Mês: Julho 2014

(Cacilhas) “Animal Farm”, de George Orwell no CCL


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Este sábado, 2 de Agosto, no Centro de Cultura Libertária, em Cacilhas

20h – Jantar vegano
 
21h30 – Cinema na Rua: 
“A Quinta dos Animais” de George Orwell
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Fartos de serem os joguetes do capricho humano, os animais da Manor Farm rebelam-se contra os seus proprietários, expulsando-os das suas terras e criando uma sociedade de igualdade e liberdade. Mas aquilo que poderia ser a realização de um sonho de emancipação torna-se um pesadelo quandos os porcos assumem o poder e expulsam o líder revolucionário Snowball das suas terras, manipulando a mente dos outros animais através da sua propaganda e explorando-os até aos seus limites. Napoleão torna-se assim o líder de uma sociedade que se tornou tudo menos igualitária, e onde o despostismo dos porcos é igualado, em certo ponto, ao despotismo humano. Um fábula que se tornou um dos maiores hinos críticos do regime totalitário soviético.”

Realização: John Stephenson
Tempo de duração: 91 minutos
Língua: Inglês (legendas em português)
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Os judeus não podem ser culpabilizados pelo massacre em Gaza. O responsável é o sionismo!


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Este vídeo explica o conteúdo dos livros escolares produzidos pelo estado sionista. Lá, estão a adoptar os mesmos princípios fundamentais que se encontram em Mein Kampf, se bem que com mais subtilezas. Israel é o novo Estado Racista do projecto nazi de exterminação étnica. É esse o objectivo de Israel: a exterminação completa do povo Palestiniano. Querem que morram todos ou, pelo menos , que desapareçam.

É isso que é o pior no racismo: somente a morte do Outro pode resolver o conflito. A conversão não serve, tal como um branco não pode ser negro NUNCA.  Estamos a assistir, de novo, ao ascenso do fascismo no mundo, embora em Portugal não haja uma ditadura clássica, já que a troika é bastante original… e se os Judeus são culpabilizáveis, também o é a população dos países ricos do Ocidente que fecha os olhos ao totalitarismo supra-nacional que destrói as pessoas e o planeta, que reduz à escravatura ou à morte a maior parte da humanidade.

Nas religiões, a conversão é possível. Mas será necessário insistir na vergonha que é pensar que alguém pode ser melhor se deixar de ser aquilo que é… para passar a ser como tu, da tua religião, e ser aceite? O colonialismo espiritual é o mais perigoso de todos os colonialismos e está a ser utilizado em massa no Ocidente  para desumanizar as pessoas como nunca o foram antes na história. Queres saber o que está a acontecer em Gaza? Começa por apagar a televisão, e procurar dentro de ti.

Pela Palestina Livre!

G. (por email)

Activistas israelitas protestam junto à Base Aérea de Hazor contra os ataques a Gaza


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15 activistas israelitas protestaram contra o massacre em Gaza, frente à Base Aérea de Hazor. É desta Base que partem os aviões para bombardearem Gaza. Mais de mil pessoas foram mortas, até agora, no ataque israelita a Gaza, a maioria das quais civis e entre elas 200 crianças.

Os activistas consideraram que a “violência militar e a matança de civis palestinos, alimenta o derramamento de sangue e o ódio. Isto tem que parar. Estamos aqui para expressar a nossa oposição, enquanto israelitas, aos ataques cometidos em nosso nome. Bairros inteiros em Gaza foram destruídos e os habitantes do sul de Israel vivem numa ansiedade permanente que não pode ser resolvida pela força militar ou pelas armas. Fazemos um apelo para o fim do ataque a Gaza, o fim do cerco a Gaza e para o diálogo genuíno. “

aqui: https://www.facebook.com/schwarczenberg?fref=photo

https://www.facebook.com/ilan.shalif?fref=nf

Polícia brasileira “suspeita” de Bakunin como um dos organizadores dos protestos no Rio de Janeiro…


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A professora universitária e anarquista brasileira Camila Jourdan, de 34 anos, esteve presa durante 13 dias numa cela na prisão de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. É uma das protagonistas do inquérito, com  mais de 2.000 páginas, em que a Policia Civil do Rio classifica de “quadrilha armada” 23 pessoas que responsabiliza pela organização de acções violentas no decorrer de protestos de rua.

