Mês: Fevereiro 2015

Eurodeputado do Syriza pede desculpa por ter participado “nesta ilusão”


ManolisGlezosMEP-main

O politico mais velho do Syriza, de 94 anos, herói da resistência na 2ª Guerra e deputado europeu, Manolis Glezos, opõe-se à decisão do seu partido de alargar o programa de assistência da Zona Euro.

“Antes que seja tarde demais:

O facto da Troika ter sido renomeada “as Instituições”, o Memorando ter sido renomeado “Acordo” e os credores terem sido renomeados de “Parceiros” – da mesma forma que baptizando a carne de peixe – não altera a situação anterior.

Não podem mudar o voto do povo Grego nas eleições de 25 de Janeiro.

O povo Grego votou naquilo que o SYRIZA prometeu: que nós abolíssemos o regime de austeridade, que é a estratégia não apenas das oligarquias da Alemanha e dos outros países credores mas também da oligarquia Grega; que revogássemos o Memorando e a Troika e toda a legislação da austeridade; que no dia seguinte, com uma lei, abolíssemos a Troika e as suas consequências.

Um mês passou e a promessa ainda não se tornou em acção.

É de facto uma pena.

Pela minha parte PEÇO DESCULPA ao povo Grego por ter ajudado nesta ilusão.

Antes que continuemos na direcção errada, antes que seja tarde de mais, vamos reagir.

Acima de tudo, os membros, os amigos e os apoiantes do SYRIZA, em reuniões urgentes a todos os níveis da organização, temos de decidir se aceitamos esta situação.

Alguns dizem que num acordo também se têm de fazer concessões. Mas como questão de principio, entre o opressor e oprimido não pode haver compromisso, tal como não pode haver compromisso entre o escravo e o tirano. Liberdade é a única solução.

Mas mesmo que aceitemos este absurdo, as concessões que já foram feitas pelos anteriores governos pro-memorando em termos de desemprego, pobreza e suicídio, estão para lá do limite das concessões…”

Traduzido do Inglês de: http://roarmag.org/2015/02/glezos-greek-bailout-illusion/

daqui: http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/30008

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Há 96 anos nascia o diário anarco-sindicalista “A Batalha”, porta-voz da organização operária


A-BATALHA

Passam hoje, 23 de Fevereiro, 96 anos sobre a publicação do primeiro número do jornal A Batalha, “porta-voz da organização operária” e, a partir de Setembro de 1919, data da fundação da CGT, órgão da central operária anarco-sindicalista. Alexandre Vieira, operário tipógrafo, foi o seu primeiro director.

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Roteiro anarco-social para este sábado…


Loja Livre, na Casa Viva (Porto)

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Praça do Marquês de Pombal, 167, Sábado 21 e Domingo 22, das 14h às 19h

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Concertos + conversa sobre lutas e repressão em Espanha e Itália (Setúbal)

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21/02/2015 – 16:00, na  C.O.S.A, Rua Latino Coelho, 2 – Setúbal

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Beijaço: Amor contra a violência! (Porto)

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Praça da República, 17H
O que é e porquê um beijaço?
Beijaço é um tipo de manifestação, que consiste em vários casais se beijarem dentro ou diante de algum lugar em que tenha havido actos de LGBTfobia, que tenha reprimido tal manifestação de afecto previamente, como forma de protesto e repulsa contra a preconceito.
Trata-se da junção do substantivo ‘beijo’ e do aumentativo ‘aço’. O uso do aumentativo denota uma preferência em prol da supervalorização desse tipo de acto de protesto, que é uma forma de afirmação dentro do grupo social e perante a sociedade.
Dia 21 de Fevereiro, 17h, independentemente da tua orientação sexual ou identidade de género, junta-te a nós! Vamos reivindicar o espaço público, na Praça da República, onde ocorreu a agressão sobre a Sara.
Porque basta de homofobia, basta de bifobia, basta de transfobia! As ruas do Porto são de todxs, e todxs temos direito a viver na nossa cidade sem medo e sem violência. Os direitos LGBT são direitos humanos, e todos os direitos humanos são inalienáveis!
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Reunião de Preparação do 8 de Março (Coimbra)

8 de Março

Na República Marias do Loureiro, às 18H.
Como todos os anos, a partir da República das Marias, convidamos a todas as pessoas que quiserem participar na preparação do dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras. O propósito da reunião é criar um espaço de partilha de ideias entre todas as assistentes com o objetivo de preparar e discutir as atividades a ser realizadas.  Apareçam e tragam as suas ideias!
“Nós, Marias da Luta
Maria nua
Nem minha
Nem sua
Maria que sua
que fica nua
que não cala
é Maria da luta!”
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Debate ‘Os anarquistas e a guerra’ (Lisboa)

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BOESG, Rua das Janelas Verdes, 13-1º Esq.

