Dia: Maio 20, 2014

Mão Morta: “Dizem que semeio o caos e a destruição /Como o vento semeia as papoilas /O meu nome é… Liberdade”


O texto

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Não aconselhável a almas sensíveis…um comentário violento aos dias de ajustamento, crise e troika….o sujeito/personagem “começa por um estado de espírito mais individualista, de alguém que está satisfeito consigo e se sente feliz na sua solidão”, mas vê-se interferido “na sua pacata vida urbana, no trabalho, no salário, nos pequenos luxos” até ver o seu quotidiano “confrontado com uma pobreza crescente que começa a incomodá-lo”. É a “evolução desse mal-estar” que o faz ganhar “consciência coletiva e social” ao ponto de, “num derradeiro resquício individualista, pensar que a única solução pegando na ideia revolucionária dos anarquistas bombistas do final do século XIX é matar o responsável”.

A música

O poema

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ANARQUISTA DUVAL
[Adolfo Luxúria Canibal / Zé dos Eclipses – Carlos Fortes]

Pela estrada fora vinha um homem
Encoberto pelas sombras da noite
Alguém lhe perguntou o nome
«Sou uma miragem, Dizem que semeio o caos e a destruição
Como o vento semeia as papoilas
O meu nome é… Liberdade»

Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras
«Sabes quem eu sou?» perguntou ao candeeiro
«És uma miragem E pertences ao livro dos sublinhados provocadores
Que são os poetas
Almas sonhadoras»

«Anarquista Duval:
Prendo-te em nome da lei!»
«E eu suprimo-te em nome da Liberdade!!»

Sublinhados provocadores iam pela estrada fora
Carregando o livro das sombras
Da noite só restava o candeeiro
Encoberto

ELES QUE FALEM COM AS FORMIGAS! (Por um Abstencionismo Criativo)


Mais1

Segundo a tese de Alain Lancelot, professor catedrático de Sociologia no Colégio de França, normalmente os abstencionistas exercem quase sempre papéis sociais subordinados, são indivíduos mal integrados, correndo-se com eles o risco de as eleições se transformarem num debate entre privilegiados. O abstencionismo é, assim, a não participação no sufrágio ou em actividades políticas, equivalendo a apatia ou indiferença.

Normalmente…

Mas pode não ser assim. Nos Estados Unidos, na Grécia, na Suécia, no Reino Unido, etc., cresce cada vez mais um movimento espontâneo, consciente, a que chamaremos Abstencionismo Criativo.

Os cidadãos, as pessoas, cada vez percebem melhor que são de facto desenquadrados, desintegrados, desprezados pelo sistema de castas políticas, verdadeiros malandrins sociais, que ocuparam os cinzentos corredores da actividade governativa ou de poder.

Em suma, o poder está a fazer, e por vezes descaradamente, de nós todos cidadãos e pessoas supranumerários.

A melhor forma de lhes mostrarmos o nosso repúdio e oposição é deixarmos de lhes ligar meia. Não como os objectos de análise do professor francês, mas como cidadãos conscientes e que se respeitam. Que é isso de fazerem pouco de nós, de nos prejudicarem a cada passo? Com as suas mentiras ou, dito de forma politicamente correcta (risos) inverdades?

Como somos pessoas dignas, mandemo-los à fava, deixemo-los a falar com as formigas.

Mostremos que somos possuidores de espinha dorsal e não meros bonecos que eles manipulam a seu bel-prazer.

Não votemos. Deixemo-los o mais possível sós e mergulhados nos seus sujos joguinhos de interesses. Mandemo-los bugiar.

Vamos à praia, vamos até ao campo, vamos passar umas belas horinhas com a amada e vice-versa, vamos a um museu ou a uma Biblioteca – caso os encerrem fiquemos em casa a ouvir Cimarosa, Mozart, o Ennio Morricone.

A pouco e pouco, crescendo o nosso desprezo por eles, crescerá também o justo ressalto, numa cidadania atenta, exigente, que não vai mais em cantigas.

