(Lisboa) Mais uma acção “artivista”


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A iniciativa “Artivista”, realizada hoje pelas 17:00 no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, foi dada por terminada cerca de 25 minutos depois.

Os participantes, seguidos de perto pelo pessoal de vigilância do museu, realizaram a “performance Artivista” perante o olhar incrédulo de alguns dos visitantes.

No final, os diferentes participantes dirigiram-se para a recepção do museu, onde pediram o livro de reclamações e apresentaram o seu protesto, nomeadamente, por “acesso de todos aos museus e à cultura”, como disse à Lusa um dos “artivistas”.

Intitulada “Os nossos sonhos não cabem nas vossas urnas”, a intervenção foi apresentada pelo artista plástico Rui Mourão como um “segundo ato”, depois do “primeiro ato” realizado no passado dia 04 de julho, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, durante a inauguração da sua instalação, e que durou até ao dia seguinte.

Nos pisos dois e três do MNAA estiveram hoje 73 pessoas vestidas de negro – “em sinal de luto pela Cultura”, explicou Mourão – imobilizadas, reproduzindo poses dos quadros expostos e cada um, no seu ritmo declama, em forma de lengalenga, “Somos Arte, diante da arte de luto pela Arte, em luta pela Arte”.

Os participantes, cidadãos anónimos, na sua maioria, declamaram esta espécie de “mantra” ao seu ritmo, em conjunto, mas não em coro, com intervalos de 15 minutos de silêncio.

Esta ação “artivista” visa “a reposição das entradas gratuitas todos os domingos nos museus, a redução dos preços dos bilhetes de entrada” nestas instituições e “a reposição do Ministério da Cultura” no organograma do Governo.

Outra exigência dos “artivistas” é, “conforme recomendação da UNESCO, que se estabeleça o mínimo de 1% do Orçamento do Estado para a Cultura”.

O número de 73 “artivistas” é uma referência ao artigo 73.º da Constituição da República Portuguesa, que afirma que “todos têm direito à Educação e à Cultura” e de que “o Estado promove a democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural”.

“Estamos a defender um direito consagrado na nossa Constituição”, enfatizou à Lusa Rui Mourão. (LUSA)

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