(Brasil) Contra a extrema-direita é necessário reforçar os movimentos sociais autónomos


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Hoje no Brasil a extrema-direita saiu à rua. A extrema-direita adepta do nazi-fascismo e da ditadura militar. Há dois dias tinham sido as organizações sociais e políticas próximas do PT e do governo de Dilma, que não se tem poupado a esforços para combater tudo o que cheire a luta operária e movimentos sociais que contestem a actual situação brasileira. Face a este jogo de forças entre o “governismo” e a extrema-direita, a FARJ (Federação Anarquista do Rio de Janeiro) luta para que se consolide um outro caminho: o reforço dos movimentos sociais autónomos.

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Os recentes acontecimentos políticos no Brasil trouxeram o debate em torno do possível impeachment e do golpismo de setores da direita declarada. Duas manifestações estão marcadas, uma para o dia 13, composta de movimentos sociais, partidos e organizações em sua maioria ligadas ao governo e outra dia 15, organizadas por agrupamentos de direita e extrema-direita.

A direita se organiza: dentro e fora do governo

É inegável certa organização e crescimento de organizações de direita, algumas financiadas pelo imperialismo ou por organismos internacionais que estão se mobilizando para combater agendas progressistas. Se os agrupamentos conservadores e da direita sangram o governo com a ideia do impeachment, não há como negar também a presença da política da direita e da burguesia no interior do próprio governo. Os ajustes fiscais neoliberais de Joaquim Levy, a repressão às lutas sociais (processo dos 23 no Rio de Janeiro, mais companheiros da Coordenação Anarquista Brasileira em SC e RS), a política de militarização tocada pelo PT nas favelas (UPP’s e exército), o congresso totalmente conservador, a expansão do plano IIRSA no Brasil e o menor índice de famílias assentadas na história da reforma agrária no país; todos esses elementos indicam o óbvio que com impeachment ou não, o programa da direita já está no poder. Seu trabalho agora é apenas acabar de reorganizar um novo ciclo de sua hegemonia dentro do organismo político da classe dominante: o Estado.

Soluções dentro do sistema não mudam nada para os trabalhadores

Como resposta a mobilização golpista, estimulada por agrupamentos de extrema-direita e setores do imperialismo, o PT vem mobilizar suas bases. Centrais sindicais, movimentos sociais, dentro ou fora da órbita do PT são incentivados a mobilizar-se para defender o governo ou tentar fazer “reforma política” dentro do sistema. Por mais que digam que a luta é por direitos, o sentido dado por essa mobilização é bem claro: defesa do governo Dilma. O mesmo governo que tanto beneficiou a burguesia e arrancou direitos dos trabalhadores. Com a ameaça de impeachment, o PT faz-se de vítima e reforça sua presença nos movimentos sociais que ele utilizou para promover seu pacto de classes e quanto ao PSDB e aos agrupamentos de direita, conseguem surfar na onda do golpismo, fazendo avançar sua política conservadora.

Independente do que aconteça, a política de austeridade, precariedade e repressão aos movimentos autônomos vai continuar, seja com Dilma (PT) ou Michel Temer (PMDB) no poder. O ciclo do PT, que montou uma estratégia desde os anos 80 de fazer as mudanças sociais pelo Estado parece chegar ao fim, e com esse fim, caem as ilusões de que é possível dentro desse aparelho, fazer avançar qualquer tipo de pauta de esquerda.

Abaixo e à esquerda: as lutas de hoje apontam um caminho para o amanhã

A saída para derrotar a direita (dentro e fora do governo) e o golpismo não passa por soluções dentro do sistema político burguês, tampouco atrelando as lutas às pautas do PT. Devemos apoiar os germes de ação direta e poder popular que se anunciam nesse período. Mesmo que sejam tímidas, eles existem e estão aí no horizonte. Lutas sindicais, iniciativas camponesas de trancamento de rodovias, ocupações de terra, prédios públicos e ações populares pela base (Professores, Garis, Estudantes, Sem-tetos, Operários do COMPERJ, Petroleiros, Camponeses/as), contrariam em muitos casos a burocracia/pelegos e se mobilizam contra o cortes de direitos e precariedade desse novo governo.

Nossos esforços devem estar focados em fortalecermos essas lutas à esquerda e pela base, para derrotar tanto as mobilizações golpistas quanto o governismo. Toda luta por direitos sociais e econômicos ameaça as políticas de direita e só assim conseguiremos impor de fato uma pauta classista. Mas para tocar as lutas por direitos sociais, precisamos reforçar movimentos populares autônomos e vencer o governismo pelo método correto. Agir sem sectarismo, com política de construção pelas bases, sem reproduzir os mesmos vícios da esquerda autoritária e o vanguardismo.

Derrotar as posições de direita e o governismo passa por enraizamento e capilaridade social. Organizar a luta de classes nos locais de moradia, trabalho e estudo! Essa é a tarefa daquelas/es que lutam para os próximos meses: unir o disperso e organizar o desorganizado. A resistência contra o fascismo e o governismo vem do poder da classe trabalhadora de se mobilizar de maneira independente.

Por isso, nem dia 13, nem dia 15!

Organizar as categorias e os sujeitos sociais!

Lutar, criar, poder popular!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

http://www.farj.org/

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4 comments

  1. Quanta asneira num só artigo.
    Sou Brasileiro, imigrante por 12 anos em Portugal
    O PT que desgoverna o Brasil é fascista, dia 13 de Março ele convocou uma manifestação a favor da presidente que esta com 7% de aprovação popular, usou seus sindicatos aparelhados, o MST que não planta um pé de alface e hoje é apenas a milicia do PT.
    Apesar de pagarem R$35 para os manifestantes a adesão foi a mais baixa da historia!
    As manifestações de ontem não teve adesão de partidos, nenhum politico de oposição compareceu!!! procure nas noticias e imagens e aponte um!
    O que se passa é que o povo esta sufocado pela violência incentivada pelo governo, o que se passa é que milhões de viúvas perderam o direito a reforma por morte do marido!
    O que se passa é o corte das bolsas estudantis aos mais pobres, bolas que a anta presidente usou na campanha e hoje prova que é mentirosa.
    O que se passa é o desemprego crescente, é os salários dos políticos aumentarem e o do povo sempre a diminuir, um deputado ganga cerca €35.000 e um salario minimo é de €300.
    O que se passa é que o país com a maior fonte de água potável do planeta devido a má gestão o povo ão tem água nas torneiras.
    O que se passa é o povo ver diariamente as avultadas doações a países comunistas enquanto o povo sofre.
    O que se passa é que o povo esta cansado de ver os desgovernantes na tv a falar uma coisa e ele ver um mundo totalmente diferente.
    Hoje eu tenho vergonha de ter participado em lutas anarquistas, pensei que lutavam pelo e para o povo, mas não os massacres na Venezuela, o genocídio no Brasil são apenas baixas na luta pelo comunismo, tenho sobretudo vergonha de mim, por ter compartilhado tão bons momentos com vosso movimento, obrigado por hoje abrir meus olhos.

    1. quem fala asneira és tu, 12 anos fora do brasil? coincidência não? nãos abe nada de politica, criatura acéfala !! quem e disse que é 7% de aprovação? tu fizeste a pesquisa? para de falar merda.

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