Há 95 anos no Teatro Garcia de Resende…


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… estreava a peça “Ordinário… marche!”, de Bento Mântua, pelo grupo dramático “Aurora Social”, da União dos Sindicatos Operários de Évora, filiada na Confederação Geral do Trabalho, central sindical anarco-sindicalista. O grupo era amador, composto por trabalhadores, destacando-se a encenação de Joaquim Nogueira (que era o coordenador da USO) e que também protagonizava um dos personagens. O espectáculo destinava-se a angariar fundos para a Escola Francisco Ferrer, que adoptava a pedagogia libertária do pedagogo anarquista catalão fuzilado pela direita reaccionária em Barcelona, em 1909. Quer a União de Sindicatos, quer a Escola Francisco Ferrer, funcionavam num edifício na Praça Joaquim António d’Aguiar, 14, mesmo ao lado do Teatro Garcia de Resende (edifício esse hoje transformado em Centro Comercial).

Francisco Mântua foi um dramaturgo muito conhecido durante a primeira república. Simpatizante libertário e autor de peças de teatro social e anticlerical, foi representado por muitos grupos amadores organizados em sociedades recreativas ou nos sindicatos. Teve ainda a particularidade de ter sido presidente do Sport Lisboa e Benfica entre 1917 e 1926 (quando o futebol ainda não tinha o peso nem era o negócio que é na actualidade).

Quão diferentes de hoje eram os tempos do anarco-sindicalismo e de um sindicalismo de combate que envolvia todos os aspectos da vida e não se enredava nas teias do combate politico-burguês!

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