(Lisboa) Manifestação antifascista contra concentração do PNR no Martim Moniz


Uma centena de apoiantes do Partido Nacional Renovador (PNR) concentrou-se ontem no Martim Moniz sob o lema da “reconquista”, numa ação que mereceu protestos de um grupo de jovens que gritou palavras  de ordem como “fascismo nunca mais”.

A ação do PNR tinha o ponto de encontro marcado para a frente de um hotel no Martim Moniz e foi daí que cerca de uma centena de apoiantes do partido partiu em direção ao um dos centros comerciais daquela praça do centro de Lisboa.

Em fila, os apoiantes do PNR percorreram apenas alguns corredores do centro comercial, dirigindo-se de seguida para o outro espaço que existe no Martim Moniz, zona onde normalmente se concentram muitos imigrantes e onde existem inúmeras lojas chinesas, indianas, entre outras.

Contudo, quando os apoiantes do PNR se preparavam para entrar no segundo centro comercial, cerca de meia centena de jovens, que desde o início seguiam ao longe os movimentos dos apoiastes do PNR começaram a gritar palavras como “nazis”, “fascistas” e “25 de abril sempre”.

De imediato o dispositivo policial que se encontrava no local, com cerca de uma dezena de agentes, colocou-se entre os dois grupos, que nunca chegaram a estar a menos de 10 metros um do outro, separados por um pequeno cordão de polícias.

Do lado do PNR, a resposta veio com gritos de “Portugal sempre”, “Portugal independente” e “ninguém cala a nossa voz”.

Os dois grupos, sempre separados, dirigiram-se depois para o meio da praça do Martim Moniz, tendo o grupo de jovens começado a cantar a “Grândola”.

Em declarações aos jornalistas, Miriam Zaluar, que integrava o grupo de jovens que gritou palavras como “fascismo nunca mais” aos apoiantes do PNR, garantiu que o intuito não foi provocar aquele grupo.

“Viemos espontaneamente, pessoas de várias áreas do movimento social, mas não há nenhum partido político”, assegurou, considerando que no momento que se vive no mundo “faz sentido novamente as pessoas levantarem-se contra o fascismo, contra o nacionalismo, contra estas ideologias extremamente perigosas que se estão a desenhar em diversos países”. (com base em texto da agência LUSA)

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