Mês: Maio 2015

(PDF) Nova edição de “Labirintos do Fascismo – Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta”, de João Bernardo


Capturar

para ler e fazer download Labirintos do Fascismo (nova versão)

Quando o fascismo começa a levantar, de novo, a cabeça, nada melhor do que perceber os seus mecanismos de funcionamento e em que bases se apoia. Para isso, em português, não há melhor livro do que “Labirintos do Fascismo – Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta”, de João Bernardo. A primeira versão foi publicada pela Afrontamento, no Porto, em 2003. Agora o autor actualizou e ampliou a obra disponibilizando-a em PDF. Um livro a ler.

João Bernardo tem um longo percurso político na oposição ao fascismo em Portugal, tendo assumido no pós 25 de Abril posições próximas do conselhismo de base, embora de raiz marxista. Foi fundador e esteve ligado ao colectivo do Jornal “Combate”, um projecto editorial que durou vários anos(1974-1978) a seguir ao 25 de Abril e que tinha como objectivo potencializar e unificar as lutas de base dos trabalhadores, duma forma apartidária, destacando na sua primeira página que “A libertação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores”.

(Sugestão de V. L.)

(Estado Espanhol) Grupo de neonazis agride colaborador de livraria anarquista na Feira do Livro de Madrid


malaresra

Membros de um grupo neonazi agrediram ontem à noite um colaborador da livraria e editorial libertária La Malatesta que ocupa um dos stands da 74ª edição da Feira do Livro de Madrid. A Livraria está situada no bairro de Lavapiés e publica livros associados ao movimento anarquista, de que é um dos referentes na capital madrilena. Segundo noticiou La Directa os agressores pertencem ao grupo Skins Retiro, composto por cerca de 20 elementos.

O ferido pôde voltar a casa pelo seu próprio pé e os agressores, em número de cinco,  foram identificados horas mais tarde por agentes da policia nacional. O grupo de neonazis vestia camisas com a cruz suástica e onde se podia ler “em defesa do nacional-socialismo” ou “ATHR” (“Adolfo Hitler tinha razão”).

Dos jornais. http://www.lamarea.com/2015/05/29/agresion-neonazi-en-la-feria-del-libro-de-madrid/

https://www.diagonalperiodico.net/libertades/26919-grupo-nazi-ataca-la-caseta-la-malatesta-la-feria-del-libro.html

Aqui (modificado): http://www.eldiario.es/sociedad/neonazis-colaborador-Feria-Libro-Madrid_0_393010847.html

 (Estado Espanhol) 24M: a hora do contrapoder


Capturar

No 24M os bairros (madrilenos) votaram “Ahora Madrid”. A esperança cresce no meio de importantes contradições internas. Governar com o PSOE ou permitir a continuidade ultradireitista do PP?

Enquanto isto acontece os que lutam continuam a lutar. A 25 de Maio a assembleia do CSO La Traba apresentou publicamente uma nova ocupação em Arganzuela. Um enorme edifício, um cinema abandonado, encheu-se de gente jovem do bairro. Face à ameaça policial de levar a cabo um despejo rápido associações de vizinhos, advogados anti-despejos e organizações políticas, incluindo autarcas eleitos por “Ahora Madrid”, juntaram-se a prestar apoio.

No dia seguinte, o Pátio Maravilhas anuncia que se multiplica ocupando um edifício municipal junto a Atocha. Anuncia também que “continuaremos aqui mande quem mandar, governe quem governar porque o pior que podemos fazer hoje é delegar de novo os assuntos que nos são comuns e voltar a casa”. De madrugada o Pátiox2 é desalojado pela polícia.

O Partido Popular perde força face ao panorama que se avizinha. Há activistas combativos, militantes que levam toda a sua vida nas lutas de base, que escolheram nesta conjuntura subir ao carro das candidaturas populares ainda que corram o risco de se enganarem. E estão agora a ponto de formarem governos locais.

Que se irá passar com um presidente municipal de “Ahora Madrid” em Vallekas, bairro com um imenso tecido associativo e onde o CSOJ Aralaya está alargando a sua auto-organização juvenil? Ou em Arganzuela, em que à actividade da assembleia de La Trava juntamos a plataforma de vizinhos EVA que reclama há um ano a entrega de um espaço de 44.000 metros quadrados para auto-gerir, projecto que está incluído no programa eleitoral de “Ahora Madrid”? O que acontecerá com o imenso tecido popular activista de Móstoles ou de Alcorcón ou de Collado Villalba? O que é que vai acontecer em Malasaña com as investidas do Pátio Maravilhas? E em Lavapiés? Não temos ideia do que vai acontecer, mas gostaríamos muito de saber!

