(Évora) Proprietário de herdade fecha caminho público milenar


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Todos os caminhos acessíveis a pé ou de bicicleta entre Évora e Valverde (que integravam o chamado caminho do Monfurado) deixaram de existir desde 7 de Dezembro de 2013, quando o proprietário do terreno vedou o acesso aos caminhantes a pé ou de BTT que, diariamente, mas sobretudo ao fim-de-semana, utilizavam, em grande número, aquele percurso.

Uma cerca, pedras e uma vala vedam agora o percurso.  O caminho do Monfurado que durante décadas levou milhares de betetistas, mas também turistas, entre Évora a Valverde, está, por isso, agora intrasitável. No interior desta propriedade ficaram equipamentos construídos pelo município, como por exemplo uma ponte. 

Este caminho seguia o trajecto da antiga estrada romana entre Évora e Alcácer do Sal (e possivelmente um troço da estrada entre Lisboa e Mérida) existindo no percurso um marco miliário romano (Marco da Herdade da Mitra) e um monumento do século XVII, cuja função se desconhece, conhecido como a “Pedra da Pinha”.

O fecho do caminho tem provocado a revolta de muitos caminheiros e betetistas, tendo já por várias vezes o arame da vedação sido cortado por desconhecidos, que reivindicam o livre acesso a um caminho que é e deve ser público, ainda que as autoridades locais, Câmara e Junta de Freguesia, tenham primado, até agora,  pelo silêncio.

O espaço público é o espaço de todos e não pode ser apropriado por proprietários mesquinhos que, à margem da lei, se apossam individualmente daquilo que é comum. Por isso, é urgente que o caminho seja aberto e a passagem livre para todos os que queiram usar este percurso tão antigo, que ligava Évora ao litoral, passando pela serra de Monfurado e que está cortado por uma vedação de arame.

Neste sentido, ao mesmo tempo que estão a ser preparados outro tipo de acções, está a circular um abaixo assinado de denúncia deste caso e em que se exige que seja reposta a situação que existia até ao início do passado mês de Dezembro.

Assine aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT71580

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6 comments

  1. Ainda hoje lá passei e estava tudo charruado desd eo inicio até à antiga ponte, Como o pessoal ia abrindo caminho o gajo resolveu charruar tudo.

  2. este pais esta destinado ser comandado pela bradinagem e pelos ke teem a mania de ser donos de tu do eskeçen se ke um dia dalhe uma caganeira e vao para o caralho e as coisas aki facam na mesma sao tosos uns f d p

  3. Era os municipios à volta agora vedarem-lhe o acesso a estradas municipais abrindo valas nos acessos à sua herdade e nas fronteiras desta com caminhos que são de todos…..é encher-lhe os caminhos de calhaus….quem alinha e tenha uma retro e um camião pra carregar os calhaus e abrir valas…fds

  4. Meus amigos, antes de publicar ou “gostar” de qualquer coisita seria bom tentar saber se não contêm mentiras. De há alguns meses a esta parte, por dever de ofício tenho informação privilegiada sobre este assunto e passo a dá-la: 1- É verdade que os proprietário fecharem o caminho e julgo que nalguns troços já o destruiram;2- Logo que foram recebidas na CME as reclamações dos caminheiros e cicloturistas procurou-se um uma forma de classificar estes caminhos como públicos. Pois… a lei mudou, como muitas outras neste país, a desfavor do interesse público. Dantes as autarquias declaravam públicos os caminhos e depois quem se achasse prejudicado ia para os tribunais fazer prova do seu prejuízo, entretanto (normalmente muitos anos) o caminho continuava público. Agora, mal haja uma contestação da decisão de classificação, o caminho continua fechado e privado até as autarquias fazem prova e o tribunal decidir do contrário (anos). 3 – Entretanto a CME promoveu uma reunião com os proprietários para encontrar uma solução. Foi manifestada alguma disponibilidade para “mudar” o caminho para a estrema das propriedades deste que a CME o vedasse o que custava mais 30000€. Obviamente que ninguém entenderia que a autarquia gastasse esse dinheiro em propriedade privada quando ele não chega para tratar o espaço público.4 – De seguida realizou-se, por iniciativa da CME uma reunião com quem tinha reclamado e por sugestão destes,amanhã, dia 23 acontecerá, medeada pela CME, uma reunião entre as partes interessadas. Esta é a verdade.
    Margarida Fernandes – técnica da CME

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