Dia: Maio 12, 2014

(AIT) A destruição do poder político é o primeiro dever do proletariado


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“Resolução sobre a Natureza da Acção Política do Proletariado

     Considerando:
Que querer impor ao proletariado uma linha de conduta ou um programa político uniforme, como única via que o possa conduzir à sua emancipação social, é uma pretensão tão absurda como reaccionária;
Que ninguém tem o direito de privar as federações e as secções autónomas do direito incontestável de determinarem elas mesmas a linha de conduta política que julgarem a melhor, e que qualquer tentativa nesse sentido nos conduziria fatalmente ao mais revoltante dogmatismo;
Que as aspirações do proletariado não podem ter outro objectivo senão o estabelecimento de uma organização e de uma federação económicas absolutamente livres, baseadas no trabalho e na igualdade de todos e absolutamente independentes de qualquer governo político, e que esta organização e esta federação não podem ser senão o resultado da acção espontânea do próprio proletariado, das corporações e das comunas autónomas.

     Considerando:
Que qualquer organização política não pode ser mais do que a organização da dominação ao serviço de uma classe e em detrimento das massas, e que o proletariado, mesmo se quisesse apoderar-se do poder, tornar-se-ia ele próprio uma classe dominante e exploradora:

     O congresso reunido em Saint-Imier declara:
1°– Que a destruição de qualquer poder político é o primeiro dever do proletariado;
2°– Que qualquer organização dum poder político – ainda que, supostamente, provisório e revolucionário – para levar a cabo essa destruição, não pode ser mais do que um novo engano e seria tão perigosa para o proletariado como todos os governos existentes hoje em dia;
3°– Que, repudiando qualquer compromisso em relação à realização da Revolução Social, os proletários de todos os países devem estabelecer, fora de toda a política burguesa, a solidariedade da acção revolucionária.

Associação Internacional dos Trabalhadores, Congresso de Saint-Imier. Setembro de 1872″

http://www.freewebs.com/ait-sp/manobras3.htm

A Internacional de Federações Anarquistas (IFA) face às eleições europeias


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Eleições europeias

As eleições europeias vão-se desenrolar num contexto de aumento da austeridade. Todos os dias estamos submetidos aos efeitos da crise provocada pela transformação capitalista global. Os governos, os estados e as estruturas supranacionais, como a Comunidade Europeia, negam os direitos a condições de vida à classe trabalhadora, adquiridos em anos de luta, com o fim de apoiar o capitalismo e garantir que as empresas e os bancos não paguem o preço da situação que eles próprios criaram. Alguns dos problemas que enfrentamos são:

– O desemprego, devido essencialmente à privatização e à deslocalização.

– A atomização social, em que todos estão obrigados a serem responsáveis e a gerar competição entre os indivíduos na luta diária pela existência.

– Postos de trabalho e outros aspectos da vida cada vez mais precários; os direitos são negados todos os dias.

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