Mês: Novembro 2014

Alentejo é nome de mundo


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 (Agora que o Cante Alentejano foi colocado pela Unesco nos domínios do património imaterial da Humanidade, talvez faça sentido dar a ler, ou recordar, o texto que dei a lume – o primeiro a aparecer no Brasil sobre este tema – na página cultural MUSA RARA, dirigida pelo poeta e publicista Edson Cruz.)

Tenho seguido com algum interesse, alguma curiosidade e certa nostalgia as notícias e demais parafernália que vai rodeando o tentame, absolutamente correcto e bastante justificado, de conseguir que o “cante alentejano” seja considerado património cultural da humanidade.

Creio que o é já, independentemente de as entidades oficiais darem de maneira formal o seu assentimento. Tal como o flamenco, maravilha musical maior de “nuestros hermanos”, o cante alentejano é indubitavelmente uma das fórmulas vocais e poéticas mais belas que a imaginação, caldeada por anos de adequação intrínseca, deu à voz humana organizada num jeito peculiar.

Gostaria de pensar, de concluir e finalmente certificar que este movimento não está nem estará orientado – e muito menos capturado – por intenções de sectores que, por radical conceptualidade que pelos anos lhe tem sido própria, usam tentar colonizar todas as coisa que pareçam, ou se lhes antolhem, fazer aumentar a sua influência na manobra política e social.

O que no Alentejo, pelo tempo fora, tem sido por vezes demasiado usual…

Nicolau Saião (por email)

(Brasil) De 5 a 7 de Dezembro um grande festival do filme anarquista em São Paulo


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De 5 a 7 de Dezembro vai decorrer em São Paulo, no Brasil, o 3º Festival do Filme Anarquista e Punk em que vai ser projectado um conjunto vasto de filmes oriundos de diversos países. O programa provisório do Festival inclui sessões dedicadas à América Latina, 200 anos de Bakunine, Guerra Civil espanhola e outros temas:

* SESSÃO “ANARQUISMO NA AMÉRICA LATINA I”

–  (A)narquistas en Tucuman | ESTRÉIA
(Documentário | 8 min. | 2014 | Jose Saravia | Argentina)

(A)narquistas en Tucuman reúne alguns fatos e personagens históricos do movimento anarquista da província argentina de Tucuman, a partir de entrevistas com militantes, escritorxs e familiares. Este curta é parte de um projeto maior, que produziu entrevistas mais longas que retomam as memórias anarquistas da localidade.

(mais…)

(Cacilhas) Debate em torno d’ “O falso princípio da nossa educação”, de Max Stirner


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“A máquina da escola” – Francesco Tonucci
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Sábado, 29 de Novembro, no Centro de Cultura Libertária de Cacilhas

17.30 – Círculo de leituras anárquicas: 

“O falso princípio da nossa educação” de Max Stirner

20.00 – Jantar vegetariano

Juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.

O texto segue em anexo e está disponível na livraria do CCL.

Não existe, portanto, nenhuma necessidade de «concordância entre a escola e a vida», mas sim que a escola seja vida e que, aí como noutros sítios, se dê a cada pessoa como tarefa a revelação de si mesma. A educação universal da escola deverá ser uma educação para a liberdade e não para a submissão. A verdadeira vida é ser livre.” Max Stirner

(Porto) Começam hoje as iniciativas de comemoração do 34º aniversário da Associação “Terra Viva”


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34º ANIVERSÁRIO da ASSOCIAÇÃO DE ECOLOGIA SOCIAL  “TERRA VIVA”

CONVITE

Vimos por este meio convidar-vos para participar no assinalar deste 34º aniversário da nossa associação, cujo programa será o seguinte:

27 Nov. (quinta-feira) 21.30 h. na nossa sede – Rua dos Caldeireiros, 213, Porto (Cordoaria)

Pequena sessão de informação (entrada livre):

“Emergência da Ecologia-social libertária e as nossas atividades”.(c/  apresentação de “PowerPoint” e fotos sobre as nossas atividades )

29 Nov. (sábado) 20.00 h. na nossa sede (inscrição pelo email terraviva@aeiou.pt ou

telemóvel 967694816 ) :

Jantar/Convívio  c/ castanhas, pataniscas de plantas silvestres e CANTO ECOLÓGICO/SOCIAL

30 Nov. (domingo)10.00 h. – encontro às 9.45 h. na porta central da Estação de São Bento

Passeio-pedestre/pique-nique no vale do rio Ferreira (entre Azenha -Valongo, aldeia de Couce, Azenha do Vicente – S.Pedro da Cova).  Orientação, leitura de mapas e reconhecimento de plantas silvestres medicinais e comestíveis.

Bem vindas e bem vindos terraviventes e amigas e amigos da Terra Viva

“Ecologia social é o estudo dos sistemas humanos em interação com os sistemas ambientais”

(Murray Bookchin)

aqui: http://terravivaporto.blogspot.pt/

(Lisboa) Apresentação do filme “bambule” de Ulrike Meinhof na RDA69


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Bookbloc feminista
Quando: quinta-feira, 27 de novembro às 21:30
Onde: RDA49 – Regueirão dos Anjos, porta 49
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Um filme para televisão, “bambule” (parece que o “b” em caixa baixa é intencional) está intrinsecamente ligado à história do grupo Baader-Meinhof. Esta profunda ligação foi o que transformou este telefilme “menor” num dos grandes “filmes perdidos” durante quase 25 anos.
“bambule”, produzido pela Sudwestfunks, emissora pública regional de Estugarda, tinha como data prevista para estreia na Alemanha o dia 14 de Maio de 1970, na emissora pública ARD. Mas o filme foi retirado do alinhamento, uma vez que a sua escritora, Ulrike Meinhof, se tornara, quatro dias antes, a fugitiva mais procurada da Alemanha, pelo seu envolvimento na fuga de Andreas Baader à custódia policial, em Berlim.
O que era um retrato efectivo e evocativo da vida num reformatório feminino, ganhou proporções de “nitroglicerina” política, tendo permanecido fechado e inacessível nos arquivos da emissora durante décadas.
O filme conta a história de várias raparigas nas franjas da sociedade, confinadas a um internato estatal e cujas condições levam a uma violenta insurreição.
O seu roteiro foi baseado numa série de entrevistas que Meinhof conduziu com essas jovens, assim como no convívio que a mesma estreitou com várias delas – que hospedou em sua casa (uma delas, Irene Georgens, viria a se tornar membro da RAF). Essa casa é, no filme, claramente o análogo de uma prisão e, também, um microcosmos da sociedade alemã como um todo. À instituição total figurada na casa não se opõem espaços de liberdade, mas essa simplesmente concentra e explicita uma espécie de dominação generalizada, como se verá na breve tentativa de fuga encetada por uma das jovens.