(filme) “Black Bloc”: a curta-metragem que não agradou a alguns banqueiros que queriam “ver a revolução”, mas não tanta…


bloque negro

Ao contrário do que se costuma pensar, o Black Bloc não é um movimento, mas sim uma táctica de mobilização e manifestação. O francês Noe Vitoux (1984) realizou uma curta-metragem de três minutos sobre as suas actividades antiglobalização para um concurso no Brasil organizado pela plataforma de crowdfunding KissKissBankBank e o Banco Postal sob o tema ‘Era uma vez uma revolução’. A obra foi recusada pelos banqueiros, alegando que para além de ser contrária à ordem pública, incitava à violência.

É costume chamar-lhes Black Bloc porque usam roupas escuras e capuzes para se ocultarem da polícia. Ainda que se trate de uma técnica especialmente utilizada pelos anarquistas e grupos anti-sistema, foram apropriadas inclusivamente pro grupos nazis.

A curta-metragem de Vitoux tem por título “Black Bloc: uma história de amor e violência”. Foi filmado no Brasil e retrata as actividades de um par de activistas antisistema. O trabalho foi posteriormente promovido nas redes sociais com uma pergunta quase retórica: “Realidade ou ficção?” A julgar pelas imagens tem algo de ambas.

A película narra a história de uma jovem encarcerada por vandalismo e uma espécie de romance surgido entre as chamas e as barricadas. O ritmo é trepidante e a realização mais do que notável. Granadas, projécteis, gazes lacrimogéneos, ataques ao coração do sistema e muita violência, em paralelo com a relação sentimental que surge entre os dois activistas que protagonizam o filme. A curta metragem é falada em português.

A moral conceptual da história podia resumir-se deste modo: “Porque é que sou eu que estou na cadeia por vandalismo? Porque não são vocês?” Ambas as perguntas apoiam-se numa ideia comum entre os movimentos antiglobalização: “Não há maior violência do que a exercida pelo sistema  contra os seres humanos que subjuga e empobrece”.

Com esta posição estava mais do que visto que o júri do concurso para o qual Vitoux realizou este filme ia desqualificar a película. De facto, nem sequer foi admitido entre os trabalhos em competição. Segundo parece, a revolução em que o realizador apostava não agradava aos organizadores do concurso. Pelo seu lado, o francês considera que é completamente inaceitável que a curta-metragem tenha sido recusada. “Para começar, não creio que atice a violência”, afirma. “Pode-se chamar violência à destruição de bens? E, por outro lado, não havia nenhuma cláusula que fizesse referência à proibição de curtas que incitassem à violência”.

Aqui: http://www.diasporas.es/2015/01/el-corto-del-bloque-negro-que.html

Através de: http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2015/01/black-bloc-el-cortometraje-que-disgusto.html

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