Mês: Setembro 2014

(Estado espanhol) Manifestações contra a repressão e em defesa dos direitos e liberdades


cgt sevilha

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Contra a repressão do estado, hoje em Sevilha .

iruna

CNT e CGT juntas na manifestação contra a repressão em Pamplona

Neste momento há centenas de militantes da CGT e de outras organizações antiautoritárias e de acção directa que estão indiciados por “crimes contra o estado” pelo facto de terem participado em protestos populares. Para hoje foram convocadas por diversos colectivos manifestações de repúdio frente às delegações do governo nas principais cidades espanholas.

convocatória da CGT: http://www.cgt.org.es/30s-en-defensa-de-los-derechos-y-libertades-de-las-personas

cartaz

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(AIT) 150º aniversário da fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores


bakbasel

(Foto: Bakunin e anarquistas em Basileia, 1869)

A Primeira Internacional foi fundada a 28 de Setembro de 1864 em Londres. Agrupou vários grupos socialistas, anarquistas e comunistas que procuravam dar continuidade à liuta de classes através de uma organização internacional.

Uma vez que a Internacional era composta por organizações e pessoas pertencentes a um amplo leque de filosofias, o debate e o conflito em torno do rumo da Internacional estiveram presentes desde o início. Os anarquistas, especialmente os mutualistas, opunham-se aos comunistas e ao estatismo em geral. Em seguida, a entrada dos anarquistas colectivistas na Internacional, dividiu-a permanentemente em dois campos claros: os que apoiavam alguma forma de estado e os que se lhe opunham.

Os anarquistas defendiam a luta directa dos trabalhadores. Argumentavam que as ideias marxistas eram autoritárias e que, se um partido de tipo marxista chegasse alguma vez ao poder, isso seria tão mau como os governantes contra os quais os trabalhadores estavam a lutar.

Neste aspecto, os anarquistas demonstraram que tinham razão.

Em 1872 a Internacional cindiu-se em duas correntes: a anarquista e a marxista, com os marxistas a expulsarem os anarquistas mais conhecidos. Os anarquistas celebraram o seu próprio Congresso à parte, afirmando as suas ideias.

A Internacional não sobreviveu, mas os anarquistas tentaram ressuscita-la várias vezes. Finalmente, nos finais de 1922, a Associação Internacional dos Trabalhadores, a AIT actual, retomou vida.

Ao contrário do que aconteceu na primeira tentativa de criar uma internacional revolucionária, desta vez a AIT fez, desde o princípio, uma declaração clara contra as vanguardas políticas. Recusando o papel dos partidos na libertação da classe trabalhadora, a AIT recusava as ideias do Partido Comunista, que procurava juntar todas as organizações operárias revolucionárias debaixo do seu comando, na prossecução dos seus objectivos.

O Primeiro Princípio do Sindicalismo Revolucionário que aparece nos estatutos da AIT é o de que:

“O sindicalismo revolucionário, baseando-se na luta de classes, tende para a união de todos os trabalhadores através de organizações económicas e de combate que lutem pela sua libertação do duplo jugo do Capital e do Estado. A sua finalidade consiste na reorganização da vida social, com base no Comunismo Libertário e mediante a própria acção revolucionária da classe trabalhadora. Considerando que apenas as organizações económicas do proletariado são capazes de alcançar este objectivo, o sindicalismo revolucionário dirige-se aos trabalhadores, na sua qualidade de produtores e de criadores de riquezas sociais, para neles germinar e se desenvolver, opondo-se, assim, aos modernos partidos operários, os quais considera sem capacidade para uma reorganização económica da sociedade.”

Alguns consideram que o legado da AIT remonta à fundação da Primeira Internacional, mas na realidade a Primeira Internacional foi uma espécie de falso começo. Os objectivos daqueles que querem alcançar a mudança através do estado ou através de vanguardas/partidos revolucionários simplesmente não são os mesmos objectivos dos anarquistas que entraram na Internacional com optimismo, para logo se darem conta do abismo insuperável que existe entre os dois ideais.

