Dia: Maio 25, 2015

ÉVORA: QUANDO AS PAREDES FALAM (5)


reforma agrária

Desde sempre uma das palavras de ordem dos anarquistas tem sido ” A terra a quem a trabalha”. Na revolução mexicana, depois na revolução russa, sobretudo nos campos da Ucrânia, sob a influência da guerrilha de Nestor Makhno, depois na revolução espanhola, em que a vontade revolucionária do povo colectivizou terras e fábricas, sempre os anarquistas estiveram na linha da frente para acabar com a propriedade privada ou estatal da terra, o salariato ou a submissão dos trabalhadores do campo aos de outros sectores produtivos.

Em Portugal, grande parte das ocupações de terras em 1975 foi feita à margem das estruturas partidárias, embora o PCP, com o oportunismo que sempre o caracterizou, tenha feito toda a propaganda possível para passar a ideia de que a ocupação de terras em Portugal terá sido, apenas e só, obra sua. Não é verdade. Houve em todo esse movimento que envolveu dezenas de milhar de operários agrícolas muita gente sem partido, muitos trabalhadores sérios e empenhados em mudar a vida e o mundo, outros militantes de outros partidos, gente do PCP também, claro, mas reduzir esse vasto movimento, como os comunistas pretenderam fazê-lo, a uma obra apenas sua, para além de ridículo é uma mentira pegada.

Esta evocação dos 40 anos da Reforma Agrária (foto) apareceu recentemente escrita junto à rotunda que vai para Alcáçovas, em Évora, assinada com o A dos libertários e é mais uma homenagem aos homens e às mulheres que, à margem dos partidos, souberam sonhar e pôr no terreno, entre muitas traições e muitos compromissos político-partidários, esse velho sonho libertário de que a terra deve pertencer a quem a trabalha!

(Estado Espanhol) Campanha de solidariedade com os presos da Operação Piñata


operacionpiata_libertadmadr

Campanha de envio de faxes e emails a Instituições Penitenciárias exigindo que os presos anarquistas e antiautoritarios da chamada Operação Piñata fiquem próximos dos seus lugares de residência. Junta-se modelo de fax ou email e propõe-se que sejam enviados hoje, 25, terça-feira, 26 e quarta-feira, 27 de Maio. Se alguém quiser mandar cartas para exigir o fim da dispersão e a liberdade dos anarquistas presos junta-se a direcção postal.

Fax (0034) 913354052

email: sgip@dgip.mir.es

Endereço Postal:

Secretario General de Instituciones Penitenciarias:

Ángel Yuste Castillejo

C/ Alcalá, 38-40 , 28014 , Madrid, España

Teléfono (0034) 913354700

Porque consideramos a dispersão como um castigo directo aos familiares, amigos e companheiros das pessoas presas, como uma tentativa de isolar ainda mais o preso, acabando com o último resquício de segurança que pode manter permanecendo na comunidade onde residia, e fazer diminuir o apoio e a solidariedade para com eles, não vamos ficar calados, nem vamos deixar de nos solidarizar, nem vão conseguir isolá-los porque nunca os deixaremos sós.

Abaixo os muros das prisões!

Sugestão de texto a enviar:

A la atención de Instituciones Penitenciarias,

Exigimos el acercamiento a las prisiones de sus comunidades a las siguientes personas que actualmente se encuentran en prisión preventiva y recientemente han sido trasladadas desde el Centro Penitenciario Madrid V.

  • Javier Grijalbo Adán: Esta semana a sido trasladado a al Centro Penitenciario de Zuera, Zaragoza, exigimos su traslado al Centro Penitenciario de Palencia.
  • Javier García Castro: Esta semana será trasladado al Centro Penitenciario La Moraleja, Palencia, exigimos su acercamiento a Madrid.
  • Jorge Linares Izquierdo: Esta semana ha sido trasladado al Centro Penitenciario de Córdoba y exigimos su acercamiento a Madrid.

Según el artículo Artículo 12. de la LOGP, referente a la ubicación de los establecimientos, se establece la intención de contar con un número suficiente de establecimientos en cada área territorial para satisfacer las necesidades penitenciarias y evitar el desarraigo social de los penados y el 25.2 de la Constitución Española dice que las penas privativas de libertad y las medidas de seguridad estarán orientadas hacia la reeducación y reinserción social, en lo que influye sustancialmente la individualización del tratamiento, siendo fundamental para su éxito tener en cuenta el medio al que el preso retornará, su historial familiar y social como se establece en el artículo 63 de la LOGP. Si se le aleja todo lo posible de ese medio, de su familia y su grupo social con medidas administrativas de dispersión, se incurre en un trato que no respeta “la personalidad humana del recluso y los derechos e intereses jurídicos del mismo no afectados por la condena, sin establecerse diferencia alguna por razón de raza, opiniones políticas, creencias religiosas, condición social o cualesquiera otra circunstancias de análoga naturaleza” como ordena el art.3 de la LOGP.

Por consiguiente, reclamamos y exigimos el traslado inmediato de  Javier Grijalbo, Javier García y Jorge Linares. De lo contrario se estarían incumpliendo los imperativos Constitucionales y la LOGP, además de sus derechos elementales como persona presa.

http://claudicarnuncarendirsejamas.noblogs.org/