Polícia brasileira “suspeita” de Bakunin como um dos organizadores dos protestos no Rio de Janeiro…


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A professora universitária e anarquista brasileira Camila Jourdan, de 34 anos, esteve presa durante 13 dias numa cela na prisão de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. É uma das protagonistas do inquérito, com  mais de 2.000 páginas, em que a Policia Civil do Rio classifica de “quadrilha armada” 23 pessoas que responsabiliza pela organização de acções violentas no decorrer de protestos de rua.

“Do pouco que li, posso dizer que esse processo é uma obra de literatura fantástica”, disse Camila ao jornal brasileiro A Folha de São Paulo, já depois de ter saído em liberdade provisória.

Camila dá como exemplo o facto do nome de Mikhail Bakunin constar dos autos. Em mensagens interceptadas pela polícia, um dos manifestantes terá citado o nome deste anarquista, morto há quase 150 anos, que assim passou a figurar nos autos como um potencial suspeito.

De acordo com o inquérito, os agentes encontraram uma garrafa de gasolina, uma bomba de fabrico caseiro e outra conhecida como “cabeção de nego”. Em diálogos escutados pela polícia, Camila ter-se-á referido a “livros” e “canetas” que, segundo os investigadores, seriam respectivamente cocktails molotov e morteiros. O seu advogado já disse que estas “provas” foram colocadas no seu apartamento pela policia quando foi presa por volta das 6 horas da manhã do dia 12 de Julho, véspera do final da Copa.

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“Existe uma necessidade de fabricar líderes para essas manifestações E quem encaixa muito bem no papel da mentora intelectual? A professora universitária. Cai como uma luvam entendeu?”, afirma Camila nesta entrevista ao jornal A Folha.

Definindo-se como anarquista desde muito jovem, Camila Jourdan analisa a possibilidade de perder o processo e ser condenada. “Tenho receio do que pode acontecer porque sei que não vivemos numa sociedade justa. Não acredito neste Estado como um Estado democrático. Se acontecer (a condenação), ao menos, não me vou decepcionar neste sentido”, diz.

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Libertação de alguns activistas que estavam presos. Os processos decorrem agora em liberdade provisória.

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