25 anos da implosão das ditaduras “socialistas”: cada regime totalitário que cai é motivo de festa para quem sofre


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Passam hoje 25 anos sobre a queda do muro de Berlim que separava as duas Europas capitalistas. De um lado, a Europa do capitalismo liberal, do outro a Europa do capitalismo de estado. Muito (ou quase nada) as dividia: de um lado, o poder era exercido em nome do Capital e dos senhores do dinheiro. Do outro, alegadamente, em nome dos “trabalhadores” e (não se riam!) “do socialismo”. Nunca o foi: foi sempre em proveito de uma classe dirigente, capitalista, burocrática, que usou o poder do partido como mecanismo de opressão sobre toda a sociedade. Fazendo o que os estados totalitários sempre fizeram: esmagando as liberdades individuais e colectivas, transformando cada trabalhador numa peça de um mecanismo responsável pela morte, pela tortura e pela deportação de milhões de pessoas ao longo de uma ditadura de mais de 50 anos.  Hoje o mundo está melhor. Há ainda muitos muros para destruir, muitas janelas para abrir, mas a implosão, por dentro, das ditaduras do sistema soviético foi uma lufada de ar fresco cujos efeitos plenos ainda hoje não se fazem sentir na sua plenitude. Há franjas – cada vez mais insignificantes – que ainda estão ligadas a este terror que matou milhões de seres humanos a leste – em nome da liberdade e da igualdade, diziam eles. Um deles ainda é o PCP que não se redimiu do sangue que tem colado aos seus “pergaminhos”. Nada que Bakunin há mais de cem anos não tivesse antecipado: “Liberdade sem socialismo é privilégio, injustiça; socialismo sem liberdade é brutalidade e escravidão.”

Hoje como ontem a denúncia e o combate a todo o tipo de ditaduras – sejam do capitalismo liberal, sejam do capitalismo centralizado no Estado – é um imperativo dos libertários e dos anarquistas em geral. Hoje, como há 25 anos, há que assinalar a queda dessa “muralha de pedra” que fazia dos cidadãos do bloco leste prisioneiros e reféns na sua própria terra. À nossa medida, a queda do muro de Berlim pode ser comparada ao 25 de Abril. Com uma diferença: aqui, em Portugal, foram os militares que impuseram um golpe de força e levaram à queda do regime fascista; do outro lado do muro, foram milhões de mãos e de corpos que, fartos da privação de liberdade e de voz que lhes foi imposta em nome do “socialismo autoritário”, afastaram as pedras do cárcere e construíram janelas de liberdade.

Independentemente daquilo que seja hoje o seu quotidiano, com menos ou mais direitos, com menos ou mais satisfação material (como em Portugal), a queda do muro foi o abrir de uma porta, de muitas portas,  por onde o ar entrou de rompante e continua a entrar, destruindo o cinzentismo bafiento, repressivo e autoritário de regimes déspotas e totalitários que, como os do capital, deveriam ter os dias contados, mas que ainda persistem como peças de museu em países como a Coreia do Norte, a China (e a sua economia selvagem), Cuba (onde a “abertura” está a entregar os mais variados sectores da economia aos militares) ou nalgumas ditaduras peculiares ainda vigentes em África, como é o caso de Angola.

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