Não é por acaso que Esperanza Aguirre advoga que “acabem os sovietes dos distritos” (sic). E não lhe falta razão. Ainda que uma parte deste alarme ultradireitista seja verdadeiro, está a procurar que os seus aborrecidos e decepcionados votantes reajam. Sejamos sérios. Existem “sovietes”, assembleias, projectos transformadores muito importantes nas localidades e nos bairros de Madrid, mas não suficientes. Nem de perto nem de longe.

Chegou a hora do contrapoder. Não importa quem governe. Faz falta multiplicar os sovietes e os espaços de poder alternativos. Se “Ahora Madrid” nos quer acompanhar sejam bem vindos. Mas ficarmos de braços cruzados ou na expectativa de que nos dêem tudo já feito não nos levará longe. Por muito que “Ahora Madrid” queira desenvolver “politicas sociais”, não o poderá fazer sem movimentos de base activos e fortes que apontem para a esquerda. Em geral, não há futuro sem movimentos sociais, sindicatos, organizações de base activos e fortes. E o que está no horizonte é a possibilidade de que se produzam conflitos sociais de índole fascista e reaccionária.

O contrapoder é necessário, sempre o tem sido. E o momento chegou.

Aqui : http://www.lahaine.org/24m-la-hora-del-contrapoder

através de http://www.alasbarricadas.org/noticias/node/34416

(Mérida) ‘XIII Curso de Pedagogia Libertaria’, de 2 a 6 de Setembro


paideia-1

Uma das finalidades do curso é dar a conhecer como funciona a escola Paideia e por isso será eminentemente prático.

Durante estes dias tentaremos levar à prática a ética da Anarquia, vivendo os valores da Igualdade, da Solidariedade, da Ajuda Mútua e da Liberdade.

Cada pessoa constitui uma possibilidade infinita de criação vital seja para ela, seja para a liberdade. Por isso, tod@s   somos nalgum momento mestr@s e noutr@s aprendiz@s.

Cada qual aporta o que é, o que conhece, os seus gostos, a sua forma única de fazer o mundo. E entre tod@s aproximamo-nos de uma vivência mais anárquica, mais livre e feliz.

A experiência destes anos diz-nos que ainda que sejam poucos dias, a intensidade dos mesmos rompe um pouco a linha do tempo.

O grupo que se formar, com as indicações que serão dadas no início da actividade, autogestionará estes dias, tal e qual como se faz na escola com uma assembleia geral que começará pelas 10 da manhã, na qual a diversidade de pessoas que ali se reúna deve pôr-se de acordo para decidir como e de que maneira se reparte o tempo: horário, actividades, tempo de debate, assembleia geral, trabalhos de cozinha, limpeza e actividades de carácter manual, etc.

Devemos ter em conta que uma das bases prioritárias da escola da anarquia é a igualdade: igualdade no trabalho, não discriminando entre trabalho intelectual e manual, igualdade de géneros, igualdade de classes, com a aceitação da diversidade que caracteriza qualquer grupo humano. A máxima que nos acompanha é a: ‘De cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades’.

Por outro lado, o curso pretende aproximar-se da educação libertária e da sua ideologia. O que pretendemos é mostrar como funciona esta escola livre, já que cada escola livre é diferente nas suas dinâmicas educativas.

Não existe um programa pré-estabelecido. A assembleia geral é que o vai definir.

O preço do curso é de 220 euros, que inclui a matrícula, pequeno-almoço, almoço, merenda e material. Os lucros que resultarem deste curso servirão para ajudar economicamente a escola, que é sempre deficitária.

As pessoas que desejem realizar o curso deverão preencher a ficha de inscrição (aqui) e enviá-la por email para info@paideiaescuelalibre.org.

Uma vez recebida a ficha de inscrição remeteremos por email o número de conta da escola para que façam o pagamento da reserva de lugar  que é de 40 euros. O restante, até ao total de 220 euros deverá ser pago antes do dia 20 de Junho.

