(Estado Espanhol) Este sábado voltam a Madrid as Marchas da Dignidade para exigirem Pão, Trabalho, Tecto e Dignidade


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(imagens de alguns manifestantes andaluzes de partida para Madrid)

Neste momento há já muitos milhares de manifestantes a dirigirem-se a Madrid, de todos os pontos do Estado Espanhol, para amanhã participarem nas Marchas da Dignidade e exigirem Pão, Trabalho, Tecto e Dignidade. As organizações anarco-sindicalistas, como a CNT e a CGT, mobilizaram os seus simpatizantes, tal como muitos colectivos e espaços libertários estão a participar activamente neste dia de grandes mobilizações sociais. Já esta tarde chegaram a Madrid as marchas da CNT vindas da Andaluzia e muitas outras são esperadas nas próximas horas. Como cimento aglutinador está a revolta popular contra as medidas de austeridade e um programa mínimo de consenso articulado num comunicado difundido por todas as organizações participantes e cuja tradução publicamos de seguida.

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As Marchas da Dignidade voltam este sábado, dia 21 de Março, a Madrid a caminho da Greve Geral com o objectivo de exigir uma vida com dignidade. De todos os lados do Estado Espanhol estão a mobilizar-se colunas da dignidade para defender o programa do movimento 22M como ponto prévio à convocatória da mobilização geral de Outubro concretizada numa Greve Geral laboral , ao consumo e social.

A um ano da comemoração da grande manifestação do 22M que concentrou em Madrid centenas de milhares de pessoas a reivindicarem uma vida digna, a situação não mudou para melhor e estão se a acentuarem as consequências dos efeitos perversos das chamadas políticas de austeridade impostas pela Troika contra a maioria social do Estado Espanhol.

A realidade é teimosa e desmente de forma crua o governo do Partido Popular e os poderes que o apoiam, a campanha de publicidade para vender a ideia de que saímos da crise em que está imerso o governo e os poderes económicos e mediáticos ligados a este regime bipartidista monárquico dá de caras com a situação em que hoje se encontra a maioria social. Aqueles que seguem as ordens de instituições que não se submeteram ao sufrágio da cidadania terão que ser postos fora!!!

Com efeito, a taxa de desemprego continua situada nos 24% da população, com mais de cinco milhões e meio de pessoas em situação de desemprego, enquanto que não chega a 58% o número de desempregados que recebem prestações sociais. Cerca de 3 milhões de pessoas não têm quaisquer rendimentos, o que acontece a mais de meio milhão de famílias. Os empregos que se criam são precários e com salários de miséria pelo que hoje é-se pobre mesmo tendo emprego. O desemprego juvenil continua a ultrapassar os 55% e cada dia que passa são mais os jovens que, como os seus antepassados, têm que emigrar para poder ter o futuro que este país lhes nega. As pensões perdem poder de compra ano após ano e a sal actualização é uma vergonha.

Nesta situação económica é alarmante o aumento da pobreza que se situa em 30% da população, uma em cada cinco pessoas está em risco de pobreza severa e de exclusão social, e é uma pobreza que tem um rosoto maioritariamente infantil e de mulher. O aumento da precariedade social, fruto das políticas de cortes, da precariedade laboral e salarial, da eliminação de direitos e protecção social, aumenta o número de pessoas afectadas pelos despejos e por aquilo a que se começou a chamar pobreza energética (corte dos serviços de luz, água e gás). Este inverno morreram pessoas devido à situação precária em que vivem as famílias.

A corrupção e as irregularidades fiscais roubam aos cofres do Estado Espanhol 5% do PIB e, junto a isso, a política fiscal beneficia os que mais têm, recaindo a carga fiscal sobre a classe trabalhadora e a maioria social. Hoje, no Estado Espanhol, aumentam os milionários e também os pobres, agravando-se a fractura social.

Tudo isso produz os seus efeitos para a reforma do artigo 135 da C.E. segundo o qual se hipoteca toda a soberania popular às ordens da EU e do BCE dando prioridade aos especuladores no pagamento da dívida, em vez de assegurar o bem estar e os direitos da maioria social. É patente a decomposição do regime de (19)78 e de uma constituição que não reconhece os direitos dos povos e nações do Estado e que já é um papel que não vale nada nas suas referências aos direitos e liberdades.

Face a isso, e como resposta à mobilização social contra estas políticas criminosas, o governo aumenta a repressão contra o povo, com a reforma da Lei de Segurança Cidadã e do Código Penal, que tem por objectivo a diminuição de direitos e liberdades para silenciar um povo que sofre e que está a empobrecer como forma de dominação e exploração.

 As marchas da dignidade voltam a pedir à maioria social e à classe trabalhadora que se mobilizem, que demonstrem na rua que QUEREMOS VIVER COM DIGNIDADE, que identifiquemos os culpados por esta grave e injusta situação social e defendamos o programa das marchas da dignidade.

Um programa de mínimos com um grande consenso social e político em torno de:

*Não ao pagamento da dívida, ilegal, ilegítima e odiosa.

*A defesa dos serviços públicos para todos e para todas.

*Trabalho digno com direitos e salário suficiente, redução do horário de trabalho e renda básica.

*Pelo direito das pessoas, dos povos e das nações do Estado a decidirem sobre os aspectos que digam respeito à sua vida e ao seu futuro.

*A defesa dos direitos da mulher e por um futuro para a nossa juventude.

*Contra a precariedade laboral e social. Não às reformas laborais.

*Contra a repressão e contra a Lei Mordaça.

*Não aos tratados entre governos e transnacionais contra os direitos sociais. Não ao TTIP.

*Pelo direito a um alojamento digno e não co corte dos serviços essenciais de luz, água e gás.

*Não à NATO. Não às guerras.

aqui: http://www.cnt.es/noticias/el-21-de-marzo-las-marchas-de-la-dignidad-vuelven-madrid-para-exigir-pan-trabajo-techo-y

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