21 Fevereiro 21h: Debate, Os anarquistas e a guerra. Reedição do texto Apontamentos sobre Os Anarquistas e a Guerra de José Tavares.Apresentação da tradução do manifesto A internacional anarquista e a guerra, de 1915.Antes da guerra inter-Estados de 1914-18, os movimentos socialista, sindicalista e anarquista eram declaradamente anti-militaristas, anti-guerra. E, a greve geral revolucionária para impedir a guerra era geralmente aceite. Todavia, quando a guerra estalou rompe-se a solidariedade internacional do movimento operário, e, inclusive, muitos anarquistas adoptaram uma posição «menos intransigente em relação à guerra». Fenómeno que se irá repetir nas guerras que se seguiram até aos dias de hoje…. O texto que vai ser apresentado e de novo lançado descreve, de modo sucinto, essa história.A internacional anarquista e a guerra foi um manifesto contra a guerra de 1914-18 publicado em Fevereiro de 1915. Estava assinado por 36 anarquistas, entre os quais figuravam A. Berkman, E. Goldman. E. Malatesta e D. Nieuwenhuis.Debate sobre alguns posicionamentos de anarquistas sobre conflitos actuais (Kobané/Síria/Iraque, Ucrânia, etc.).

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Debate ‘O que é o TTIP?’ (Algés)

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Acção do TTIP na Fábrica de AlternativasDia 21 de Fevereiro 20:00H – Jantar,
21:30H – Debate.
O que é o TTIP?
Trata-se de um tratado entre a União Europeia (UE) e os EUA sobre comércio e investimento, presentemente a ser negociado no maior secretismo e que visa, entre outros objectivos, desmantelar as barreiras tarifárias e não tarifárias que regulam os negócios. De facto, esses regulamentos que fazem da Europa um bastião da defesa dos consumidores, da saúde pública, dos direitos laborais e do ambiente, representam uma barreira às respectivas normas americanas, muito mais permissivas. A ambição das grandes corporações é portanto reduzir ou até eliminar todos esses constrangimentos. Além disso, há outros capítulos igualmente decisivos, como a liberdade de circulação na internet, o comércio electrónico de dados pessoais, as patentes dos medicamentos e sobretudo o mecanismo que permite às corporações processar os estados sempre que as decisões dos governos ponham em causa os seus lucros.
Não é compreensível ou sequer aceitável que um acordo que vai alterar a vida de todos os cidadãos seja construído sem que os visados tenham conhecimento ou possam ter uma palavra a dizer sobre o seu futuro.

(Nota de Leitura) Eduardo Metzner: Vida e Obra de um Sem-abrigo


Capa Eduardo Metzner

(Eduardo Metzner (1886-1922) morreu faz hoje exactamente 93 anos. Jornalista, panfletário e poeta. Monárquico, libertário e comunista. Recordado agora num livro do investigador da Universidade de Évora, Gabriel Rui Silva. O livro é apresentado hoje, dia 20 de Fevereiro de 2015 às 16,00 horas, no Centro Cultural Casapiano (Biblioteca César da Silva), em Lisboa)

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Nota de leitura: Gabriel Rui Silva, Eduardo Metzner – Vida e Obra de um Sem-abrigo, Editora Licorne, 2014, pp. 94

eduardo_metzner1Eduardo Henrique Metzner nasceu em Lisboa em 20 de Março de 1886 e faleceu na mesma cidade, em 20 de Fevereiro de 1922. Teve uma curta mas intensa vida, marcada pelo infortúnio e a orfandade. Entrou aos oito anos na Casa Pia de Lisboa, onde ficou até aos dezasseis. Ingressou depois no seminário de Coimbra, donde se evadiu, incompatibilizado com a vida religiosa. Afirma-se então como jornalista, panfletário e poeta, embora o seu único livro de versos, Diamantes Negros, só veja a luz três anos após a sua morte, em 1925. Entrega-se ao mesmo tempo a uma vida dissoluta e boémia, enganando a fome a álcool e morfina, que acabará por levar ao trágico desenlace da sua rápida vida.

Há pelo menos três fases da sua produção – uma primeira, entre 1906 e 1908, marcada por panfletos incendiários, de vibrante afirmação libertária e anarquista, em que aparece associado ao grupo carbonário que se reunia no café Gelo, donde saiu o regicídio de 1908; uma segunda, ulterior à morte de Carlos de Bragança e à queda da monarquia, em que a gravocherie anterior continua, mas recaindo agora nas mais eminentes figuras do novo regime, como Teófilo e Bernardino Machado; por fim, uma terceira, balizada pela fundação do jornal A Batalha e pela criação da Federação Maximalista e do Partido Comunista, alinhados então pelo sindicalismo revolucionário ou por teses próximas.

