Day: Abril 2, 2014

(Esta quinta-feira) Protesto solidário em Lisboa e reunião do movimento anti gás de xisto no Barreiro


fora

Solidariedade com os trabalhadores petrolíferos presos na Argentina

Concentração na Embaixada da Argentina em Lisboa, convocada pela AIT/SP

Quinta-feira, 3 de Abril, às 18:00H

aqui: https://www.facebook.com/events/544388492342722/

gas xisto

Reunião Movimento Cívico Anti Gás de Xisto, Barreiro, às 21H

Rua José Elias Garcia, n 37 – Barreiro
em frente ao Centro de Emprego

Movimento Anti Gás de Xisto no Barreiro convoca todos os cidadãos a reunir em torno da questão: prospecção e extracção de Gás de Xisto no Barreiro. Motivados pelo carácter nocivo desta prática e exigindo informação quanto aos parâmetros da prospecção (que a empresa canadiana, encarregue de a levar a cabo, Oracle não disponibiliza), queremos esclarecer/informando-nos acerca de tudo a ver com a prática que, na melhor das hipóteses, contaminará os solos, sendo esta prática mais conhecida por contaminar aquíferos (por onde a perfuração passa obrigatoriamente). Assim conscientes do privilégio que é viver sobre o maior aquífero da Europa, prevenir qualquer exploração que atente contra a salubridade do mesmo. Reunir cidadãos com este mote, não é só uma questão de bom senso mas, também, um dever inalienável.

aqui: https://www.facebook.com/events/1393163594294731/

img-flauta-de-luz-nc2ba-2

Apresentação da revista “Flauta de Luz” em Évora foi adiada para dia 10 de Abril

A apresentação do nº 2 da revista libertária “Flauta de Luz”, inicialmente marcada para esta quinta-feira, dia 3, na livraria “Fonte de Letras”, em Évora, foi adiada para a quinta-feira seguinte, 10 de Abril, às 18H.

aqui: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2014/04/01/evora-adiada-a-apresentacao-da-revista-flauta-de-luz-para-a-proxima-semana/

(Anarquistas e autónomos) A propósito do Relatório de Segurança Interna 2013


anónimo

Do rio que tudo arrasta, se diz que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimemBertolt Brecht

Foi ontem apresentado, com pompa e circunstância, o chamado Relatório Anual de Segurança Interna 2013, elaborado pelo chamado Sistema de Segurança Interna, que reúne tudo o que são corpos de polícia e de segurança do Estado. Do relatório cada um tirará o que quiser, segundo a sua área de interesse. Mas pelo que se refere à presença anarquista e anticapitalista em Portugal verifica-se que o trabalho de pesquisa feito retoma apenas o velho clichê de anarquismo como sinónimo de violência.

(mais…)

(memória libertária) Edgar Rodrigues (12 de Março de 1921 – 14 de Maio de 2009)


edgar rodrigues

josé maria   José Maria Carvalho Ferreira

Para mim, escrever sobre a vida e a obra de Edgar Rodrigues, trata-se de uma questão de amizade, gratidão e admiração. No meu caso específico esse fato decorre, fundamentalmente, de três aspetos cruciais. Em primeiro lugar mantive com Edgar Rodrigues uma amizade única mesclada pelas vicissitudes ideológicas do anarquismo no Brasil e em Portugal. Os conflitos e as contradições emergiram com relativa acuidade, dando azo a uma situação de solidariedade profunda entre ele e eu próprio, desde inícios da década de 80 do século XX até à sua morte em 14 de Maio de 2009. Com esta análise pretendo somente demonstrar que a minha análise sobre Edgar Rodrigues está submersa de subjetividade.

Em segundo lugar, há que realçar o trabalho gigantesco que foi elaborado por Edgar Rodrigues em relação ao número de livros e artigos que publicou. Não obstante sabermos que alguns dos livros publicados tinham um carater repetitivo, a sua complexidade analítica sócio-histórica implica, para os vindouros, um estudo prévio e profundo das fontes que lhes deram conteúdo e forma. É evidente que muitos desses livros dão-nos imensas informações relevantes para a história do movimento social operário no Brasil e em Portugal, mas também do sindicalismo e do anarquismo.

Em terceiro lugar, há que ter presente o autodidatismo e a militância anarquista de Edgar Rodrigues fora dos meios académicas. Para ele não interessava a perfeição formal do ato de escrever e analisar em termos científicos, como é apanágio no meio universitário, mas sobretudo divulgar e desenterrar a ação coletiva dos oprimidos e explorados que tentaram, historicamente, desbravar o terreno da emancipação social. Tratava-se,  no fundo, de resgatar a história social dos vencidos de ontem e enformar o presente e o futuro da palavra do anarquismo conducente à emancipação social.

(mais…)