“Do pouco que li, posso dizer que esse processo é uma obra de literatura fantástica”, disse Camila ao jornal brasileiro A Folha de São Paulo, já depois de ter saído em liberdade provisória.

Camila dá como exemplo o facto do nome de Mikhail Bakunin constar dos autos. Em mensagens interceptadas pela polícia, um dos manifestantes terá citado o nome deste anarquista, morto há quase 150 anos, que assim passou a figurar nos autos como um potencial suspeito.

De acordo com o inquérito, os agentes encontraram uma garrafa de gasolina, uma bomba de fabrico caseiro e outra conhecida como “cabeção de nego”. Em diálogos escutados pela polícia, Camila ter-se-á referido a “livros” e “canetas” que, segundo os investigadores, seriam respectivamente cocktails molotov e morteiros. O seu advogado já disse que estas “provas” foram colocadas no seu apartamento pela policia quando foi presa por volta das 6 horas da manhã do dia 12 de Julho, véspera do final da Copa.

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“Existe uma necessidade de fabricar líderes para essas manifestações E quem encaixa muito bem no papel da mentora intelectual? A professora universitária. Cai como uma luvam entendeu?”, afirma Camila nesta entrevista ao jornal A Folha.

Definindo-se como anarquista desde muito jovem, Camila Jourdan analisa a possibilidade de perder o processo e ser condenada. “Tenho receio do que pode acontecer porque sei que não vivemos numa sociedade justa. Não acredito neste Estado como um Estado democrático. Se acontecer (a condenação), ao menos, não me vou decepcionar neste sentido”, diz.

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Libertação de alguns activistas que estavam presos. Os processos decorrem agora em liberdade provisória.

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Judith Butler: “impressionam-me as acções dos ‘anarquistas contra o muro’”


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Judith Butler é uma filósofa americana de origem judaica, ex-professora de Retórica e Literatura Comparada na Universidade de Berkeley, na Califórnia, autora de vários livros, feminista  e  fortemente antisionista. Devido às suas constantes críticas à politica israelita para o Médio Oriente tem sido violentamente atacada pela direita sionista e é vista pelo Governo de Jerusalém como uma inimiga pública. Nos últimos anos, paralelamente ao desenvolvimento da teoria queer, Judith Butler tem-se aproximado das ideias anarquistas e da contestação do poder do Estado, considerando-se como uma “anarquista provisória”, admiradora do movimento “anarquistas contra o muro” (Anarchists Against The Wall) que semanalmente realizam actos contra a segregação que se vive nos territórios ocupados. Em 2012 a revista brasileira de ciências sociais “Política e Trabalho” (que dedicou um amplo dossier ao Anarquismo Contemporâneo) publicou uma entrevista do intelectual e activista anarquista Jamie Heckert a Judith Butler, realizada em 2010, de que aqui reproduzimos alguns excertos. A entrevista pode ser lida na íntegra aqui.

bbJH: (…) É possível ler o seu trabalho à luz do anarquismo, devido a suas afirmações públicas incluindo a recente entrevista na qual você se refere a si mesma como uma ‘anarquista provisória’. Você poderia falar um pouco mais sobre sua relação com a identidade anarquista?

JB: Não estou segura se entendo o anarquismo como uma identidade, mas sim como um movimento, que nem sempre funciona de modo contínuo. Há pelo menos dois pontos de referência nas políticas contemporâneas que chamam a atenção. Um tem a ver com o ‘Anarquistas contra o Muro’; outro é como o anarquismo queer se coloca como uma alternativa importante para o movimento do libertarismo gay em ascensão. Embora eu tenha certeza de que os anarquistas contra o muro em Israel/Palestina estejam interessados na história do movimento anarquista, me parece que esse é um caso no qual a ação direta contra a força militar e a política de segregação é um evento muito poderoso.

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