Dia: Fevereiro 3, 2015

(Vivam os que lutam) Até sempre, companheiro!


in memoriam 1

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(recebido por email)

Esta música tem uma mensagem, dedicada ao Ricardo e a todos os que o seguem na sua acção (aqui)

(Carlos Taibo) Candidaturas municipais e partidos como ‘Podemos’ nada têm a ver com o espaço libertário


carlos taibo 15M

Carlos Taibo usando da palavra, em Madrid, durante o 15M (2011)

Duas perguntas na rádio

“A deriva de ‘Podemos’ é a de um partido guarda-chuva (*) que não duvida em defender as forças armadas enquanto garante da soberania, assume um discurso nacional-patriótico e evita as definições ideológicas, da mesma maneira que o fez o PSOE em 1982.”.

Carlos Taibo

Há umas semanas, numa rádio alternativa, perguntaram-me se não era verdade que o municipalismo tem uma profunda raiz libertária. Respondi com uma evidência: o municipalismo libertário tem uma profunda raiz libertária, mas aplicar este adjectivo a qualquer proposta municipalista é um erro. O que sempre se defendeu no mundo libertário é o município livre, autogestionado e descentralizado. Tal proposta, que é a nossa, muito dificilmente pode confundir-se com a dos projectos que acatam a lógica das instituições e das suas escolhas, como é o caso da maioria dos que têm proliferado nos últimos meses. Não será de mais acrescentar que estes projectos municipalistas de que vos falo assumem a presença de forças políticas que não têm qualquer característica libertária. Para que, por fim, nada lhes falte, nem sequer se pode invocar a discussão que a CUP (**) catalã colocou quando decidiu concorrer a eleições municipais em pequenos núcleos populacionais nos quais, pelo menos no papel, era imaginável a utilização de formas de democracia directa. Obviamente não é este o horizonte que invocam ‘Guanyem’ (***), em Barcelona, ou ‘Ganemos’ (***), em Madrid e a maioria dos ‘Ganemos’ que conhecemos.

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