Correspondência de Bristol: onde estamos e para onde iremos


bristol-anarchist-book-fair-2014
Cada vez nos chega mais correspondência e informações sobre as mais diversas actividades aqui ao portal Anarquista, o que é um bom sinal de que o anarquismo começa a despertar duma longa letargia. A pouco e pouco iremos publicando a correspondência que recebemos, tentando que esses textos promovam também o debate necessário para que as ideias libertárias cresçam e se afirmem. Neste caso, fica o alerta, como diz a Tânia, para o facto de muitos encararem o anarquismo como mais mais um psoiconamento político, idêntico a tantos outros, e não como aquilo que ele deve ser:  uma outra forma de vida, alternativa, desde já, ao modo de funcionamento capitalista e autoritário.

Boa tarde minha gente!

Na feira do livro anarquista aqui de Bristol dei- me conta de que pessoas que se chamam “activistas”, com bancas montadas a vender livros e fanzines entre outros materiais de informação anarquista, estão a lés da realidade do sul da europa, do mundo e, até mesmo, do que se passa aqui “por baixo das próprias barbas”. O que reforça a ideia do que ando a ler acerca da crise no movimento anarquista. Não apenas pelo facto de os anarquistas se estarem a corromper (ou a perder o rumo, ou a criar ligações que se mostram comprometedoras) pelas suas ligações à politica, mas também por andarem perdidos, sem um tipo de orientação experiente ( se assim o poderei colocar), ou mesmo enganados, pensando que anarquia é apenas um tipo de rebeldia ou apenas uma luta, e não uma forma de vida na sua essência. Porque não vejo estas pessoas viverem o dia- a- dia, e nisto falo de simples factos como o tratamento com o próximo sem sentimentos de superioridade por se chamarem anarquistas ou por pensarem ter uma visão mais ampla ou por fazerem acções necessárias à defesa dos seus ideais, não pensando que tudo faz parte da luta diária do esclarecimento que queremos passar ao nosso próximo e não se sendo mais por isso…

O facto de o termo Anarquismo estar tão envolvido com os termos politica e sistema.

O facto de terem rotulado Anarquismo como de extrema esquerda.

O facto de que a luta passa por muito mais do que partir uma montra a um banco (digo isto porque vi uma lista de acções anarquistas nesta feira do livro na qual 90% era violencia infundada que apenas serve para denegrir o movimento, para que as pessoas parem de ouvir em vez de pararem para ouvir).

Por isto venho sugerir uma matéria acerca de onde estamos e para onde iremos. Porque ao ver este tipo de coisas também eu me sinto perdida mesmo no seio daqueles com quem deveria caminhar.

Cumprimentos e Força!

Tânia

(espero ter conseguido explicar em poucas palavras um mundo de questões 🙂

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