O que eu não consigo entender é:  porque é que não há tumultos populares nas ruas?” é algo que oiço aqui e ali de pessoas de estratos ricos e poderosos. Há uma espécie de incredulidade. “Afinal de contas”, parece ler-se nas entrelinhas, “nós ficamos furiosos quando alguém põe em perigo os nossos paraísos fiscais; se alguém cortasse o nosso acesso à comida ou a um abrigo eu estaria, com certeza, a queimar bancos e a tomar o parlamento. O que há de errado com estas pessoas?” (mais…)