Por favor, não se esqueçam de colocar o nome da pessoas que assistirá ao curso quando fizerem o pagamento, para podermos fazer a lista definitiva.

No caso do pagamento não ser feito, consideramos que não desejam participar no curso e esses lugares serão dados a pessoas que estejam na lista de espera.

Saudações libertárias.

Colectivo Paideia.

aqui: http://www.paideiaescuelalibre.org/portada/94-xiii-curso-de-pedagogia-libertaria.html

(Estado Espanhol) Morreu o poeta anarquista Jesús Lizano


jesus

Morreu hoje o poeta anarquista espanhol Jesús Lizano. Natural de Barcelona, tinha 84 anos e uma vasta obra traduzida em várias línguas. Colaborador da revista anarquista Polémica, foi nesta página web que surgiu há pouco a notícia da sua morte.

Grande parte dos seus poemas podem ser descarregados directamente da internet. Existe também uma página com parte da sua obra em português.

Que a tua poesia viva no mundo de luz que sempre procuraste criar com as palavras!

*

O único

Meus pais foram Groucho, Chico e Harpo,
minhas mães as muralhas
da cidade invisível de Ávila,
porque eu tive, como toda a gente,
muitos pais e muitas mães,
o mundo está cheio de pais e de mães,
saem-nos pais pelas orelhas e pelos olhos,
trazemos os bolsos cheios de mães,
a mãe pátria e o pai eterno,
saímos à rua e encontramos um novo pai,
recolhemo-nos em silêncio
e somos invadidos por uma legião de mães,
não bastando o pai e a mãe
porem-nos cá neste mundo.
E os primeiros pais,
pais que nos comandam, que nos anulam,
mães que se deitam connosco,
pais assim como ursos,
mães assim como catedrais.
E não falemos dos pais desconhecidos,
das mães ausentes,
dos reverendos pais,
os pais
da pátria, das ideias,
os santos pais…
Mas meus pais foram Groucho, Chico e Harpo,
com eles aprendi a liberdade, a ser eu mesmo,
e minhas mães
foram as muralhas dessa cidade invisível.
Ávila, minha cidade, com quem aprendi o mistério
da contemplação do mundo, no meio
de todos os que enlouquecem por sua conquista.
Pena que os irmãos Marx nunca foram a Ávila
e não filmaram, livres e desinibidos,
«Um dia nas procissões»,
«Os Irmãos Marx na meseta»,
«Sopa de santo»,
«Uma noite no convento…»
Mas sem dúvida foram eles
os pais dos pica-pedreiros,
meus filhos,
que demoliram as visíveis muralhas
e deixaram a mensagem da liberdade do mundo,
o construir uma cidade na terra
não sobre os cimentos enlouquecidos das mentes,
nos versos moles dos falsos poetas.
Lê-de o meu poema ‘Los picapedreros’,
de mil novecentos cinquenta e cinco!
Era eu órfão.
Era órfão como quase toda a gente.
Encontrava-me só no mundo.
Eu nasci na solidão e o vento, o livre vento,
embalava-a e defendia-a dos inumeráveis pais,
das fanáticas mães.
Ia sozinho por esse mundo,
quando me encontrei com meus pais,
a meu pai Groucho,
a meu pai Harpo,
a meu pai Chico
e as muralhas da cidade invisível foram minhas mães,
porque eu vi a cidade aberta,
para além da cidade visível,
nas mãos dos poderosos, dos obesos.
Os pica-pedreiros, os quatrocentos pica-pedreiros
iam demolir a cidade visível,
para salvar a cidade poética,
o mundo real poético.
Ávila foi, para mim,
«a parte contratante da primeira parte…».
Graças a Groucho pude abraçar-me à inocência
e graças às muralhas invisíveis,
salvas dos barbeiros e dos padres,
dos duques e dos licenciados,
pude sentir-me como filho
e pude amar pai e mãe,
mamíferos e naturais.
Que magnifica procissão pelas ruas
da liberdade do mundo:
Groucho, Chico, os pica-pedreiros,
Harpo, as muralhas, meus versos…
que uma e outra vez eram capturados
por pais terríveis
e uma e outra vez fugiam da cadeia,
voltavam para o meu lado e salvavam-me.
Que procissão de cânticos!
Que anúncio de anarquia!
Que voo majestoso dos sinos!
Ao ar! Ao ar!
E deixei construindo os pica-pedreiros,
os irmãos Marx
habitando livremente meus versos.
Um dia acabarão os pais e as mães doentes,
os maus e os bons doentes,
os dominantes e os dominados doentes
e brilharão a par a luz e a rebeldia.
Claro que eu não fui Alonso Lizano, o bom.
Nem o mau,
nem o bom.
Eu fui Lizano, o único,
porque um dia todos seremos únicos e companheiros.