A estúrdia de Metzner não se adequou a uma acção social organizada e o seu nome, tanto quanto a investigação de Gabriel Rui Silva permite dizer, nunca surge nas publicações do sindicalismo revolucionário. Avesso aos constrangimentos naturais dum colectivo, Metzner foi um solitário, um franco-atirador isolado, editor dos seus próprio panfletos, que escrevia num repente, alcoolizado, à mesa dos botequins, como aconteceu em 1911 com a folha Camões morto de fome: ao snr. dr. Teófilo Braga a propósito da santificação do aniversário da morte do cantor das glórias nacionais. Sobre o poema disse o autor: “É um documento histórico que deve ficar como protesto contra a homenagem feita ao génio por cretinos que o apedrejariam ou o matariam à fome se ele vivesse hoje”.

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Algumas sugestões para esta sexta-feira


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Yann Renoult – Conversa sobre a situação do Kurdistão

Hoje, 18, 30 – na Zona Franca dos Anjos – Rua de Moçambique, 42, Lisboa

Grupo Said organiza uma conversa com o fotógrafo Yann Renoult sobre a situação curda, nomeadamente sobre o projeto político inovador do combate armado mas também social do PKK e do YPG/j no Kurdistão Sírio.

https://www.facebook.com/events/1384437905203725/

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Ciclo Estragos do Terrorismo, da Guerra e da Religião na BOESG

20 Fevereiro, 21H: Il Divo: A vida espetacular de Giulio Andreotti
Dir. 
Paolo Sorrentino (Il divo: La spettacolare vita di Giulio Andreotti, 2008) Il Divo… relata a vida de Giulio Andreotti, cobrindo o percurso do político italiano desde o início da década de 1980 até aos finais da seguinte. Este vibrante filme apresenta um vertiginoso drama até que Andreotti cede o poder a Silvio Berlusconi.

Cineclube BOESG 

Todas as sextas a partir das 21h, grátis e sem intervalos.

Cantina BOESG 

E sempre para acompanhar, jantares para paladares anti-gourmet…

Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada 

Rua das Janelas Verdes, 13, 1º esq. Santos (Lisboa)

boesg.blogspot.pt

MANIFESTO: CONSTRUIR UM POVO FORTE PARA POSSIBILITAR OUTRO MUNDO


Capturar

(Manifesto apresentado hoje em Madrid por vários activistas libertários)

Muitas pessoas recordam que na “Transição” a sociedade acreditou que era possível acabar com um regime que se desmoronava para criar novos modelos de ruptura. Lutou-se, mas acabou-se perdendo: os movimentos sociais foram assimilados; as organizações desmanteladas; e as lutas desarticuladas.

Actualmente o sistema enterrou a política do “consenso” e do “pacto social” própria do Regime de 1978 e da chamada Cultura da Transição. Uma forma de organização criada pelo próprio sistema para fazer frente às exigências de transformação social de uma classe operária poderosa e fortemente organizada. Negociar a mudança para que nada mudasse. Uma vez que fomos despojados das nossas referências ideológicas e organizativas e que conseguiram desvanecer a confiança em nós próprios, o regime, apoiado na desculpa da crise, deu por finalizada a estratégia de concertação social e lançou-se de cabeça na imposição do neoliberalismo por decreto com a justificação da crise económica.

Apesar da orfandade e da indefinição que nos foi inculcada como classe durante as últimas décadas, os níveis de descrédito e de afastamento que o sistema alcançou fez com que nos tivéssemos procurado e reencontrado novamente nas ruas e praças para enfrentar com ânimo a defesa das nossas liberdades e dos bens comuns frente a uma elite que deles se quer apropriar a preço de saldo.

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(Estado Espanhol) Face aos projectos eleitoralistas, espaços e activistas libertários procuram novas formas organizativas


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No Estado Espanhol continua viva a discussão em torno da necessidade de criar organizações que coordenem a actuação dos diversos espaços e activistas libertários, cuja acção decorre sobretudo junto dos movimentos sociais.

No campo sindical, o espaço libertário possui duas organizações fortes, a CNT e a CGT (sendo mesmo, em número de militantes, a CGT a terceira central sindical no Estado Espanhol, depois das CCOO e da UGT), mas no campo específico do movimento libertário têm sido criadas diversas estruturas com pouco peso e pouca relevância.

A FAI junta somente alguns grupos e mesmo assim, apenas de afinidade, quando hoje muitos militantes preferem organizar-se por locais de residência ou por interesses específicos.

Na Catalunha existe já desde há algum tempo o projecto de criação de uma organização de coordenação libertária – o Procés Embat -, enquanto que diversos activistas têm avançado propostas também nesse sentido, como é o caso de Carlos Taibo.

“Construindo um povo forte”

Hoje uma nova proposta nesse caminho foi apresentada publicamente em Madrid. Sob o lema “Construindo um povo forte”, o manifesto agora divulgado refere que “é o povo, e não os projectos ou siglas concretas só por si, quem pode conseguir novos avanços” sociais.

Segundo o Periódico Diagonal, este novo projecto pretende servir de espaço de confluência para colectivos e pessoas que, face aos projectos surgidos à volta da via eleitoral, apostam pela mobilização a partir de baixo.

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