Day: Março 6, 2015

Duas propostas para esta sexta-feira


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Inauguração de “Exposição de pranchas originais de BD de José Smith Vargas”

Oficina Divagar – Rua Serpa Pinto, 4, 1ºD – Almada, 21H

Exposição individual com cerca de uma centena de pranchas originais de banda desenhada de José Smith Vargas (colaborador do jornal MAPA). É na fantástica Oficina Divagar em Almada (perto da Casa da Cerca) e às 21h bebe-se um copo…

até 28 de março

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Cineclube BOESG – Confissões de um polícia infiltrado (Confessions of an Undercover Cop, 2011)

Biblioteca BOESG – Rua das Janelas Verdes, 13, 1ºEsq – Lisboa, às 21H

Documentário que narra a história de Mark Kennedy, o agente da polícia inglesa que durante 7 anos trabalhou infiltrado em diversos grupos de activismo político em toda a Europa, levando uma vida dupla sem levantar qualquer suspeita durante vários anos.

http://boesg.blogspot.pt/

(8 de Março) Dia da Mulher Trabalhadora: ‘sem feminismo não há revolução social possível’


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Tu, que és rebelde, com consciência política, que participas, que és militante… Lamento dizer-te companheira que, por muito que te façam crer, não vivemos na Utopia igualitária; que ainda não fomos capazes de transformar as estruturas políticas e sociais, de criar consciência, de nos educarmos naquilo que o feminismo significa. É mais fácil construir uma consciência crítica anticapitalista do que uma consciência crítica antipatriarcal. Não é nada fácil fazê-lo numa sociedade dominada pelo capitalismo patriarcal em que o assédio, os maus-tratos, a exploração, a desigualdade fazem parte de um sistema que é apresentado quase como natural, que em geral não apreendemos como sendo um sistema de opressão, porque não se manifesta duma forma apenas material ou física, mas sim também através do simbólico, do psicológico e da auto-construção pessoal.

Por isso, o feminismo continua a necessitar da nossa força e do nosso impulso, mais ainda nestes dias em que estamos a sofrer uma clara ofensiva contra os direitos e as liberdades. Devemos continuar a denunciar a diferença salarial entre homens e mulheres, criticar os estereótipos de feminilidade e masculinidade hegemónicos, promover a solidariedade e, sobretudo, começar a mudar a maneira de nos construirmos como pessoas, eliminando a violência machista que vivemos no nosso quotidiano: em casa, na rua, no trabalho, e destruindo esse velho mundo que concede uma série de privilégios pelo simples facto de se ter um pénis.

Só o nosso fortalecimento enquanto mulheres tonará possível a igualdade.

Nós somos e seremos o que queremos ser e não aquilo que querem que nós sejamos.

Sem feminismo não há transformação ou revolução social possível.

CNT-AIT Almería

aqui: http://portaloaca.com/articulos/antipatriarcado/10045-sin-feminismo-no-hay-revolucion-social-posible.html

A questão da terra


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Filipe Nunes,  Castro Verde (*)

Dois acontecimentos em 2014 justificariam um olhar sobre aquela que foi a grande bandeira de Abril no Sul: a Reforma Agrária. Ou numa denominação mais neutra sobre a Questão da Terra. Refiro-me ao caso dos rendeiros da Herdade dos Machados (Moura) e às últimas empreitadas do regadio do Alqueva.

A expressão mais conhecida da contrarreforma agrária de Sá Carneiro fora precisamente a “entrega de terras” em 1980 nos Machados, tirando benefício do fosso aprofundado desde o início entre pequenos e médios agricultores e os trabalhadores agrícolas já então acantonados nas Unidades Colectivas de Produção (UCP).

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