Mês: Maio 2014

Eleições: o ‘fantasma’ da abstenção percorre a Europa


abstenção

Do ponto de vista anarquista, que não atribui qualquer vantagem ao sistema representativo vigente – uma vez que no seu horizonte não está gerir a sociedade actual, mas transformá-la – a elevada taxa de abstenção das eleições europeias do passado domingo, não só em Portugal, como em muitos países europeus, é um dos dados mais significativos.

Não é que julguemos que a esmagadora maioria dos abstencionistas faça uma crítica rigorosa do sistema representativo ou que faça da abstenção uma alternativa activa e radical ao funcionamento das democracias capitalistas ocidentais. No entanto, consideramos que grande parte dos eleitores não vota por estarem fartos e enjoados até ao último dos cabelos pelo sistema partidário, pela hipocrisia dos políticos profissionais, pela homogeneização do discurso político em torno, apenas e só, das estruturas partidárias, não deixando qualquer espaço para a livre associação ou a horizontalidade das propostas cidadãs.

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Visão do Anarquismo no Brasil


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Para compreender como nós anarquistas estamos atualmente no Brasil é preciso saber o que aconteceu no país no último século. O Brasil já teve um grande movimento anarquista e anarco-sindicalista que chegou ao seu ápice em 1917, entre aquele tempo e hoje o Brasil passou por duas ditaduras, a opressão e censura dessa época fez com que o povo brasileiro perdesse sua capacidade de criticar, de se envolver na vida política de seu país e de fazer aquilo que é necessário por conta própria, criou-se uma cultura do conformismo.

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Nova edição da revista britânica Strike!


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Já saiu a edição da revista alternativa britânica Strike! relativa ao Verão de 2014 e cujo tema de capa é totalmente dedicado ao feminismo, antecipando a conferência feminista marcada para 25 de Outubro deste ano em Londres

Colaboram neste número: Nina Power – Natalie Bennett – Rhian E Jones – Guerrilla Girls – No More Page 3 – Hollaback – Ruth Kinna – Iphgenia Baal – Feminist Fightback – Richard Seymour – See Red Women’s Workshop – Stanley Donwood – Dead Philosophers In Heaven – Peter Willis.

Dê uma ‘olhadela’ na revista aqui: http://www.strikemag.org/the-feminist-issue/

https://www.facebook.com/strikemagyo

(Barcelona) Confrontos violentos após o despejo do CSO Can Vies


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A manifestação de solidariedade e contra o despejo do CSO de Can Vies, em Barcelona, sob o lema “Barrio en pie de guerra” , que juntou muitas centenas de pessoas, terminou ao princípio da noite, com confrontos entre manifestantes encapuçados e a polícia.

Os manifestantes, vestidos de negro, irromperam pelas ruas do bairro queimando contentores do lixo e partindo montras de diversas lojas e entidades bancárias, bem como algum material dos jornalistas presentes, nomeadamente uma unidade móvel da TV3, que ficou praticamente destruída antes que os bombeiros conseguissem apagar as chamas.

A manifestação foi convocada em solidariedade com os ocupantes do CSO Can Vies, que começou a ser despejado por volta das 13,30h da tarde. O último resistente saiu cinco horas depois, cerca das 18,30h, e imediatamente após a sua saída o edifício começou a ser demolido.

O espaço, propriedade da empresa de transportes TMB, tinha sido ocupado há 17 anos por vizinhos do bairro de Sants, que ali desenvolviam diversas actividades comunitárias.

http://rojoynegro.info/articulo/agitaci%C3%B3n/v%C3%ACdeos-fotos-brutal-represi%C3%B3n-los-mossos-personas-protestaban-desalojo-can-vies-g

http://www.lavanguardia.com/local/barcelona/20140526/54409335064/altercados-manifestacion-desalojo-can-vies-sants.html

(Barcelona) Polícia tenta desalojar CSO Can Vies, activistas resistem


17 anos depois da ocupação, os Mossos (polícia autonómica catalã) começaram a desalojar esta segunda-feira o centro social autogestionado Can Vies, no Bairro de Sants, em Barcelona. À uma da tarde, no momento da chegada do aparato policial –  que incluía uma grua e um helicóptero – havia onze activistas no interior do edíficio dispostos a resistirem ao despejo, para o qual havia uma data limite no fim deste mês. Duas  pessoas continuavam há uma hora atrás no interior do edificio e desde o CSO Can Vies alertaram para que qualquer tentativa para os retirar “poria em risco a sua vida e a dos Mossos”.

