Day: Abril 24, 2014

(AIT/SP) O 25 de Abril e a intervenção militar  


ait

Não se celebra, no 25 de Abril, uma revolução, mas um golpe de estado realizado por uma camada das forças armadas, descontente com a situação que se vivia na altura, incluindo a Guerra Colonial, e procurando apenas o benefício próprio e não o da população explorada.

Só assim se pode compreender como os militares, profissionais da matança e leais protectores do aparelho de estado e grande capital na sua feroz luta de classes contra os trabalhadores, se tenham virado, temporariamente, contra o próprio sistema que os alimenta e ao qual devem protecção.

Actualmente, é preciso reavivar o verdadeiro Abril: o que não ficou em casa e recusou as ordens dos militares, o da ocupação de terras sem controlo partidário, o das cooperativas e assembleias populares espontâneas. Nenhum governo é capaz de resolver os problemas de quem trabalha e vive agrilhoado pelo capital. Este sistema moribundo, mantido apenas pela força e violência, serve os interesses de quem o comanda e não os do povo. Está apenas interessado em agarrar-se ao poder e em explorar a classe trabalhadora, para que os ricos continuem a enriquecer.

Deixemos de esperar esmolas deixadas cair pela elite descontente do momento e passemos nós próprios a lutar pelas causas que nos dizem respeito, livres da manipulação de partidos políticos, sindicatos e do estado. Somente unidos e auto-organizados poderemos estilhaçar os grilhões da exploração.

A emancipação dos trabalhadores deverá ser obra deles próprios!

Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa

24/04/2014

aqui: http://ait-sp.blogspot.pt/

(25 de Abril) Ser parte da mudança


Capturar

Leila Dregger nasceu em 1959, na Alemanha, e é jornalista freelancer. Foi editora do jornal “Die Weibliche Stimme – für eine Politik des Herzens” [‘A Voz Feminina – para uma Política do Coração’ não disponível em português]  e actualmente vive grande parte do ano em Tamera, uma comunidade alternativa e sedIada perto de Colos, no concelho de Odemira. Recentemente publicou um pequeno texto sobre a situação que se vive em Portugal e no mundo, apontando um caminho que se aproxima muito das teses do municipalismo libertário e também da livre associação das comunidades locais de produtores preconizada por Kropotkine.

Embora partindo de conceitos do socialismo autoritário (e referindo-se sempre ao socialismo e  ao comunismo, mas nunca ao anarquismo) e tendo alguns erros factuais (entre os menos graves dizer que Marcelo Caetano era Chefe de Estado no 25 de Abril de 1974 quando, de facto, era Chefe de Governo) por este texto perpassa a ideia de que compete a todos nós sermos parte da mudança na transformação do mundo, a partir do nosso dia a dia, com as nossas forças e a das comunidades em que nos inserimos.

Para a autora deste trabalho, os “Pontos Fundamentais para um Novo Socialismo” devem implicar “1. Socialização e Descentralização da Produção 2. Comunidade: O Interior Humano do Novo Socialismo 3. Cooperação com a Natureza e Recuperação das Paisagens 4. O Papel da Mulher e a Reconciliação entre os Géneros 5. Ética e Espiritualidade: Pontes em vez de Muros”.

O projecto de Tamera (que se identifica como Centro de Educação e de Investigação para a ‘Utopia Concreta’) é também explicado sucintamente neste texto, a cuja leitura integral se pode ter acesso através da ligação: Portugal como Modelo para um Novo Socialismo?

(Colaboração e sugestão de Isabel Rosa/Tamera)