Hoje em dia, devido à relativamente débil organização da classe trabalhadora em organizações revolucionárias, alguns acreditam que a solução está em juntar os diversos elementos da classe trabalhadora e ignorar a questão do estado. Mas esta é uma questão eterna e um tema que, se não estivermos atentos, só está de volta para nos causar problemas. O poder real de alguns partidos pode ter nuances, mas a natureza do poder e da autoridade é essencialmente sempre a mesma.

Por ocasião deste aniversário poderemos então dizer: “Viva a AIT! A nossa AIT”

Secretariado da Associação Internacional dos Trabalhadores

aqui: http://www.iwa-ait.org/es/content/150-aniversario-de-la-fundacion-de-la-asociacion-internacional-de-los-trabajadores

(Lisboa) Manifestação antifascista contra concentração do PNR no Martim Moniz


Uma centena de apoiantes do Partido Nacional Renovador (PNR) concentrou-se ontem no Martim Moniz sob o lema da “reconquista”, numa ação que mereceu protestos de um grupo de jovens que gritou palavras  de ordem como “fascismo nunca mais”.

A ação do PNR tinha o ponto de encontro marcado para a frente de um hotel no Martim Moniz e foi daí que cerca de uma centena de apoiantes do partido partiu em direção ao um dos centros comerciais daquela praça do centro de Lisboa.

Em fila, os apoiantes do PNR percorreram apenas alguns corredores do centro comercial, dirigindo-se de seguida para o outro espaço que existe no Martim Moniz, zona onde normalmente se concentram muitos imigrantes e onde existem inúmeras lojas chinesas, indianas, entre outras.

Contudo, quando os apoiantes do PNR se preparavam para entrar no segundo centro comercial, cerca de meia centena de jovens, que desde o início seguiam ao longe os movimentos dos apoiastes do PNR começaram a gritar palavras como “nazis”, “fascistas” e “25 de abril sempre”.

De imediato o dispositivo policial que se encontrava no local, com cerca de uma dezena de agentes, colocou-se entre os dois grupos, que nunca chegaram a estar a menos de 10 metros um do outro, separados por um pequeno cordão de polícias.

Do lado do PNR, a resposta veio com gritos de “Portugal sempre”, “Portugal independente” e “ninguém cala a nossa voz”.

Os dois grupos, sempre separados, dirigiram-se depois para o meio da praça do Martim Moniz, tendo o grupo de jovens começado a cantar a “Grândola”.

Em declarações aos jornalistas, Miriam Zaluar, que integrava o grupo de jovens que gritou palavras como “fascismo nunca mais” aos apoiantes do PNR, garantiu que o intuito não foi provocar aquele grupo.

“Viemos espontaneamente, pessoas de várias áreas do movimento social, mas não há nenhum partido político”, assegurou, considerando que no momento que se vive no mundo “faz sentido novamente as pessoas levantarem-se contra o fascismo, contra o nacionalismo, contra estas ideologias extremamente perigosas que se estão a desenhar em diversos países”. (com base em texto da agência LUSA)

(TV) CNT estreia canais de televisão na internet


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Este projecto embrionário de uma televisão libertária está já em marcha e consta de três canais: cnTv , cnTv +1 e cnTv música (videoclips). Na maior parte do tempo, estes canais estão dotados de conteúdos anarquistas (filmes, documentários, conferências, videoclips, concertos….). Deste modo, diariamente é oferecida uma programação diferente para os internautas. É uma proposta interessante, que nasceu na CNT Puertollano, e que merece a pena dar a conhecer e difundir.