Pratiquemos um Abstencionismo Criativo.

MANUEL INÁCIO GRENHO CALDEIRA & NICOLAU SAIÃO

Desenhos “Mais do mesmo” 1 e 2, de João Garção

aqui: http://triplov.com/letras/nicolau_saiao/2009/Abstencionismo/index.htm

Mais2

(Lisboa) Acção directa da AIT/SP contra a Mediapost e em solidariedade com a CNT


MediapostLisboa20Maio

“Membros da AIT-SP invadiram hoje o auditório do Estádio de Alvalade em Lisboa e interromperam a conferência “Direct & Digital Marketing”, organizada pela multinacional de publicidade e marketing Mediapost, do grupo La Poste.

“Esta acção teve por finalidade protestar contra o despedimento de 14 trabalhadores em Barakaldo (País Basco), entre os quais vários delegados sindicais da Confederação Nacional do Trabalho, numa clara tentativa de reprimir quem tem contestado as acções da empresa, que tenta obrigar os trabalhadores a aceitar reduções salariais ou de horário, sob ameaça de despedimento.

“Foram gritadas palavras de solidariedade com os trabalhadores despedidos e foi exibida uma faixa com a frase “Mediapost explora, persegue, despede”. Na sala estavam presentes vários figurões do marketing nacional e internacional e o director geral da Mediapost em Portugal.”

http://ait-sp.blogspot.pt/2014/05/conferencia-de-marketing-em-lisboa.html

relacionado: http://www.cnt.es/eventos/semana-internacional-de-lucha-contra-los-despidos-en-mediapost

(Barreiro) Sessão de esclarecimento sobre a exploração de gás de xisto


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Hoje, 20 de Maio, às 21H, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense

A controversa técnica de exploração de gás de xisto através de “fractura hidráulica”, ou “fracking”, está em vias de avançar no nosso país. Apesar de a zona aparentemene mais promissora ser a formação da Brenha, que abrange os Concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer, a verdade é que as concessões exploratórias incluem também o Litoral Alentejano, e uma concessão com o nome “Barreiro”, que abrange não só o nosso concelho como outros pontos da Península de Setúbal, e possivelmente até a serra de Monsanto, em Lisboa.

Esta concessão encontra-se neste momento entregue a uma empresa canadiana chamada “Oracle”, desconhecendo-se para já os resultados de eventuais pesquisas efectuadas.

Porque todos os dados que conhecemos apontam para que esta técnica seja de elevado risco ambiental, essencialmente ao nível da contaminação dos lençóis freáticos, e também porque acreditamos que o caminho a seguir na via da sustentabilidade ambiental e da independência energética não é este, e passa por uma aposta séria nas energias renováveis, em vez da exploração cada vez mais remota, difícil e arriscada do que ainda resta das energias fósseis, organizámo-nos no Movimento Anti-Extracção de Gás de Xisto no Barreiro, um grupo informal sem ligação a quaisquer partidos ou ideologias políticas, cujo único objectivo e o de combater mais esta forma agressiva de extracção de recursos energéticos, ainda para mais numa zona de elevada concentração de população, e com grande riqueza de água no subsolo.

Hoje, dia 20 de Maio, organizamos uma sessão de esclarecimento aberta à população, onde exibiremos um documentário seguido de debate.

http://movimentoantigasdexistobarreiro.wordpress.com/

(Livros) “Manual de Resistência Civil” e “Desesperar”


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A livraria e editora Letra Livre acaba de publicar «Manual de Resistência Civil» de Pedro Bravo, um estudo jurídico-político sobre os direitos dos cidadãos nas suas relações com a polícia principalmente aquando das manifestações e actos públicos de protesto

«Só resiste quem toma consciência de si mesmo, do seu lugar no mundo, do seu desejo de liberdade e de vida; só resiste quem tem a profunda consciência da sociedade que, sem resistência, o poder político irá ordenar e, finalmente, construir; sim, motivamo-nos à resistência quando as condições de vida, que o poder político nos impõe, tornam a existência insuportável, a realidade inadmissível. Pois não há nobreza na submissão!»

