Mês: Maio 2014

(Porto, Lisboa, Cacilhas, Algés) Agenda alternativa para este sábado


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LUÍS ANTUNES PENA

[n. 1973], é o compositor que se mostra na 3.ª sessão das Conversas com Compositores Portugueses Contemporâneos.

Centro Mário Dionísio, Lisboa, 17,30H

prisões

Debate “Violência nas prisões”

organização: UNIPOP e revista imprópria

Com a participação de:

Mariana Carrolo – doutoranda em História da Arte Contemporânea na FCSH-UNL, com uma tese subordinada ao tema «Arquitectura Prisional Portuguesa: Forma, Experiência e Representação do Espaço. O Estabelecimento Prisional de Monsanto». Membro convidado do Instituto de História de Arte (IHA) da FCSH-UNL. Lecciona no estabelecimento prisional de Monsanto desde 2009.

António Dores – professor no departamento de Sociologia do ISCTE e investigador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES). Membro da Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED). Co-fundador do Grupo de Intervenção nas Prisões (GIP).

Vera Silva – mestre em Antropologia Social e Cultural pela Universidade de Coimbra. Actualmente doutoranda em Antropologia Social e Cultural na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Temas das intervenções:
António Dores – ‘A celebração das resistências às prisões políticas nas masmorras da democracia (Monsanto: uma prisão de alta segurança)’

Mariana Carrolo – ‘Entre o discurso e a arquitectura – e a dinâmica do Lugar. A experiência na prisão de Monsanto’

Vera Silva – ‘Controlo e punição: as prisões para as mulheres’

A prisão enquanto figura de um poder normativo encontra-se no lugar complexo de entrelaçamento de um sistema carcerário e um sistema penal que juntam na sua estrutura discursos e arquitecturas, regulamentos coercitivos e argumentos científicos, efeitos sociais reais e utopias invencíveis. Na actualidade, a necessidade cada vez maior de segurança no quotidiano parece estranhamente compatível com a denúncia politicamente correcta das condições carcerárias inumanas. Um debate efectivo acerca dos métodos de punição e dos espectros da violência nas prisões (tortura, violação, maus tratos, fome, sobrelotação) vê-se constantemente adiado e escamoteado pelo discurso emocional da segurança dos cidadãos.

Mas como discutir as atrocidades que acontecem nas «câmaras escuras» deste mecanismo que perpetua em silêncio uma «ilegalidade institucionalizada»? Como denunciar a violência que aí fica entregue à opacidade? Como operar no seu interior se estamos condenados a habitar a sua exterioridade? Como não subestimar a capacidade de mutação das prisões, se estamos a ser confrontados com a ilusão da sua perenidade, da sua evidência?

Tendo como principal objectivo lançar uma discussão sobre o tema da violência nas prisões, procuraremos discutir a prisão enquanto dispositivo de controlo mais amplo. Trata-se de pensar a sua dimensão histórica e social, bem como problematizar a própria lógica de monopólio da violência por parte do Estado.

https://www.facebook.com/events/710677352327706/?ref=3&ref_newsfeed_stor…

Centro de Cultura Libertária (Cacilhas), 17,30H

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Círculo de leituras anárquicas: “A contínua atracção do nacionalismo” de Fredy Perlman

17h30 – Círculo de leituras anárquicas: “A contínua atracção do nacionalismo” de Fredy Perlman

20h00 – Jantar vegetariano

Uma vez por mês, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.
Este mês discutimos “A contínua atracção do nacionalismo” de Fredy Perlman. Este texto está disponível em português na livraria do CCL, por 1 euro, e em pdf aqui:http://document.li/pSml
“O nacionalismo foi declarado morto por diversas vezes durante o presente século (…) Contudo, quarenta anos depois da derrota militar dos fascistas e nacional-socialistas, podemos ver que o nacionalismo não só sobreviveu como renasceu, sofreu um revivalismo. O nacionalismo foi ressuscitado não só pela chamada direita, mas também, principalmente, pela chamada esquerda.(…)

Os esquerdistas ou revolucionários nacionalistas insistem que o seu nacionalismo não tem nada em comum com o nacionalismo dos fascistas e dos nacional-socialistas, que o seu é um nacionalismo dos oprimidos que oferece uma libertação pessoal e também cultural. (…)

Para desafiar essas reivindicações, necessito questionar o que é o nacionalismo – não apenas o novo nacionalismo revolucionário, mas também o antigo nacionalismo conservador.”
Fredy Perlman, “A contínua atracção do nacionalismo” (1984)