aqui: https://lizaniaemlusitania.wordpress.com/o-unico-pt/

Sou a Anarquia!


anarquia
.
Nunca esqueçamos porque somos assim…
 .
SOU A ANARQUIA!!!
 .
Nasci com a primeira revolta
Insubmissa, inquieta, desgrenhada.
Construí-me a mim mesma
Nua, bela, irreverente.
Desde o meu corpo desamparado partiu a
Primeira blasfémia contra o criador.
Neguei-me a ser submetida,
Dirigida, apadrinhada.
Transformei-me em apóstata,
Fui acusada de irrelegião.
Fui condenada mas as minhas asas eram
De fénix e em rápido voo abandonei
As fogueiras e atravessei os oceanos.
Vi jugos por toda a parte,
Medo e fome, parlamentos e lamentos,
Aprendi o desespero.
Escavei com as unhas uma trincheira de sonhos
E embriaguei-me com esse grupo de meninos loucos,
Poetas náufragos ali na
Revolução de trinta e seis.
Olhei à esquerda, olhei à direita
E vi rostos sujos ocultos por detrás de uniformes limpos
Derramando a sangue dos povos em nome da justiça,
A dialéctica e outras melosas quinta-essências.
E fiquei com raiva e agucei-a
E lancei trovões contra os tronos,
Inimiga dos governos,
Inimiga das pátrias,
Inimiga da dor.
Abraço o mundo,
Vivo e não peço,
Amo e resisto às suas tiranias.
Sou a Anarquia.
 .
anónimo

*

No olvidemos nunca porque somos así…
SOY LA ANARQUÍA!!!
Nací con la primera revuelta
Insumisa, inquieta, desgreñada.
Me construí a mí misma
Desnuda, bella, irreverente.
Desde mis huesos inermes partió la
Primera blasfemia hacia el creador.
Me negué a ser sometida,
Dirigida, apadrinada.
Me transformé en apóstata,
Fui acusada de irreligión.
Fui condenada pero mis alas eran
De fénix y en raudo vuelo abandoné
Las hogueras y atravesé los océanos.
Vi yugos por dondequiera,
Calambre y hambre, parlamentos y lamentos,
Aprendí la desesperación.
Cavé con las uñas una trinchera de sueños
Y me embriagué con esa pandilla de niños locos,
Poetas náufragos allá en la
Revolución del treinta y seis.
Miré a la izquierda, miré a la derecha
Y vi rostros sucios ocultos tras limpios uniformes
Vertiendo la sangre de los pueblos en nombre de la justicia,
La dialéctica y otras empalagosas quinta esencias.
Y tomé la rabia y la afilé
Y lancé truenos contra los tronos,
Enemiga de los gobiernos,
Enemiga de las patrias,
Enemiga del dolor.
Abrazo al mundo,
Vivo y no ruego,
Amo y resisto sus tiranías.
Soy la Anarquía
anonimo

ÉVORA: QUANDO AS PAREDES FALAM (5)


reforma agrária

Desde sempre uma das palavras de ordem dos anarquistas tem sido ” A terra a quem a trabalha”. Na revolução mexicana, depois na revolução russa, sobretudo nos campos da Ucrânia, sob a influência da guerrilha de Nestor Makhno, depois na revolução espanhola, em que a vontade revolucionária do povo colectivizou terras e fábricas, sempre os anarquistas estiveram na linha da frente para acabar com a propriedade privada ou estatal da terra, o salariato ou a submissão dos trabalhadores do campo aos de outros sectores produtivos.

