Day: Março 8, 2015

8 de Março, Dia da Mulher Trabalhadora no Alentejo: uma caricatura


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O Dia da Mulher Trabalhadora é, como o 1º de Maio, um dia de luta pela igualdade entre homens e mulheres. Igualdade de oportunidades e de possibilidades. Para que o sexo de cada um – e as escolhas a ele inerentes – não seja obstáculo à realização pessoal e colectiva. Para que a trabalho igual corresponda salário igual. Para que, escravizado no trabalho, o homem não escravize a mulher em casa

O Dia da Mulher foi criado para ser um dia de luta. De afirmação. De solidariedade entre iguais tendo sempre em vista não os remendos nesta sociedade, mas a construção de uma sociedade diferente, igualitária, solidária, cooperativa e colaborativa – logo anti-capitalista.

Como seria de esperar, não o entendem assim os poderes vigentes, afirmem-se eles de esquerda ou de direita. Da direita já sabemos as linhas com que se cosem. Da esquerda também. O mercado tomou conta de tudo à esquerda e à direita, numa sofreguidão que a todos devora.

O Dia da Mulher foi transformado no dia da mulher objecto que se presenteia só porque é dia da mulher, a quem as grandes superfícies comerciais oferecem descontos em ferros de engomar ou em máquinas de café, em que se organizam almoçaradas sem qualquer objectivo, muitas vezes com bailarico no fim, se vai ao restaurante, às discotecas, a clubes de strip masculino e se oferecem flores e chocolates às caras metades ou às namoradas. Sem uma única reivindicação, sem um único protesto, sem uma única ideia de fundo, num país onde todos os anos centenas de mulheres são mortas, agredidas e violentadas só pelo facto de serem mulheres.

Há um ano destes, em Avis, a Câmara da CDU apoiou uma passagem de modelos de vestidos de noiva, outras Câmaras realizam mostras de culinária, este ano em Évora o Dia da Mulher foi assinalado por uma aula de fitness, em plena Praça do Giraldo, organizada pela Câmara da CDU e pelo MDM. Na Junta de Freguesia da Malagueira e Horta das Figueiras, também dirigida pelo PCP, houve direito a uma exposição subordinada ao tema interessantíssimo “A Magia dos Bordados”.

E é a esta caricatura que no Alentejo foi conduzida a luta das mulheres!

sobre o Dia da Mulher: https://www.facebook.com/isaleb.mfc/posts/10200497361514157

(CCL) Comunicado sobre a violência policial


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No dia 19 de Fevereiro, morreu em Setúbal um jovem vítima de uma bastonada da polícia.
Este é mais um caso recente de violência policial, tal como o que aconteceu na Cova da Moura no dia 5 de Fevereiro, quando após a agressão de vários residentes do bairro, aqueles que foram à esquadra pedir explicações ainda foram detidos, insultados e espancados.

Não deixamos passar estes casos e não esquecemos nem perdoamos TODAS as mortes e agressões às mãos da polícia. A repressão policial é algo que marca o quotidiano desta sociedade, desde as operações de fiscalização nos transportes públicos à perseguição aos imigrantes, às rusgas e despejos nos bairros, à perseguição a grupos e indivíduos contestatários. A presença policial em manifestações é já uma violência.

A polícia é um instrumento para manter a desigualdade social e a sua acção tenderá a ser sempre mais forte contra os mais desprotegidos, mas a existência da polícia, como a vemos enquanto anarquistas, é um mal social que afecta todos os grupos e pessoas, independentemente do seu género, raça, idade. É por este motivo que recusamos a existência da polícia.

A violência policial é legitimada se não contestarmos a sua autoridade. Não podemos deixar em paz as esquadras, os bairros e as ruas onde esta violência se manifesta e os responsáveis pela mesma.

Centro de Cultura Libertária

Março 2015

aqui: http://culturalibertaria.blogspot.pt/