(Estado Espanhol) 24M: a hora do contrapoder


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No 24M os bairros (madrilenos) votaram “Ahora Madrid”. A esperança cresce no meio de importantes contradições internas. Governar com o PSOE ou permitir a continuidade ultradireitista do PP?

Enquanto isto acontece os que lutam continuam a lutar. A 25 de Maio a assembleia do CSO La Traba apresentou publicamente uma nova ocupação em Arganzuela. Um enorme edifício, um cinema abandonado, encheu-se de gente jovem do bairro. Face à ameaça policial de levar a cabo um despejo rápido associações de vizinhos, advogados anti-despejos e organizações políticas, incluindo autarcas eleitos por “Ahora Madrid”, juntaram-se a prestar apoio.

No dia seguinte, o Pátio Maravilhas anuncia que se multiplica ocupando um edifício municipal junto a Atocha. Anuncia também que “continuaremos aqui mande quem mandar, governe quem governar porque o pior que podemos fazer hoje é delegar de novo os assuntos que nos são comuns e voltar a casa”. De madrugada o Pátiox2 é desalojado pela polícia.

O Partido Popular perde força face ao panorama que se avizinha. Há activistas combativos, militantes que levam toda a sua vida nas lutas de base, que escolheram nesta conjuntura subir ao carro das candidaturas populares ainda que corram o risco de se enganarem. E estão agora a ponto de formarem governos locais.

Que se irá passar com um presidente municipal de “Ahora Madrid” em Vallekas, bairro com um imenso tecido associativo e onde o CSOJ Aralaya está alargando a sua auto-organização juvenil? Ou em Arganzuela, em que à actividade da assembleia de La Trava juntamos a plataforma de vizinhos EVA que reclama há um ano a entrega de um espaço de 44.000 metros quadrados para auto-gerir, projecto que está incluído no programa eleitoral de “Ahora Madrid”? O que acontecerá com o imenso tecido popular activista de Móstoles ou de Alcorcón ou de Collado Villalba? O que é que vai acontecer em Malasaña com as investidas do Pátio Maravilhas? E em Lavapiés? Não temos ideia do que vai acontecer, mas gostaríamos muito de saber!

Não é por acaso que Esperanza Aguirre advoga que “acabem os sovietes dos distritos” (sic). E não lhe falta razão. Ainda que uma parte deste alarme ultradireitista seja verdadeiro, está a procurar que os seus aborrecidos e decepcionados votantes reajam. Sejamos sérios. Existem “sovietes”, assembleias, projectos transformadores muito importantes nas localidades e nos bairros de Madrid, mas não suficientes. Nem de perto nem de longe.

Chegou a hora do contrapoder. Não importa quem governe. Faz falta multiplicar os sovietes e os espaços de poder alternativos. Se “Ahora Madrid” nos quer acompanhar sejam bem vindos. Mas ficarmos de braços cruzados ou na expectativa de que nos dêem tudo já feito não nos levará longe. Por muito que “Ahora Madrid” queira desenvolver “politicas sociais”, não o poderá fazer sem movimentos de base activos e fortes que apontem para a esquerda. Em geral, não há futuro sem movimentos sociais, sindicatos, organizações de base activos e fortes. E o que está no horizonte é a possibilidade de que se produzam conflitos sociais de índole fascista e reaccionária.

O contrapoder é necessário, sempre o tem sido. E o momento chegou.

Aqui : http://www.lahaine.org/24m-la-hora-del-contrapoder

através de http://www.alasbarricadas.org/noticias/node/34416

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