Manual de Resistência Civil
Pedro Bravo
Letra Livre,Lisboa, 2014
8,00 €

Locais de venda: Letra Livre, Ler Devagar, Livraria Utopia

http://www.letralivre.com/

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Já saiu uma nova edição dos Textos Subterrâneos…

Desesperar
de Pedro Garcia Olivo
191 págs. 5€

Só o desespero nos liberta da mentira interior; só ele nos devolve à realidade árida, nua, quase cadáver, de uma condição humana alheia ao menor brilho e à transcendência mais insignificante. Instrumento de liquidação sumária de todas as Quimeras, poderíamos definir o desespero como um abrir de olhos sem cobardia perante o fantasma do que acreditamos ser; um reconhecimento frio e sossegado da nossa pequenez imunda, da nossa insignificância de ruído ténue no meio de uma noite qualquer, da nossa impotência de coisa inútil embalada pelos ventos mais comuns. (em Desesperar)

(mais…)

(Alentejo) Residências de criação artística no concelho de Ourique


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A ATALAIA – Associação dos Amigos da Cultura e das Artes – é uma associação cultural sediada em Ourique, no interior do Alentejo. Contando com vários apoios, este ano abriu um concurso para a criação de residências artisticas destinado a criadores e estudantes das artes contemporâneas performativas (dança, teatro, performance, música, artes plásticas e multimédia). Concorreram mais de 80 projectos artísticos, dos quais foram selecionados os mais significativos. Os períodos de residência vão acontecer durante o mês de Setembro. Entre as mais de 80 propostas recebidas, da Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia, foram escolhidas para os períodos de residência de criação, que acontecem entre Ourique, Grandaços e Panóias até ao final de setembro, 2014, as a seguir listadas:

Selecionados (Ordem Alfabética)
Antony Rayzhekov/Katharina Koeller, l0VE (Bulgária)/(Áustria)
Christian Olsen, Rethinking Abandoned Pianos (Canadá)
Clara Amaral, The Language of Things (Portugal)
Giuliano Obici, Laptop Coral (Brasil)
Hyungwoo Kwon (Wooguru), Wooguru Free Dance, (Coreia do Sul)
Joana von Mayer Trindade, Nameless Natures (Portugal)  
Luanna Jimenes, Encarnado (Brasil)
Židrija Janušaité, Life Consists of these Little Touches of Solitude (Lituânia)

Distinguidos (Ordem de Classificação)
Catarina Vieira/Solange Freitas, Ex Machina (Portugal)/(Portugal)    
Louise Chardon, Fleur de Peau (França)
David Colorado, Máquinas Biológicas (México)
Fátima Ribeiro, Partidas & Chegadas (Portugal)
Elsa Loupiac, Café Ourique (França)  
Rebecca Moradalizadeh, A Noiva de Panóias (Portugal)
Nayeon Yang, History of Emotions/Emotions of Histories (E.U.A.)
Jan Rohwedder, Conditio Humana (Alemanha)
Sayaka Akitsu, Grandmother’s White Hair (Japão)
Claudia Torres, Los Cuerpos Dóciles (Espanha)
Luz da Camara/Ana Estevens, … Deixei o Enxoval nas Paredes (Portugal)/(Portugal)

Os períodos de residência servirão, aos criadores seleccionados, para o desenvolvimento de apresentações que irão acontecer entre 3 a 12 de outubro e durante todo o período de residência.
Dando a conhecer aos a criadores das artes contemporâneas performativas (dança, teatro, performance, música, artes plásticas, multimédia)  e ao público, as principais infraestruturas do território – Ourique, Grandaços, Panóias e Castro Verde – utilizáveis para apresentações de arte contemporânea.

(enviado por email com  pedido de divulgação)

http://atalaiaartes.weebly.com/

https://www.facebook.com/atalaiaartes