(Porto) Jantar e Conversa: Repressão e Resistência na cidade de Hamburgo


hamburgox

Hoje, 5a feira, 17 de Abril, 20.30H na Casa Viva

A Casa Viva irá receber gentes de Hamburgo para uma conversa sobre Repressão e Resistência nesta cidade alemã.

Haverá jantar com menu exclusivo CV apresentado na hora, oportunidade para se discutir o que se quer fazer (ou não) desse grande antro que é a cidade enquanto se dá ao dente. Até lá!

A grande cidade sempre foi simultaneamente sonho e pesadelo. O sonho: se consegues fazer lá irás conseguir fazê-lo em qualquer parte. O pesadelo: se não és bem sucedido, é a “penúria”, tal como George Orwell descreveu  de forma tocante no seu romance com o mesmo nome de 1933  Ainda assim, para milhões de moradores das cidades o pesadelo assombra cada vez mais à medida que uma série de tendências tornam as cidades insustentáveis em todos os sentidos – socialmente, economicamente e ambientalmente. Agora, pela primeira vez na história , mais de metade da população vive em cidades. Em 2050, segundo uma previsão das NU, cerca de 70 por cento dela irá passar a sua vida em aglomerações urbanas. A que tipo de vidas isto levará se as coisas assentarem numa repetição dos padrões do passado?

Repressão & Resistência na cidade de Hamburgo

Hamburgo é uma das cidades mais ricas da Alemanha. Mas Hamburgo também é uma das cidades onde as classes mais desfavorecidas economicamente, mais sofrem, com frequentes ataques e tensões sociais.
Actualmente, estão a agravar-se vários conflitos, nomeadamente relacionados com a questão do direito à cidade vs desenvolvimento capitalista de cidade e política xenófoba do regime europeu de migração.

Estes conflitos são:

1) A situação legal do Rote Flora (http://florableibt.blogsport.de/english/), um dos centros culturais
autónomos mais antigos da Europa, que está ainda hoje em estado de ocupação.
2) O acelerado processo de gentrificação (ou enobrecimento) de toda a cidade, processo que levou à expulsão de uma grande fatia da população pobre dos antigos bairros operários no centro da cidade, como St. Pauli, (onde se situa o Rote Flora), mas também a Reeperbahn (zona de bares,
discotecas e da prostituição legal).
3) A miséria de um grupo de imigrantes africanos (à semelhança de milhões que lidam com este regime em toda a Europa) que, vindo da Líbia, chegaram à união europeia (UE), passando pela ilha Lampedusa.

(http://www.lampedusa-in-hamburg.tk/)
Public declaration march 2014:http://lampedusa-hamburg.info/en/
http://wiki.rechtaufstadt.net/index.php/Introduction_to_Recht_auf_Stadt_Hamburg

aqui: http://casa-viva.blogspot.pt/

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