“Crime de rico a lei o cobre, /O Estado esmaga o oprimido. /Não há direitos para o pobre, /Ao rico tudo é permitido.


A letra da “Internacional” foi composta pelo anarquista Eugene Pottier no período da Comuna de Paris (1872), inspirado pela ações de resistência dos “comunards” contra a repressão do governo francês. Era cantada ao som da Marselhesa, até que outro anarquista, Pierre Degeyter compôs a música. A tradução em português foi feita pelo anarco-sindicalista Neno Vasco. (Edgar Rodrigues).

Esta é a versão cantada em Portugal e no Brasil pelo movimento operário anarquista e anarco-sindicalista. Posteriormente, os marxistas – PCP e maoístas portugueses -alteraram-lhe a letra sendo a versão actualmente cantada em portugal  deturpada em relação à versão original que continua a ser cantada no Brasil e nos meios anarquistas portugueses.

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que, claro a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!

Refrão (bis)

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.

Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e de igual maneira comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que, claro a nós diz respeito!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Crime de rico a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido.
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres.
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Abomináveis na grandeza,
Os reis da mina e de igual maneira da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha!
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu.
Querendo que, claro ela o restitua,
O povo só quer o que, claro é seu!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Fomos de fumo embriagados,
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos greve de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores!
Se a raça vil, cheia de galas,
Nos quer à força canibais,
Logo verá que, claro as nossas balas
São para os nossos generais!

Refrão (bis)
Bem unidos…

Somos o povo também dos activos
Trabalhador forte e de igual maneira fecundo.
Pertence a Terra aos produtivos;
Ó parasitas, deixai o mundo!
Ó parasita que, claro te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar!

Refrão (bis)
Bem unidos…

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