Dia: Janeiro 31, 2015

(Comunicado AIT-SP) Trabalho forçado não!


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Contratos de Empregabilidade e Inserção

Eis um novo nome para trabalhos forçados e uma nova forma do Estado promover a precariedade dentro e fora dele. Contratos que não são de empregabilidade, porque não te garantem emprego, nem são de inserção, porque apenas és inserido na escravatura contemporânea.

Esta forma de terrorismo laboral serve para camuflar a verdadeira estatística do desemprego (tal como os cursos de formação e a emigração), para fomentar a desregulamentação laboral (tanto em salário, como em horário, vínculo e direitos), incentiva a desmotivação e a marginalização e não satisfaz as necessidades das pessoas.

Herdeira do ex-programa ocupacional de emprego (POC), ofende a dignidade dos trabalhadores chantageados pelo centro de (des)emprego que desempenham funções permanentes (ilegalmente) em autarquias, instituições estatais, entidades de “solidariedade” social (IPSS), em áreas como a saúde, escolas, segurança social (vão agora substituir 700 empregados), centros de dia, recolha de lixo, etc., e até na ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho). Por vezes são gozados pela entidade empregadora quando lhes dão expectativas de um contrato, o que é sempre uma farsa e pode criar quebras emocionais.

É um exército de voluntários à força para diminuir o poder reivindicativo e para aumentar o lucro não só do capitalismo de mercado, mas também do Estado.

Há cerca de 100 mil pessoas nesta situação ultrajante e ignóbil que não têm os mesmos direitos (de contrato, retribuição e protecção a acidentes/doenças profissionais…) do que outros assalariados com quem trabalham ombro a ombro, o que vai provocar atritos e divisões, em benefício de quem os explora a todos (“dividir para reinar”).

Não somos colaboradores, como agora nos chamam, não colaboramos com esta tortura social, a par com os estágios, as máfias das E.T.T. (empresas de terrorismo temporário), etc., mas o que podemos fazer além de denunciar este crime? Propomos que nunca se deixe de lutar quotidianamente, que nos auto-organizemos por locais ou empresas e usemos as tácticas eficazes da sabotagem, várias formas de greve (de zelo, por exemplo), solidariedade e acção directa, que há uma centena de anos atrás levaram à conquista de melhores condições de trabalho e de vida.

28/01/2015

AIT-SP

http://ait-sp.blogspot.pt/2015/01/trabalho-forcado-nao_30.html

(Uma posição anarquista) Em defesa da TAP pública, mas não do Estado


a tap

Este sábado vai realizar-se uma manifestação em Lisboa contra a privatização da TAP. Solidários com os trabalhadores e com a função social da empresa, os anarquistas não consideram que a privatização seja uma solução, mas também criticam a gestão estatal, entregue aos partidos políticos e à sua casta de boys e girls. Defendemos, por isso, a socialização – e não a estatização – deste tipo de grandes empresas.

Os anarquistas são contra a propriedade privada dos meios de produção. Entendemos que a riqueza criada duma forma colectiva deve ser gerida e distribuída também de uma forma colectiva.

Embora sendo os anarquistas contra a propriedade privada, a tutela pelo Estado das empresas ou das grandes corporações também não nos parece ser uma boa solução. A estatização das empresas e a gestão estatal, com administrações nomeadas pelos governos, entregues à lógica política dos boys e das girls em representação dos partidos políticos, na maior parte dos casos sem a mínima noção dos sectores que vão gerir –  ou, se a têm, estão mais interessados em tirar dividendos partidários -, tem sido, como se comprova em Portugal, uma porta aberta para as privatizações.

Defendemos, por isso, a socialização das grandes empresas, sobretudo em sectores estratégicos, com uma gestão em que os seus trabalhadores estejam fortemente representados, mas também com representação dos sectores com elas directamente relacionados.

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