Em Portugal, grande parte das ocupações de terras em 1975 foi feita à margem das estruturas partidárias, embora o PCP, com o oportunismo que sempre o caracterizou, tenha feito toda a propaganda possível para passar a ideia de que a ocupação de terras em Portugal terá sido, apenas e só, obra sua. Não é verdade. Houve em todo esse movimento que envolveu dezenas de milhar de operários agrícolas muita gente sem partido, muitos trabalhadores sérios e empenhados em mudar a vida e o mundo, outros militantes de outros partidos, gente do PCP também, claro, mas reduzir esse vasto movimento, como os comunistas pretenderam fazê-lo, a uma obra apenas sua, para além de ridículo é uma mentira pegada.

Esta evocação dos 40 anos da Reforma Agrária (foto) apareceu recentemente escrita junto à rotunda que vai para Alcáçovas, em Évora, assinada com o A dos libertários e é mais uma homenagem aos homens e às mulheres que, à margem dos partidos, souberam sonhar e pôr no terreno, entre muitas traições e muitos compromissos político-partidários, esse velho sonho libertário de que a terra deve pertencer a quem a trabalha!

(Estado Espanhol) Campanha de solidariedade com os presos da Operação Piñata


operacionpiata_libertadmadr

Campanha de envio de faxes e emails a Instituições Penitenciárias exigindo que os presos anarquistas e antiautoritarios da chamada Operação Piñata fiquem próximos dos seus lugares de residência. Junta-se modelo de fax ou email e propõe-se que sejam enviados hoje, 25, terça-feira, 26 e quarta-feira, 27 de Maio. Se alguém quiser mandar cartas para exigir o fim da dispersão e a liberdade dos anarquistas presos junta-se a direcção postal.

Fax (0034) 913354052

email: sgip@dgip.mir.es

Endereço Postal:

Secretario General de Instituciones Penitenciarias:

Ángel Yuste Castillejo

C/ Alcalá, 38-40 , 28014 , Madrid, España

Teléfono (0034) 913354700

Porque consideramos a dispersão como um castigo directo aos familiares, amigos e companheiros das pessoas presas, como uma tentativa de isolar ainda mais o preso, acabando com o último resquício de segurança que pode manter permanecendo na comunidade onde residia, e fazer diminuir o apoio e a solidariedade para com eles, não vamos ficar calados, nem vamos deixar de nos solidarizar, nem vão conseguir isolá-los porque nunca os deixaremos sós.

Abaixo os muros das prisões!

Sugestão de texto a enviar:

A la atención de Instituciones Penitenciarias,

Exigimos el acercamiento a las prisiones de sus comunidades a las siguientes personas que actualmente se encuentran en prisión preventiva y recientemente han sido trasladadas desde el Centro Penitenciario Madrid V.

  • Javier Grijalbo Adán: Esta semana a sido trasladado a al Centro Penitenciario de Zuera, Zaragoza, exigimos su traslado al Centro Penitenciario de Palencia.
  • Javier García Castro: Esta semana será trasladado al Centro Penitenciario La Moraleja, Palencia, exigimos su acercamiento a Madrid.
  • Jorge Linares Izquierdo: Esta semana ha sido trasladado al Centro Penitenciario de Córdoba y exigimos su acercamiento a Madrid.

Según el artículo Artículo 12. de la LOGP, referente a la ubicación de los establecimientos, se establece la intención de contar con un número suficiente de establecimientos en cada área territorial para satisfacer las necesidades penitenciarias y evitar el desarraigo social de los penados y el 25.2 de la Constitución Española dice que las penas privativas de libertad y las medidas de seguridad estarán orientadas hacia la reeducación y reinserción social, en lo que influye sustancialmente la individualización del tratamiento, siendo fundamental para su éxito tener en cuenta el medio al que el preso retornará, su historial familiar y social como se establece en el artículo 63 de la LOGP. Si se le aleja todo lo posible de ese medio, de su familia y su grupo social con medidas administrativas de dispersión, se incurre en un trato que no respeta “la personalidad humana del recluso y los derechos e intereses jurídicos del mismo no afectados por la condena, sin establecerse diferencia alguna por razón de raza, opiniones políticas, creencias religiosas, condición social o cualesquiera otra circunstancias de análoga naturaleza” como ordena el art.3 de la LOGP.

Por consiguiente, reclamamos y exigimos el traslado inmediato de  Javier Grijalbo, Javier García y Jorge Linares. De lo contrario se estarían incumpliendo los imperativos Constitucionales y la LOGP, además de sus derechos elementales como persona presa.

http://claudicarnuncarendirsejamas.noblogs.org/