Fábrica de Alternativas, Vila Madalena, Algés, 19H

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A PAH (Plataforma de Afectados pela Hipoteca) é uma plataforma que surgiu há aproximadamente cinco anos atrás em Espanha e tem levado a cabo uma luta aguerrida pelo direito à habitação. Possuí uma forte ligação aos bairros, mas também se coordena a nível nacional. Usando formas múltiplas de agir, que passam por impedir despejos para ganhar tempo para renegociar com os bancos, imobiliárias ou câmaras, até a ocupações de blocos de apartamentos inteiros por famílias desalojadas, a PAH já conseguiu impedir mais de 1000 despejos e realojar outras tantas pessoas. Ainda assim há muito por fazer: estima-se quem em 2013 foram despejadas 184 pessoas por dia. Pretende-se agora lançar em Portugal uma iniciativa que aprenda com a experiência da PAH para levar a cabo o mesmo combate agressivo. Não só é uma luta que pode ser unificadora para vários sectores, ajudando a construir pontes, como também se está a tornar urgente com as recentes alterações devastadores nas leis que regulam a habitação e aluguer. Desta forma lançaram-se alguns jantares benefit procurando trazer cá alguns elementos da PAH que possam informar da sua forma de organização e estratégias utilizadas de forma a tornar possível a construção deste projecto, desta luta
Em Algés acontece este Sábado na Fábrica de Alternativas no próximo Sábado dia 31 pelas 19 Horas, iniciando-se com um pequeno debate sobre o tema da habitação seguido de jantar.
Pelo direito à habitação, contra os despejos e a ganancia dos grandes bancos e da especulação imobiliária, aparece, debate e ajuda esta luta. Contamos contigo contamos com todos.

Gato Vadio (Porto), 21,30H

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LABOULE

um projecto de guitarra solo electro-acústico
LABOULE é Paolo Novellino: nascido em Milão em 1984 e criado em Valtellina, entre montanhas e árvores.
Guitarrista por formação e poli-instrumentista por necessidade, com desejo por aventuras, passou muito tempo no vale explorando a guitarra e fundando diversas bandas como um poli-instrumentista.
Vem ao Porto participar no Serralves em Festa e dá um pulinho ao nosso espaço para tocar num ambiente mais acolhedor. Como sempre, entrada livre!
*
PS: Se a informação de acontecimentos na tua zona ou no teu colectivo não consta desta agenda podes enviar informação para colectivolibertarioevora@gmail.com
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(Lisboa, Porto, Évora) Algumas iniciativas para assinalar os 200 anos do nascimento de Bakunin


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Hoje em Lisboa, na BOESG, às 23H

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Considerado um dos pais fundadores do anarquismo, Mikhail Bakunine (1814– 1876) foi um revolucionário que conjugou sempre a faculdade de pensar à necessidade de acção.
Envolvido em praticamente todas as revoltas populares do seu tempo, o“perfume da pólvora e das barricadas” acompanhou-o ao longo da vida.
Como teórico, os seus escritos tornaram-se uma referência na luta contra o Estado, o Capital e a Religião.
A BOESG junta-se às inúmeras celebrações que irão ocorrer ao longo de 2014 – ano do bicentenário – com um evento no dia do seu nascimento. Conversa à volta da sua vida, leituras de algumas passagens dos seus textos, petiscos e licores vários, envolvidos em música.
Aparece e divulga!

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Hoje no Porto, na Casa Viva, às 23H

Bakunine was a Punk Rocker

Uma vez, um moço disse que “a liberdade é indivisível: não se lhe pode cortar uma parte sem a matar inteiramente. Essa pequena parte, que cortais, é a própria essência da minha liberdade, é o todo. Por um movimento natural, necessário e irresistível, toda a minha liberdade se concentra precisamente na parte, por muito pequena que seja, que dela cortais”.

Ora, esse moço faria 200 anos no dia 30 de Maio e, como calha a uma sexta-feira, aproveitamos para o lembrar noite dentro, numa emissão especial da Rádio CasaBiba. A emissão começa às 23h00, com muita música anti-autoritária e umas informações e textos de Bakunine, o tal moço que, ainda antes da experiência soviética, já sabia que uma ditadura, mesmo do proletariado, é, antes de tudo, uma ditadura. Se o microfone nos permitir, ainda haverá conversas à volta de. Mais tarde, sabe-se lá bem quando, esta espécie de comemoração descambará num resto de noite mais Baco que Nine, com músicas e palavreado a condizer. Assim, lá está, nos ajude o micro.

http://radiocv.punked.us/

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Sexta-feira, dia 6 de Junho, em Évora, na Livraria Fonte de Letras, às 18,30H

Conferência/Debate sobre os 200 anos do nascimento de Mikhail Bakunin

Realiza-se na próxima sexta-feira, dia 6 de Junho, na Livraria Fonte de Letras, em Évora, pelas 18,30H, uma conferência/debate sobre o pensamento libertário de Mikhail Bakunin, por ocasião do aniversário dos 200 anos do seu nascimento, que se assinalou no passado dia 30 de Maio.

O tema será introduzido pelo investigador do SHLI, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, António Baião (natural de Montemor-o-Novo) que abordará o tema “Mikhail Bakunin: Liberdade, Natureza e Revolução”.

Seguir-se-á um debate aberto a todos os que pretendam expressar a sua opinião ou os seus comentários.

A entrada é livre.

Esta conferência, organizada pela Revista de cultura libertária “A Ideia” e pelo “Portal Anarquista”, com o apoio da Livraria Fonte de Letras, será a primeira de um ciclo de Conferências Libertárias a realizar em Évora durante os próximos meses, com uma periodicidade mensal. A próxima conferência – em data e local a divulgar posteriormente – realizar-se-á nos princípios do mês de Julho e deverá abordar a figura e o pensamento do anarquista alentejano Gonçalves Correia.

