[Portugal] Praxes: uma análise anarquista


praxe

Sobre o recente acontecimento, de Janeiro de 2014 (*) , numa praia de Portugal, em que, em obediência cega a uma praxe de uma Universidade, vários alunos caloiros (do 1º ano) se viram obrigados a enfrentar um mar bravio, o que causou a sua morte – tratavam-se de estudantes de uma Universidade de Lisboa mas podia ser de outra qualquer – ocorre-me situar este fato num contexto mais geral, o que não deixa de ser o mesmo contexto: a iniciação hierárquica, autoritária, a anulação do indivíduo enquanto ser individual, a repressão como exemplo, esperando-se a reprodução deste esquema de valores pelas vítimas.

Isto existe em escala pequena e em maior escala. Toda a vida nesta sociedade é baseada na violência das iniciações ritualísticas, seja através das práticas religiosas, nas próprias escolas desde tenra idade, mais tarde nas universidades, locais de trabalho, exército, forças armadas, até entraram portas dentro, na nossa intimidade muitas vezes. Sim, falo das relações familiares, entre pais e filhos/as, entre companheiros/as de vida. Também em termos da nossa vida coletiva. Em relação à coação para se votar, ao ato de votar e delegar num representante qualquer a nossa vida, para se fazer parte das maiorias…a sanção ao individual, a humilhação do diferente, a ostracização das amantes da liberdade. A repressão política, a perseguição dos/as lutadores/as, rebeldes…os que dizem não!

As PRAXES são odiosas, violentas, traumatizantes e criminosas. Não se destroem por decretos, menos ainda por oportunismos políticos, venham donde vierem…erradicam-se lutando diariamente em termos pessoais e coletivos.

Por uma sociedade sem deuses, sejam o dinheiro ou outros quaisquer, por uma sociedade fraterna, entre iguais, sem hierarquias, uma luta a assumir e depressa que os tempos estão cada vez mais fascizantes, pois isso é outra das PRAXES: quando o capitalismo necessita, o verniz democrático estala e mostra a face mais tenebrosa da mesma face da moeda: o neonazismo, sob vestes novas, claro está.

Individualidade anarquista

(*) na realidade a 15 de Dezembro de 2013

aqui: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10202720124627229&set=a.3381384776392.2127142.1322626911&type=1&theater

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