Para dar um exemplo, a programação de hoje e amanhã:
Programação (hora de Madrid)
Sun Sep 28 2014
(Pel)17:27:51 El anarquismo no es un delito
(Mus)17:49:10 A Las Barricadas Himno Anarcosindicalista con Letra
(Doc)17:53:05 22M CNT Conquistar La Dignidad en Madrid
(Doc)18:04:24 Cambiando los paradigmas de la educacion
(Doc)19:11:37 Ciudades inteligentes y conectadas con las personas.
(Doc)19:14:35 Un pueblo en armas
(Doc)20:04:53 La gran historia de la guerra civil – 1
(Doc)20:50:45 La gran historia de la guerra civil – 2
(Doc)21:37:20 La gran historia de la guerra civil – 3
(Doc)22:23:31 La gran historia de la guerra civil – 4
(Doc)23:08:39 La gran historia de la guerra civil – 5
(Doc)23:54:50 La gran historia de la guerra civil – 6

Mon Sep 29 2014
(Doc)00:41:31 La gran historia de la guerra civil – 7
(Doc)01:27:36 La gran historia de la guerra civil – 8
(Doc)02:14:12 La gran historia de la guerra civil – 9
(Doc)03:00:22 La gran historia de la guerra civil – 10
(Doc)03:47:10 La gran historia de la guerra civil – 11
(Doc)04:32:14 La gran historia de la guerra civil – 12
(Doc)05:18:08 Cronicas – Los del monte (los maquis)
(Doc)06:01:48 El maquis, el movimiento guerrillero en Andalucia 1936-1952
(Doc)07:07:37 El maquis, el movimiento guerrillero en Galicia, Leon y El Bierzo
(Doc)08:47:17 Los ultimos milicianos: guerrileros en los montes de Toledo
(Doc)09:32:39 la partida de Giron
(Doc)10:32:27 La guerra civil. Los ultimos guerrileros
(Doc)11:26:35 Sacco and Vanzetti (Peter Miller, 2006)
(Doc)12:48:16 Angel Pestana: el obrero espanol que se enfrento a Lenin
(Pel)12:56:00 Acratas
(Pel)14:09:14 Solidaridad Petroleros de las Heras Barcelona CNT AIT 25jul2014
(Pel)14:12:44 Casas Viejas – 1/2
(Pel)15:20:48 Casas Viejas – 2/2
(Pel)16:30:42 Carne de Fieras 1936, Armand Guerra
(Doc)17:33:55 De toda la vida (mujeres libres)
(Doc)18:22:16 Punto de Mira – Dictadura energetica
(Doc)18:50:18 Huerto urbano con auto-riego casero
(Doc)18:52:58 Por su seguridad, le estamos grabando: SITEL lo sabe
(Pel)19:14:56 Furia libertaria. Primer mitin de CNT en 1977
(Doc)19:33:15 Quien vigila a los vigilantes?
(Pel)19:44:03 Nosotros Somos Asi
(Pel)20:14:51 Barrios bajos (1937)
(Pel)21:46:18 El hombre que plantaba arboles
(Doc)22:17:32 Redes 114. Inteligencias multiples
(Pel)22:46:20 Aurora de esperanza (1937)
(Pel)23:45:25 Hijos del Pueblo 2003, Trabajadores Anarquistas FORA AIT

(Lisboa) Estudantes da António Arroio em luta frente ao Ministério da Educação (fotos de ‘guilhotina info’)


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Cerca de duas centenas de alunos da Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa, estiveram, a passada quinta-feira a protestar em frente ao MEC contra a falta de docentes.

Há 53 professores de Técnicas Especiais em falta e, por isso, as aulas ainda não começaram e não há sequer previsão de quando possam começar.

aqui: https://www.facebook.com/guilhotina.info/photos/pcb.634467033336443/634466946669785/?type=1&theater

A Escócia e as soberanias no século XXI


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GRAZIA TANTA

1. Os escoceses, como qualquer outro povo, têm o direito indiscutível e inalienável de escolher, sem coações, ameaças ou interferências, o seu enquadramento político e as relações com outros povos. Se entendem não aceitar a autoridade de Westminster ou de Downing Street, sob o chapéu tutelar de uma rainha e preferem uma gestão estatal de maior proximidade, têm esse direito; o referendo, a realizar-se na base da liberdade de expressão e de escolha dos escoceses, não merece verberação; se os escoceses pretendiam afrouxar o nível de relações institucionais com ingleses, galeses ou norte-irlandeses, isso cabe ao direito de associação que se considera irrecusável, aplicado a povos ou grupos mais restritos de pessoas.

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