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Nos 200 anos do nascimento de Mikhail Bakunin, desenho de Carlos Latuff

Mikhail Alexandrovich Bakunin, duzentos anos de anarquia


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Assinalam-se hoje os 200 anos do nascimento de Mikhail Bakunin. Um revolucionário, um pensador e um activista que tinha a emancipação do proletariado como o seu principal objectivo.

Julián Vadillo (*)

A 18 de Maio de 1814 (30 de Maio segundo o calendário ocidental) nasceu em Premukhino, Mikhail Alexandrovich Bakunin. Filho de um diplomata muito próximo da corte do czar, Bakunin  teve formação militar e académica. Mas, apesar disso, muito cedo começou a formar uma personalidade a que não agradava o sistema estabelecido. Bakunin começou a tomar contacto com personagens como Herzen e Ogarev, bebeu da tradição revolucionária russa representada pelas rebeliões cossacas de Stenka Razin no século XVII e Y/emelian Pugachov no século XVIII, aproximou-se do significado da luta dos dezembristas russos em 1825 como reflexo das revoluções de 1820 na Europa ocidental.

(mais…)

(para download) Escritos sobre Educação e Geografia, de Reclus e Kropotkin


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http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/files/2014/05/Escritos-sobre-Educacao-e-Geografia-Biblioteca-Terra-Livre.pdf

Ontem, 29 de maio, assinalou-se o dia da Geografia e dos geógrafos, uma área em que a presença do pensamento libertário foi sempre relevante e ainda hoje é. Para assinalar esse dia a Biblioteca Terra Livre disponibilizou em versão digital o livro “Escritos sobre Educação e Geografia”, com textos de Élisée Reclus e Piotr Kropotkin. O livro, publicado pela primeira vez em dezembro de 2011, durante o Colóquio Internacional “Élisée Reclus e a Geografia do Novo Mundo”, procurava naquele contexto atender a uma procura crescente de estudantes de geografia e pedagogia que buscavam textos libertários que subsidiassem as suas reflexões e pesquisas e que não os encontravam. A presente obra foi fruto do trabalho iniciado a partir das reflexões e interrogações do Grupo de Estudos “Geografia e Anarquismo” que nos permitiu aprofundar no tema e ter acesso a diversos materiais sobre geografia anarquista, alguns dos quais traduzidos e publicados neste livro.

aqui: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=496338717165849&set=a.145325595600498.31494.100003691740122

(Denúncia) Exploração desenfreada na Lisbon Lovers


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(Este é um texto que circula na internet, assinado por uma jovem, que é um exemplo das condições hoje oferecidas a quem necessita de trabalhar. A imagem e a colaboração foram enviadas por email)

“Portanto, durante uma entrevista na empresa Lisbon Lovers (que eu achava super cool), a responsável declara-me as condições de trabalho:

– Horário de 2a a Sábado
– 6 horas por dia – 2.85€/h
– Sem subsídio de almoço
– RECIBOS VERDES (ilegal, tendo em conta o horário e a função)

Isto após um discurso todo orgulhoso sobre a subida de vendas e a ascensão da empresa, a senhora diz-me isto, deixando-me a pensar que iria viver de cerca de 300€/mês.

Sendo a mensagem da marca “True Love”, o único amor que eles espalham é o amor à prostituição. Esta empresa “embaixadora de lisboa” é toda a merda que está errada com este país: lucros aumentam (eu assim também lá ia), condições de trabalho diminuem.

A vocês Fuck Lisbon Lovers (termo muito mais apropriado) espero que os vossos colaboradores vos roubem e que os turistas de Verão vos partam as vossas sardinhas ridículas de 20€. E espero que, todo o leitor por quem este texto passar, se recuse a compactuar com esta merda. Não comprem, não sugiram, não façam nada. Volta Galo de Barcelos, estás perdoado!

Mariana Wolf (aqui)

(Barcelona) O despejo de Can Vies incendeia Sants e o protesto salta para outros bairros e cidades


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Crónica da noite de terça-feira, dia 27, na qual os vizinhos do bairro de Sants manifestaram-se pelo segundo dia consecutivo para mostrarem o seu repúdio pelo despejo e posterior derrube do Centro Social Autogestionado de Can Vies

A primavera incendiou-se em Sants. A chispa de Can Vies incendiou o bairro esta terça-feira pela noite e saltou para outros bairros de Barcelona. A tentativa do governo de Xavier Trias de derrubar a casa que alojou durante 17 anos o Centro Social Autogestionado (CSA) fez levantar a raiva nas ruas e as caçaroladas solidárias da vizinhança desde as varandas. Tudo começou quando, durante o segundo dia de manifestações em repúdio pelo despejo, os manifestantes pegaram fogo à grua que tinha começado a destruir o edifício da CSA. E terminaram de madrugada, depois de acabarem por se estender a outros bairros de Barcelona, principalmente a Gràcia. Para amanhã (esta quarta-feira) estão convocados mais protestos noutros bairros da cidade e em diferentes municípios da Catalunha.

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