Fora, na Praça de Sants, reuniram-se mais de duas centenas de pessoas para mostrarem o seu apoio, vizinhos do bairro e activistas de diversas idades, entre os quais alguns que ocuparam Can Vies há 17 anos e jovens estudantes, que levantavam um cartaz face ao cordão policial, o que provocou alguns incidentes por parte dos Mossos. Depois de duas horas frente ao cordão policial, a concentração dividiu-se para cortar todos os acessos à Praça de Sants em sinal de protesto. Entretanto, foi convocada uma manifestação para as 20 horas frente à Estação de Sants.

Nove dos activistas residentes foram saindo progressivamente, sem que tenha havido detenções, e foram recebidos com aplausos e gritos de solidariedade. Duas delas sairam fortemente atadas entre si pelos braços, fazendo parte da acção de resistêrncia. No interior, duas pessoas continuam a resistir dentro de um bunker de cimento com 15 botijas de gas butano no interior para evitar que a policia utilize ferramentas perfuradoras, segundo explica num vídeo o semanário La Directa.

http://www.alasbarricadas.org/noticias/node/30372

https://www.diagonalperiodico.net/libertades/23015-numerosos-activistas-resisten-al-asalto-policial-interior-del-centro-social-can

(CHIAPAS) Subcomandante Marcos “deixa de existir” na liderança do Exército Zapatista de Libertação Nacional


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“(…) Compas:
Depois de dizer isto tudo, sendo 02.08 do dia 25 de Maio de 2014 na frente de combate sul oriental do EZLN, declaro que deixa de existir o conhecido como Subcomandante Insurgente Marcos, o autodenominado “subcomandante de aço inoxidável”
Assim é.
Pela minha voz já não falará a voz do Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Vale. Saúde e até nunca… ou até sempre, quem entendeu saberá que isso já não importa, que nunca importou.
Desde a realidade Zapatista
Subcomandante Insurgente Marcos.”

Assim termina o comunicado do EZLN, de 10 páginas, em que o quase desconhecido líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), o subcomandante Marcos, anunciou neste domingo (25) que deixa a liderança do movimento armado, alegando “mudanças internas” no grupo e referindo que não abandona o lugar por problemas de saúde, mas sim por “decisão colectiva”

“A substituição no comando não se dá por doença, ou morte, nem por deslocamento interno, disputa, ou depuração”, garantiu o subcomandante Marcos, cujo verdadeiro nome alguns meios de comunicação consideram ser Rafael Sebastián Guillén.

O EZLN foi criado em 1994 e a sua primeira acção teve lugar a 1 de Janeiro desse ano. É um movimento de auto-defesa, com características libertárias, fortemente implantado entre os indígenas do Estado mexicano de Chiapas, que nas últimas semanas tem sido alvo de atentados por parte da polícia e de grupos de milícias ao serviço dos interesses políticos e económicos dos sectores mais reaccionários da sociedade mexicana.

Este comunicado aparece assinado pelo Subcomandante Insurgente Galeano,  que deverá ser o “nome colectivo” da nova liderança do EZLN – em homenagem ao professor José Luis Solís López, conhecido por “Galeano”, assassinado no dia 2 de Maio em La Realidad, Chiapas.

Escuta aqui o discurso do Subcomandante Marcos ao anunciar a sua desaparição

http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2014/05/25/entre-la-luz-y-la-sombra/

http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2014/05/25/anuncia-marcos-la-desaparicion-de-su-personaje-en-el-ezln-8089.html

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2014/05/25/mexico-historico-subcomandante-marcos-do-ezln-abandona-dirigencia.htm

http://www.publico.pt/mundo/noticia/subcomandante-marcos-abandona-a-lideranca-da-guerrilha-zapatista-do-mexico-1637441