(Este fim de semana) Comemorações dos 40 anos do Centro de Cultura Libertária (Almada)


CCL

Sábado, dia 7 de Junho

Comemorações dos 40 anos do Centro de Cultura Libertária

17.30 – Partilha de vivências, memórias e debate sobre o CCL
Exposição documental sobre os 40 anos do CCL

O Centro de Cultura Libertária vem por este meio convidar todas as pessoas que já estiveram ligadas a esta associação a estarem presentes na nossa sede para a comemoração do 40º aniversário do CCL, no próximo sábado, dia 7 de Junho, pelas 17.30.
Gostaríamos que trouxessem as vossas memórias sobre o CCL para partilhar entre todos. Caso não possam estar presentes podem enviar textos para leitura/exposição. Também estamos a recolher fotografias antigas relacionadas com o CCL para exposição neste dia e para conservação no nosso arquivo. Caso tenhas alguma, podes trazê-la no dia ou enviá-la por e-mail.
Se conheces alguém que tenha estado ligado ao CCL, por favor reenvia-lhe este e-mail também.
Contamos com a tua presença.
Saúde e Anarquia!

20.00 – Jantar vegetariano

cartazPercurso

Domingo, dia 8 de Junho

10.00 – Percurso pedestre pela memória libertária de Almada, seguido de piquenique (traz merenda!)
– Ponto de encontro em Cacilhas, junto à saída dos barcos.

Sabias que, em Almada, a implantação da República foi desencadeada, no dia 4 de Outubro de 1910, por um discurso do sapateiro anarquista Bartolomeu Constantino?
Sabias que, durante uma greve dos operários corticeiros em Agosto de 1911, a fábrica do Conde de Silves na Cova da Piedade foi incendiada pelos operários revoltados que impediram a intervenção dos bombeiros?
Sabias que em Almada a greve insurreccional antifascista de 18 de Janeiro de 1934 durou dois dias, encerrando todas as actividades económicas do concelho e sabotando a ligação telefónica entre Lisboa e o Sul do país?
Sabias que foi da Cova da Piedade que saiu o material explosivo fornecido aos operários que, em 18 de Janeiro de 1934, protagonizaram o movimento insurreccional contra Oliveira Salazar?
Sabias que o núcleo anarquista de Almada, apesar de uma forte repressão que levou muitos companheiros ao degredo, à prisão e à morte, se manteve activo na clandestinidade até 1974, quando ainda conseguiu fundar um ateneu anarquista?

As ruas de Almada escondem uma história de resistência que pouca gente conhece. Entre o final da Monarquia e os primeiros tempos do Estado Novo, o território de Almada foi profundamente alterado por um processo de industrialização que levou à fixação de trabalhadores vindos de várias partes do país. Nos antigos lugares do concelho, profundamente ligados ao rio e aos terrenos agrícolas que os rodeavam, cresceram fábricas com as suas altas chaminés e cais de embarque de mercadorias. Também cresceram as vilas e bairros de operários, onde habitava uma população que descobriu a auto-organização, em cooperativas, sindicatos e sociedades recreativas e culturais, como forma de ultrapassar as dificuldades impostas por condições de vida miseráveis. Este processo de auto-organização e resistência, protagonizado pela população operária de Almada, durou décadas e só dificilmente foi submetido pela ditadura fascista.
É esta a história que se pretende partilhar neste percurso pedestre pela memória libertária de Almada.

(Actividade inserida no programa do 40º aniversário do Centro de Cultura Libertária)

http://culturalibertaria.blogspot.pt/

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