Centros Sociais Ocupados: libertar espaços para a cidadania e para a transformação social


2014-08-29 19.18.37

Fachada principal do Centro Social Ocupado Rey Heredia (Córdoba), Agosto 2014

2014-08-29 19.18.12

Carrinha da CNT anarco-sindicalista frente ao CSO Rey Heredia, Agosto 2014

No Estado Espanhol, para além dos mais de 200 ateneus libertários, espalhados por todo o território, existem também dezenas de espaços ocupados, geridos autonomamente, e que são a expressão de uma vida colectiva forte e socialmente empenhada, com uma grande expressão ao nível dos bairros.

Os Centros Sociais Ocupados e Autogeridos reutilizam, em geral, velhos edifícios sem utilização, que assim são, de novo, disponibilizados à população, como locais para a realização de diversas actividades, quer de lazer, quer de empenhamento social e cívico. Geridos de forma assembleária, constituem-se como locais de experimentação cívica e social, colectiva, de grande importância.

Em Portugal esta é uma experiência que tem tido poucos exemplos, sendo o mais conhecido e talvez o melhor conseguido o da Escola da Fontinha, no Porto.

Há dias encontrei em Córdoba o Centro Social Ocupado Rey Heredia. As instalações de um antigo colégio abandonado, ocupadas pela Acampada Dignidade de Córdoba, em Outubro do ano passado, deram início a um projecto que as autoridades, sejam judiciais, quer municipais, tentam sabotar por todos os meios.

Desde o impedimento para ligar a luz eléctrica ou a água potável tudo tem sido pretexto para limitar a acção do centro social, que recebeu o apoio de dezenas de colectivos, entre os quais das centrais anarco-sindicalistas CNT e CGT, com forte tradição em todo o norte da Andaluzia.

Na tarde em que por lá passei um grupo de jovens músicos ensaiava. Dias antes tinha terminado uma escola de verão para os miúdos do bairro. Por toda a cidade, faixas e frases nas paredes lembravam que “CSO Rey Heredia no se rinde”, “Rey Heredia no se cierra”

Numa cidade, como Évora, em que há grandes edifícios sem qualquer utilização, o que falta para que os coloquemos ao serviço das populações e dos bairros, dando-lhes o sentido de utilidade pública que nunca tiveram (será que desta vez se poderia contar com a “não conflitualidade” do ayuntamento local…)?

c.

Anúncios

One comment

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s