(Porto) Dois livros de Guy Debord, recentemente publicados pela Letra Livre, vão ser apresentados na Gato Vadio esta sexta-feira


letra livre

Apresentação esta sexta-feira, dia 10 de Abril, pelas 21,30H, na Gato Vadio (Rua do Rosário, 281), no Porto, de dois novos livros de Guy Debord, publicados pela Letra Livre, com a presença do tradutor, Júlio Henriques e de Vitor Silva Tavares da editora & etc.

«O Planeta Doente», Guy Debord

Nesta obra, juntam-se três textos autónomos do fundador da Internacional Situacionista. Os temas são diversos, mas nem por isso carecem de pertinência ou actualidade – os motins de Watts, texto de 1966; a decomposição dos poderes burocráticos e da sua ideologia, de 1967; e a poluição e sua representação, texto inédito de 1971.

«O lema «A revolução ou a morte» já não é a expressão lírica da consciência revoltada, é a última palavra do pensamento científico do nosso século. Isto tanto se aplica aos perigos da espécie como à impossibilidade de adesão, no tocante aos indivíduos. Nesta sociedade em que o suicídio progride como sabemos, os especialistas tiveram de reconhecer, com um certo despeito, que em Maio de 1968 ele diminuíra quase para zero. Essa Primavera alcançou também um belo céu, sem precisamente se ter lançado ao seu assalto, porque alguns carros se incendiaram e a todos os outros faltou gasolina para poluírem. Quando chove, quando sobre Paris pairam falsas nuvens, convém nunca esquecer que isso acontece por culpa do governo. A produção industrial alienada causa o mau tempo. A revolução, o bom.»

«O Planeta Doente»
Guy Debord
Tradução e notas de Júlio Henriques
Grafismo de Rui Silva
Letra Livre, 2015
88 páginas

*

«Esta Má Fama…», de Guy Debord, com tradução e notas de Júlio Henriques, é o mais recente título no catálogo da Letra Livre.

Nesta obra, o fundador da Internacional Situacionista responde, num estilo directo e mordaz, «às assombrosas declarações» proferidas na imprensa francesa a seu respeito.

«Estou longe de ter os mediáticos na conta de imbecis; embora não se possa duvidar de que este sistema fez muito para aumentar a parcela de imbecilidade existente na sociedade, que nunca foi pequena. De resto, não sou dos que exageram a parte de responsabilidade directa dos mediáticos, como indivíduos; não passam de assalariados e poucos se elevam ao estatuto de escroques.»

«Esta Má Fama»
Guy Debord
Tradução e notas de Júlio Henriques
Grafismo de Rui Silva
Letra Livre, 2015
100 páginas

https://www.facebook.com/events/350983241762176/

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