Day: Maio 1, 2014

Desobedece (em homenagem à Fontinha)


“Desobedece” – Expeão, Rey e Chullage.

(Dedicado ao colectivo Es.col.a.)

Musica produzida por Expeão.
Guitarras: Miguel Azevedo.
Baixo: Guito Maldiva
Letra: Expeão, Rey e Chullage.
Video: Rey

(Expeão)
Jorra sangue do nariz,
é só mais uma cicatriz,
rosto silencioso e triste,
vida abaixo de cão, ninguém desiste.
Pra todos os que olham para o chão,
estômago vazio, hora de insurreição,
camisolas pretas a tapar a face,
essa manhã foi bem real, repare-se:
disseram que alguns vinham ás 4,
o silêncio apoderou-se do quarto,
estavam todos acorrentados,
os heróis de uma geração de rastos,
vontade de liberdade reprimida,
berros e gemidos enchem a avenida,
limpo o sangue da cabeça de um rapaz que gritava paz
e manchou o cartaz de Rey, Expeão e Chullage.
Uma mãe levanta a sua mão pra limpar o suor,
olha pró céu mas não entende o senhor.

Se pensas que és livre
estás longe de tal
porque neste regime
a última medida
é policial.

(Chullage)
Ainda que haja quem nos governa
que afinal só nos desgoverna,
nos faz viver com grilhões na perna,
nos tem a morrer à espera de ressuscitar e ter a vida eterna.
O povo poderá voltar a ser quem mais ordena,
votos – o nosso querer não cabe nessa caixa.
Marchamos com palavras incendiadas

Refrão:
3x
Marchamos com palavras incendiadas
Desobedece
De Sta Filomena à Fontinha
Desobedece

2x
Marchamos com palavras incendiadas
Desobedece
Não tenhas medo, aparece, desobedece
Desobedece

(Expeão)
Invadem o recinto logo cedo,
destroem literatura e brinquedos,
crianças choram com o medo,
homens com máscaras, armas e fatos pretos.
Tudo começa com o spray,
é o que manda a lei,
tratados como insectos e vermes ,
manchas vermelhas no cimento e nas mentes,
são difíceis de limpar, são permanentes,
cânticos mais altos que sirenes,
pimentos doces em abril,
lançados aos leões no covil.
As nossas ambições levaram-nos a isto,
o nosso único deus: materialismo.
Quem é que está a subir pra não cair?
Quem é que está a um passo do abismo?

Se pensas que és livre
estás longe de tal
porque neste regime
a última medida
é policial.

(Rey)
Eu vi o batalhão, cães de repressão,
sedentos de acção, querem sangue no chão.
Dou o braço a um irmão,
aqui ninguém recua oblá, aguenta a posição.
A nossa luta é pela população, não tenhas medo da agressão.
O bloco negro aguenta pressão
enquanto a rua toda em peso grita: mais não.

Desobedece

Refrão

(Expeão)
A tensão aumenta entre os protestantes,
corpo de intervenção, espírito de sangue,
barricada nas escadas de uma utopia,
uma criança brinca com tinta e pinta
um sol, uma casa e uma menina,
uma bandeira pirata e uma grande família,
sem saber o terror que se avizinha,
último dia de escola no bairro da Fontinha.

(Porto) Festival Chupanabana, na CasaViva, quase a começar


chupanabanana

Há amigos, que nem a puta da morte consegue esvaziar-nos da sua presença. 

Um deles, em particular, mantém o vozeirão sempre presente nos mais caóticos concertos desta tasca!…”palminhas, muitas palminhas”, “ó meio-saco, faz esse”, “ui, que musiquinha agradável”, “chupa na banana”…

Vai daí, decidimos homenagear essa amizade com um festival tipicamente caótico onde todas as vozes se misturam para recriar o som contagioso do companheiro Licínio Moreira.

As bandas amigas são: 

aqui: http://casa-viva.blogspot.pt/

“Crime de rico a lei o cobre, /O Estado esmaga o oprimido. /Não há direitos para o pobre, /Ao rico tudo é permitido.


A letra da “Internacional” foi composta pelo anarquista Eugene Pottier no período da Comuna de Paris (1872), inspirado pela ações de resistência dos “comunards” contra a repressão do governo francês. Era cantada ao som da Marselhesa, até que outro anarquista, Pierre Degeyter compôs a música. A tradução em português foi feita pelo anarco-sindicalista Neno Vasco. (Edgar Rodrigues).

Esta é a versão cantada em Portugal e no Brasil pelo movimento operário anarquista e anarco-sindicalista. Posteriormente, os marxistas – PCP e maoístas portugueses -alteraram-lhe a letra sendo a versão actualmente cantada em portugal  deturpada em relação à versão original que continua a ser cantada no Brasil e nos meios anarquistas portugueses.

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que, claro a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!

Refrão (bis)

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.

Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e de igual maneira comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que, claro a nós diz respeito!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Crime de rico a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e de igual maneira da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que, claro ela o restitua,
O povo só quer o que, claro é seu!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que, claro as nossas balas
São para os nossos generais!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Somos o povo também dos activos
Trabalhador forte e de igual maneira fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas, deixai o mundo!
Ó parasita que, claro te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!

Refrão (bis)
Bem unidos…